31 maio 2012

Mais desafios nº 7!


O ANIVERSÁRIO
O aniversário da Marta aproximava-se e o Miguel desejava fazer uma surpresa. Mas o dia 7 do mês 7 estava a bater à porta e ele não tinha nenhuma ideia. Pediu ajuda à mãe, cujo rosto assumiu as 7 cores do arco-íris. Virou-se para o pai que também não acreditou no seu gesto, mesmo repetindo-o 7 vezes. Acabou por comprar 7 presentes e esperou 7 dias. 7 minutos, foi o tempo que a irmã levou a desembrulhá-los.
Maria Jorge


Fernando riu o caminho todo até à casa de banho. Aqueles sete eram demais. Mas logo o sorriso murchou, quando descobriu que restavam pouco mais de sete gotas de água.
–Estás ensaboado? – gozavam os sete.
Saiu furibundo, a tempo de os ver desaparecer, impressionado pelos sete pares de pés que ganhavam asas.
Aguardou. Os sete não podiam ficar eternamente escondidos.
Foram sete nuvens a resolver a questão, ao derramar a chuva forte e fria sobre os sete.
 Quita Miguel, 52 anos, Cascais

O NÚMERO SETE
Já pensaram como o número 7 está presente em muito do que nos rodeia? Os marinheiros medievais navegaram por 7 mares, as notas musicais são 7, os pecados igualmente 7, até 7, são os dias da semana. Sem esquecer as maravilhas do mundo que são sempre 7 e já vêm dos tempos antigos. E muito mais podia enumerar com o 7, mas como as vezes se esgotaram, deixo aqui uma pergunta pertinente. Que magia esconde este número?
Maria Jorge

Os Reguilas de voltas do desafio nº6


De dia, viam-se pouco, eles preferiam aparecer à noite.
Eram pequenos, peludos, brilhantes, brincalhões e adoravam saltitar pela calçada.
Eu e o meu amigo João passeávamos pela rua, quando os cangurus apareceram. Brincámos todo o serão e depois levaram-nos até à sua família. Apesar de serem pequenos davam saltos gigantes, eu e o João tínhamos de correr para os conseguirmos acompanhar.
Finalmente chegámos. A mãe canguru ficou felicíssima e até nos preparou um chá delicioso.
Quem diria...!

Trabalho coletivo
Reguilas da Mata – 4º A
Professora Maria do Carmo Silva

e já começaram a chegar as histórias!!!

Desafio nº 7

Sete velhas galinhas sentadas em seus sete poleiros puseram-se a cantar.
Eram sete horas da manhã e o sol já despontava.
Mas sete ais se ouviram, implorando para que se calassem. Já tardava para o galo da capoeira. Empoleirado e altivo, julgava-se dono das vontades das suas sete galinhas. Madrugara zangado, como sempre, esperando por sete ovos postos sem grandes alegrias ou cantorias. Mas naquele dia, sete galinhas cantaram, felizes, claras acasteladas e suspiradas, belas gemadas douradas...
Rosário Caeiro, 38 anos, Lisboa

Sete de Maio – Lia viajou e deixa recado aos filhos, não sabem muito de cozinha.
Uso do micro-ondas...
(Ela não perde sua mania pelo número sete. Sempre a soma dos algarismos em tudo, deve dar sete.)
Leite: trinta e quatro segundos. Três mais quatro, sete
Panquecas: cinquenta e dois: cinco mais dois, sete. E assim por diante. Os filhos a entenderiam.
Volta, após sete dias.
Sorrisos aguardavam... 
Também a conta da pizzaria vizinha: sete pizzas tamanho família...
Chica, 63 anos, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


SETE VEZES SETE?
Aos sete anos de idade
Pela primeira vez
Beatriz foi pra escola
Com timidez

Seu número de chamada
Disse-lhe a professora
Será o número sete
Fique conhecedora

Na hora de aprender tabuada
Foi bem até a do seis
Quando chegou na do sete
Enroscou de vez

A professora perguntou
Quanto é sete vezes sete
Levantou-se nervosa
Respondeu quarenta e sete

Professora disse, não
Quarenta e sete? Errou
O certo é quarenta e nove
Beatriz quietinha, se sentou 
Majoli Oliveira, 52 anos, Caçapava, São Paulo, Brasil

histórias recebidas hoje...

Aqui ficam histórias do desafio nº 6 e sem desafio, acabadinhas de chegar!


