30 junho 2012

as primeiras respostas ao desafio nº11

O Erro
- Que coincidência, Mónica, encontrar-te por aqui!
- Não é por acaso que nos estamos a cruzar, hoje.
- Não?!
- Tenho andado a seguir os teus passos, a observar-te, mas só hoje resolvi aparecer, para te ver, num frente a frente.
- Mas…Que motivo te levou a fazeres isto, se desapareceste, sem dizeres água vai, já lá vão quinze anos?
- Para te confessar, se isso te conforta, que foi o maior erro da minha vida…
Partiram, então, em direcções opostas.
Sónia Silvestre

Ele: A tua boca é um poema ardente.
Ela: E os nossos beijos falam de ilhas secretas, ocultas no oceano dos olhos.
Ele: Então vem comigo. Os meus dedos afagarão eternamente a erva dos teus cabelos.
Ela: Não posso. Na água que deles escorre acumulam-se as lágrimas amargas que nunca chorei.
Ele: Se assim é, partamos, embalados pelos odores da maresia.
Ela: Sim, partamos, que a alvorada já nos pesa nas pálpebras.
Partiram, então, em direcções opostas.
Carlos Alberto Silva, Leiria

desafio nº 11


O desafio de hoje será o seguinte:

A história terá de ser integralmente em diálogo – um diálogo entre duas personagens (as que cada um escolher) – excepto a última linha, que será do narrador.
Alguma condicionante?
Só uma J
Aquela última linha é:

Partiram, então, em direcções opostas.

Eu escrevi assim:
– E isso é para quê?
– Não adianta dizer-te, vais criticar, já sei como é.
– Não se te pode perguntar nada, irra!, embirras a torto e a direito.
– Ai é? Pois então fica sabendo que é para uma festa em honra do senhor Américo, faz amanhã 63 anos.
– Se fosse para mim, não fazias…
– Vês?, bem te disse que não valia a pena contar-te. Sai daqui, anda, que me estás a estorvar.
– Pronto!
Partiram, então, em direcções opostas.

Margarida Fonseca Santos, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 11 – diálogo com frase final imposta: Partiram então em direções opostas.

28 junho 2012

A nossa vez... num solstício!



Solstício de Inverno, em Junho.
Junho?!
Sim, Junho, no Peru.
Um Sol guardado longe das gentes, das terras, afastando-se em manhãs que correm para Norte. A tradição Inka manda que se repitam os necessários sacrifícios e oferendas. Deseja-se que o Sol regresse, acabando com essa ausência feita de águas geladas. E agradecem-se as colheitas do Verão anterior, esperando renová-las.
24 de Junho, dia em que o Peru deixa de o ser, para ser de novo dos Inkas.

Ilustração - Francisca Torres
(a ilustração precedeu o texto)

Mudança de ritmo

É verdade - com o verão a chegar, o ritmo dos desafios vai abrandar...
Como iremos fazer?
Simples - haverá sempre nos dias 10, 20 e 30 de cada mês (vamos ter de fazer batota em Fevereiro, claro!)

Dia 30, cá estará o próximo!!!

25 junho 2012

Mais desafios nº 10!


Não sei o que vai na cabeça do Francisco. Mas sei o que vai no seu olhar. De um azul cristalino e transparente, os seus olhos despejam o mar quando chora, espelham o sol quando ri, iluminam a noite quando pensa. Piscam de curiosidade, tremem enquanto busca o desconhecido, brilham quando encontra o saber. Mas são as mãos que tateiam e o guiam pelas páginas da vida. Observo-o! Sei o que não vai na cabeça do Francisco!
Ana Paula Oliveira

21 junho 2012

E já começaram a chegar!!!


Se é resmungona, não gritam com ela. Será que faz sentido? Muitas vezes a Marta se pergunta por que razão a família não lhe dirige a palavra quando ela teima que lhe comprem alguma coisa. Um chocolate, umas gomas ou mesmo uma saqueta dos seus cromos preferidos. Não acontece nada. Nem gritos nem presente. Quando por fim desiste vencida pelo cansaço e se põe amuada, disparam aos gritos. Percebeu que se não é resmungona, gritam com ela.
Maria Jorge



«Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar», diz a voz metafórica do povo. Mas a ganância do Luís leva o dito à letra, tentando capturar o máximo possível de aves, sobretudo aquelas cujo canto as torna preciosas.
O Francisco, rapazinho de sentimentos, é que não está pelos ajustes e sabota as armações do outro. A cada avezita que consegue livrar, diz:
Um, dois: mais vale a voar, pássaro, que na mão do passarinheiro.
Carlos Alberto Silva, Leiria



Sem querer não podes tudo!
Esse é um conselho de vida que hoje te dou...
Força, vontade, garra, dependem da vontade forte. Vai em frente!
Na vida não terás apenas molezas e facilidades, não.
Precisarás aprender a trilhar...
Pedras pelo chão hão de aparecer e delas, deves saber desviar...
Mas não precisas te afligir... A cada passo, a certeza do teu foco vai te acompanhar...
Segue caminho. Escolhe, mas nunca esqueces isso:
Podes tudo, não sem querer!
Chica, Brasil, publicado também no blogue



E chegou uma proposta livre de desafios, tal como as andorinhas...

Dentro do meu quinteiro (é uma espécie de pátio interior) vive um casal de andorinhas que se veste de preto e branco e desde muito cedo voa sem parar a construir o seu ninho.
Enquanto o constroem, "conversam" rodopiando todo o dia, em agitada comunicação de velocidade e som nas suas vestes impecáveis.
Ao fim do dia voam em volta da casa como se a vida fosse