É noite de São João.
Enche-se o Largo de música e paródia. Cornetas, rufos e gaitas contam cada qual a sua história. É hora de cantigas e bailaricos. É alegria que se solta do coração. Inspira-se doce algodão e uma menina sopra coloridas bolas de sabão.
De repente, eis que levo um encontrão. Ai! Pum! Catrapum! Mas que grande diversão!
Todo catita e de rosto vermelhão, disfarçado de manjerico, um penico andando de mão em mão.
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira

De dia viam-se muito pouco, todos vestidos de preto, com uma meia na cabeça. São especialistas a tirar coisas que não são suas. São traiçoeiros como as raposas. Nunca foram presos, nem uma única vez.
Um dia vieram a minha casa, mas como eu os vi pela janela, chamei a polícia. Passado uns minutos apareceram luzes vermelhas e azuis na estrada. Desta vez aqueles que tinham uma meia na cabeça e tinham roupa preta foram apanhados. Quem diria...!
Joana Nunes, 11 anos, 6º ano, Colégio Monte Maior

Afinal era um grão de café que não tinha um pé
Afinal nem tudo acontecera como planeado.
Era noite escura e fazia
um frio de rachar. O sapo beijoqueiro, duro como um cru
grão de arroz, esperava ansioso o amanhecer.
De quando em vez, olhava o horizonte e nada. A hora do
café aproximava-se e o sol não apontava.
Que chatice!
Não se transformaria num belo príncipe?
Tinha que fazer alguma coisa. Mas o quê? Brincaaaarrrr!
Um dó li tá! Salto ao
coxinho ou engulo um sabiá?!
Paula Erra, 38 anos, Funchal, Madeira


Notícia de Outro Mundo - Dragão visto a brincar com criança.
Beatriz, tem 9 anos e foi vista a brincar com um dragão na segunda-feira. Parece que Beatriz fugiu de casa e encontrou o dragão no prado, sentado numa pedra. Ela corajosamente começou a brincar com o dragão.
O dragão parecia muito feroz, mas na verdade não era. Era tão grande que era capaz de tocar nas nuvens.
Cientistas afirmam que pode haver mais dragões à solta.
 Joana Pinto, 9 anos, Lisboa

30 maio 2012

Da génese das palavras


De dia, viam-se pouco...
Insistentemente as procurei, com método, com perseverança, com truques...
Mas não dava... não valia o esforço!
Era a luz forte do sol lá fora a chamar por mim. Uma corrida na praia, um passeio de bicicleta ou… ter de trabalhar!
Era ao regressar à tardinha que elas surgiam, primeiro uma, depois outra ainda a medo até que com o cair da noite as palavras formavam-se no papel aos magotes em turbilhão...
Quem diria...!

Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia


29 maio 2012

As histórias do desafio nº 5 da EBS de Fajões


Margarida Fonseca Santos: Uma surpresa agradavelmente deliciosa…
Margarida, Maria Rapaz na adolescência.
Fonseca pela parte da mãe? Provavelmente…
Santos pela parte do seu querido pai? É o mais certo.
Uma mulher incrível, divertida, engraçada, generosa e genuína!
Surpresa foi o que o clube de Oficina de Escrita lhe fez na Escola Básica e Secundária de Fajões.
Agradavelmente fomos surpreendidos pela abertura, disponibilidade, sensibilidade e saberes partilhados.
Deliciosa e audaz, proporcionou fugazes momentos que queremos relembrar e para sempre eternizar!
Realização: Joel Santos, Rafael Pinho – 8ºA – E.B.S de Fajões.


Eu tenho uma boneca que diz Olá!
Eu e a Margarida temos uma linda boneca.
Tenho muita sorte em tê-la. Nunca vou esquecê-la.
Uma tarde, depois da escola, fomos para minha casa brincar com ela.
Boneca ela não é, para nós, é uma amiga que diz Olá, para
que possamos brincar sempre com ela.
Diz Olá sempre que vamos brincar com ela.
Olá diz ela com um sorriso fofinho, maravilhoso é isso que me faz gostar dela.
Raquel e Mariana, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºB


Nós as duas fazemos uma dupla genuína.

Nós quando estamos nas aulas de Língua Portuguesa trabalhamos muito bem.
As ideias sobem ao mesmo tempo ao cérebro das
duas e, quando vamos mostrar à professora o nosso trabalho,
fazemos um grande brilharete em frente à nossa turma,
uma turma espectacular, a professora dá-nos os parabéns por sermos a dupla que somos, por fazermos um óptimo trabalho e por sermos uma equipa
genuína que toda a gente inveja, adora.
Diana Pereira, Cristiana Oliveira e Ana Oliveira, Escola Básica e Secundária de Fajões do 8ºA



Livros, palavras são o melhor do mundo
Livros são aventuras, companhia, um amigo, um confidente, uma amizade eterna.
Palavras e letras que conjugadas são o melhor que se pode ter.
São únicos, diferentes, exclusivos e extraordinários como prendas.
O eterno mundo através da palavra, numa ideia, num livro.
Melhor! Tinha que ser inventado pois nada se lhes compara.
Do mais antigo ao mais novo. Um
Mundo ao alcance de todos nós: basta abri-los, ler, aprender e gostar.
Filipa Oliveira Costa, Nº10, 8ºB, Escola Básica e Secundária de Fajões

1º ciclo - EB Armando Guerreiro

É isso mesmo - os meninos da Armando Guerreiro também enviaram a sua história, ora vejam:


De dia viam-se pouco porque a os motores dos barcos largavam uma nuvem de poluição. Mas quando a noite caía a tartaruga Pipa e o ouriço do mar Max brincavam à apanhada e jogavam à bola até bem tarde!
Um dia, perderam a bola e quando foram procurá-la, encontraram um tubarão que os queria comer.
Então o Max afiou os seus picos e atirou-os contra o tubarão!
O tubarão assustou-se, pediu desculpas e ficaram todos amigos.
Quem diria…!
Os miúdos da Armando Guerreiro (1.º BG)

28 maio 2012

Escola Básica e Secundária de Fajões

É verdade - vamos às escolas falar da escrita, e depois acontecem estas partilhas que me deixam nas nuvens. O 10ºC, Escola Básica e Secundária de Fajões, aceitou o desafio nº 5 e mandou as suas histórias. Querem lê-las? Digam lá se não é fantástico...
E haverá um professor com eles?... :)


A Amizade é o que nos une
A vontade de estar com os amigos é muita, pois a
Amizade é o que nos faz levantar da cama, sair de casa mais depressa,
É saber que vamos ver os nossos melhores amigos. É
O medo de uma zanga
Que nos leva a fazer partilhar o mundo e histórias de criança, é o que
Nos leva a partilhar os nossos segredos e é o que nos
Une para todo o sempre
Carlos Oliveira 10ºc nº4


A relação acabou, mas os sentimentos permanecerão!
A minha vida ficou presa ao passado, contigo no pensamento. A nossa
relação não funcionou! Erramos os dois, eu mudei mas tu só mudaste quando
Acabou tudo entre nós. Felizmente, as memórias mantêm-se,
mas mesmo assim, para mim, mesmo querendo-as esquecer é difícil.
Os pensamentos sobre ti e sobre nós permanecem, principalmente os momentos felizes, os
sentimentos ficaram e irão continuar nas memórias e
permanecerão até a minha vida acabar!
André Filipe Silva Oliveira Nº3 Turma: 10º C

Eu Adoro não Fazer Absolutamente Nada Pá
EU, quando estou a dormir
adoro ouvir os barulhos da natureza, dos pássaros, porque por acaso,
não estão a cantar, mas sim a chilrear,  porque de facto, a
fazer ninho eles não estão, pois senão eles viam-se a passear.
Absolutamente nada disto é real, visto que eu estou a acordar agora,
nada! Porque ainda por cima,
, tenho de ir para a escola, mais valia estar outra vez a sonhar.
João Teixeira Nº10 10ºc

A nossa amizade parece um ovo kinder
A cor é um estigma não ultrapassado neste mundo, mas a
nossa amizade supera tudo o que há para superar
amizade somos nós, são as nossas atitudes e para mim tudo
parece um filme antigo, a preto e branco.
Um dia, espero eu, tudo mudará para melhor, tudo ficará mais equilibrado
vvo significará, no futuro, amizade forte e pura
Kinder será doce como o chocolate preto e branco, sem distinção
Joana Soares nº9 10ºc

As saudades que sinto de ti, Manuel.
As nossas brincadeiras e os nossos momentos fazem-me ter
saudades. O teu sorriso traz-me felicidade. No dia em
que te vir, vou logo pegar-te ao colo, vou contar-te tantas coisas.
Sinto o teu amor por mim de irmão para irmã.
De mim, nunca sairás. Há três meses nasceste e a
ti, meu amor, eu farei tudo para te ver feliz.
Manuel, muito obrigada por me dares forças e muitas alegrias.
Diana Patrícia Oliveira Pinho  Nº 7  10ºC 

Amor é o sentido da minha vida
Amor é o que me fazes sair de dentro de mim,
É o que me dá alegria, no meu dia a dia.
O tal que faz o meu coração palpitar de emoção!
Sentido e cor és tu que dás ao meu viver.
Dás-me carinho, amor, aconchego. És a
Minha felicidade. É tu quem desejo, que quero e preciso.
Vida eterna, cheia de momentos bons e inesquecíveis sempre a teu lado.
Diana Pinho Nº6 10ºC


Como esquecer quem tanto me faz lembrar
Como foi isto tudo acontecer? Por vezes, desejo ter-te, outras
esquecer  tudo o que me faz lembrar de ti, da saudade de
quem  foi o meu presente, a razão do meu sorriso, sem querer deixarte-
-me aqui perdida, comigo apenas ficou a saudade, a mágoa.
Faz-me sorrir tudo o que seja sobre ti, até o fantasma da tua presença.
Lembrar-me de ti, é a minha sina, eu amo-te mesmo sozinha.
Adriana de Pinho Moreira,nº1,10ºC

A traição é um tiro no coração.
A consequência deste ato depende da nossa decisão, porém a
traição é o cúmulo da dor e do sofrimento e
é sentida nas mais recônditas profundezas da nossa alma.
Um momento bombardeado com doses de esperança que alguém mude, faz explodir o
tiro ardente no fogo submerso na angústia e faz de uma forma sincera acreditar que
no fundo existe um perdão que deixa o
coração menos triste e magoado.
Sofia Gomes, Nº12, 10ºC

A vida é um mundo de mistérios
A humanidade está sempre a pensar que a
vida é uma coisa má, mas lá bem no fundo
é a melhor coisa que o ser humano tem, é
um labirinto de incertezas, de sentimentos, de decisões é também um
mundo que nos traz muitas surpresas, umas boas e outras más,
de sonhos que por vezes parecem impossíveis, mas que afinal são possíveis. Estes
mistérios são infinitos e difíceis de explicar.
Ana Cardoso, nº2, 10ºC

27 maio 2012

mais desafios nº 6...


De dia, viam-se pouco, mas bastava um pensamento sobre as noites que transcorriam lado a lado para sorrirem. Guiados pela batuta perspicaz do maestro Ladeiro, a orquestra ensaiava, para afastar o estigma da derrota no festival do Outono. Desembainhavam-se arcos, afinavam-se sopros, exercitavam-se dedos. A melodia enchia a sala e irreverente saía para a rua.
Tudo parecia perfeito no ensaio, no entanto para Carmen algo faltava. De repente percebeu o quê. O calor dos aplausos.
Quem diria…!
Quita Miguel, 52 anos, Cascais


De dia, viam-se pouco mas isso não importava.
Ela esperava ansiosamente que a noite chegasse e o encontro era mais intenso. Os seus afazeres profissionais não lhe permitiam que se cruzassem mas, assim que entrava em casa, depois de um dia de trabalho cumprido (e comprido!), logo ela se lhe dirigia, numa enorme vontade de lhe tocar, de o afagar, de o possuir até se cansar. E pensar que, há bem pouco tempo, detestava computadores! Quem diria...!
Ana Paula Oliveira, S. João da Madeira

O GRILO E A CIGARRA
De dia, viam-se pouco. Ele trabalha de noite e com o Sol dorme, ela de dia e com a Lua adormece. Nunca se encontravam, pois da aurora ao entardecer ela faz a chinfrineira, ele, do anoitecer ao amanhecer. Era assim a vida da cigarra Justina e do grilo Justino. Até que certa vez, ele coloca-se a seu lado e sem cerimónia solta a goela. Justina despertou e irritou-se, mas ao invés de o expulsar, apaixonou-se. Quem diria!
Maria Jorge

E uma sem desafio:

Foi ontem, hoje, aqui estou a dizer-te que te vi pelo encanto do que me escreveste sem registo, do que me disseste sem falar, do que me desenhaste sem nenhum risco... e, tudo vejo sem estar em nenhum espaço físico. Registo em mim, nos recantos de não sei de quê nem de onde, o que fica guardado e, de vez em vez, partilho por aqui, no ali que sou, no acolá que gosto de ser, sendo eu.
Lucrécia Alves

26 maio 2012

Desafio nº 6 - histórias recebidas dos dois lados do Atlântico!


Quem diria...

De dia, viam-se pouco pois cada um ia pra um lugar. 
Ele ia de metrô, ela de circular. 
Ela, professora de educação infantil,
carregava consigo lindo ar juvenil.
Ele, decorador, passava o dia indo de lá pra cá,
agenda lotada, por onde começar?
Quando ela tinha um tempinho,
pra ele ligava, demonstrando carinho.
Um dia ela em casa chegou,
jantar preparou,
por ele esperou...
...ele não voltou.
Ele a abandonou.
Por outra, ele a trocou.
Quem diria...!
Majoli Oliveira

De dia, viam-se pouco, nunca tinham tempo para estar juntos, parecia que o tempo era algo que lhes faltava, mas amor era algo que até lhes sobrava. Encontravam-se sempre à noite, à porta da casa dela, e passavam cerca de meia hora juntos. Porém  o amor resistiu a tudo, e hoje estão casados e felizes, até já têm um filho e pensam ter um segundo. Onde parecia só existir falta de tempo afinal existia amor, quem diria!
Luís Peixinho, Murtosa

De dia, viam-se pouco, resguardando-se dos olhares indiscretos. Mas mal o crepúsculo descia a cortina, abandonavam o recato das mansardas. Acendiam fogareiros e abriam pipas. As mãos se davam a outras mãos enternecidas. Ouvia-se o acordeão e o pandeiro e rompia o canto nas gargantas emudecidas. Pés febris matraqueavam a calçada e a festa tomava conta da rua, noite dentro… até chegar a madrugada. Quase pobres, pouco tinham de seu, mas… eram ricos de alegria. Quem diria...!
Carlos Alberto Silva, Leiria

De dia, viam-se pouco ou quase nada!
Um entrava, outro saía de casa  apressado.
Aquela rotina se repetia, dia após dia.
Mi e  eram seus apelidos carinhosos.
Mas à noite, tudo era bem diferente.
Pareciam se transformar em outras pessoas, amantes...
Mal se viam, faíscas de longe apareciam
Com o olhar, faminto, quase se engoliam.
Mas esperavam o mágico momento para eles...
Aguardavam ansiosos, excitados a saída do sol
Tiravam o atraso, sem Quem diria!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

24 maio 2012

desafio nº 6!!!

Cá vamos nós, de novo...
Desta vez, teremos o início e o fim já escritos, serão assim:

De dia, viam-se pouco...
...    ...   ...   ...   ...   ...   ...
...   ...   ...   ...   ...   ...   ...
...   ...  ...   ...   ...   ...   ...
...   ...   ...   ...   ...   ...   ...
Quem diria...!

Vá, coragem!!! Só falta o meio... 
Atenção - começa com "De dia, viam-se pouco..." e acaba "Quem diria...!", só se pode escrever entre estas duas frases.

:)

Deixo aqui a minha:
De dia, viam-se pouco. Se alguém quisesse vê-los, teria de esperar horas e horas, munido de uma paciência incrível e sem sair do mesmo lugar, com uma máquina de fotografar auras, das boas. Foi por isso que Anacleto, sem sequer se aperceber da existência de seres fantasmagóricos à solta na sua aldeia, ficou tão atrapalhado quando os viu. Não estivera quieto, nem se enchera de paciência. Nem tinha máquina de fotografar auras. Nada! Morrera, apenas…
Quem diria...!
Margarida Fonseca Santos, 54 anos, Lisboa

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

23 maio 2012

Reescrevo


Rascunho, rabisco, rasuro, rasgo risco escrevo, reescrevo.
Rascunho uma ideia louca que faísca inesperada numa sinapse inquieta.
Rabisco uma frase solta, livre do contexto que a apouca.
Rasuro letras, palavras, frases inteiras. Elefantes em lojas de cristal.
Rasgo regras e conceitos, frases feitas, que doutras tenho dó!
Risco sonhos coloridos e sonoras harmonias, palavras que sugerem especiarias.
Escrevo cautelosamente, miro e remiro, saboreio e cheiro cada palavra.
Reescrevo surpreso. Prazer continuado, que outra sinapse inquieta se avizinha...

Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia




Reescrevo


Rascunho, rabisco, rasuro, rasgo risco escrevo, reescrevo.
Rascunho uma ideia louca que faísca inesperada numa sinapse inquieta.
Rabisco uma frase solta, livre do contexto que a apouca.
Rasuro letras, palavras, frases inteiras. Elefantes em lojas de cristal.
Rasgo regras e conceitos, frases feitas, que doutras tenho dó!
Risco sonhos coloridos e sonoras harmonias, palavras que sugerem especiarias.
Escrevo cautelosamente, miro e remiro, saboreio e cheiro cada palavra.
Reescrevo surpreso. Prazer continuado, que outra sinapse inquieta se avizinha.....

Luís Marrana, 52 anos, Vila Nova de Gaia
desafio nº 5, histórias recebidas, histórias em 77 palavras,

22 maio 2012

Os Reguilas metem mãos à obra no desafio nº5


Cá estão as histórias dos nossos Reguilas:


O meu dragão que tem quatro cabeças.

O João tem um brinquedo e adora brincar com ele.
Meu dragão, és tão lindo! Leva-me nas tuas belas asas.
Dragão, sonhava contigo todas as noites, nunca pensei que existisses.
Que magnífico! O teu fogo ardente aquece os sem abrigo.
Tem uma utilidade muito especial para as pessoas que precisam.
Quatro anos faz a nossa amizade parece uma grande eternidade.
Cabeças loucas, incríveis, magníficas, como as tuas não há. Certo?
Trabalho coletivo – 4º A – EB da Mata


O Joaquim e o Hugo trabalham juntos.

O José e a Andreia trabalham juntos e são amigos.
Joaquim é o chefe e o Hugo é o subchefe.
E ainda lá trabalha mais gente. Trabalha o Bruno Peixoto,
o Nuno Rodrigues, o Diogo Fernandes, a Elsa Prates, o  
Hugo Meireles e a Ana Isabel. São todos excelentes profissionais!
Trabalham todos os dias das nove horas às dezassete horas.
Juntos formam uma boa equipa de trabalho. São mesmo extraordinários.
Gabriel



        DEITAR CEDO E CEDO ERGUER DÁ SAÚDE.

DEITAR cedo e cedo erguer da saúde e faz crescer.
CEDO deves deitar-te, mas também deves levantar-te bem cedo. Ok?
E relativamente à alimentação deves comer: Vegetais e muita Fruta.
CEDO deves aprender que a fruta é dos melhores alimentos.
ERGUER a cabeça, seguir em frente, passear ao ar livre
a força que as pessoas precisam para sobreviver e
SAÚDE é o que nos mantém vivos, fortes e saudáveis.
Sofia Sousa
 


Eu tenho uma cadela castanha muito bonita.

Eu, no fim de semana, fui para casa da avó.
Tenho cinco cães, um deles é cego, outra está grávida.
Uma vez deu à luz nove cachorrinhos tão, tão bonitos.
Cadela marota, ela mete-se com todos, ela é mesmo maluquinha.
Castanha como a terra, bonita é ela, encanta muitas pessoas.
Muito bonitos também vão ser os cachorrinhos, como a mãe.
Bonita, é a manta que lhe deram no seu aniversário.
Beatriz Oliveira



Eu vou ao baile com os amigos.

Eu, na sexta-feira, fui a um baile de finalistas espetacular.
Vou brincar com os amigos, pensei eu, mas só encontrei,
ao fim de algum tempo, dois colegas, João e Flávio.
Baile fantástico! Nunca tinha visto nada assim. Todos bem vestidos.
Com fato e gravata, os rapazes e, as raparigas, com
os vestidos compridos, pareciam princesas de um conto de fadas.
Amigos! A minha irmã ganhou o prémio de: “Mais Artística”!
Diogo Anastácio


A Joana é uma menina muito brincalhona.

A Teresa estava muito alegre porque ia ver a mãe.
Joana era o nome da sua irmã que ia nascer.
É muito emocionante ter uma irmã em casa para brincar.
Uma seca deve ser aturar as suas choradeiras e rabugices.
Menina Teresa, hoje vai tomar conta da Joana. Só hoje.
Muito giro vai ser brincar com ela no meu quarto.
Brincalhona  como sou, de certeza que a Joana vai adorar .
 Beatriz Faria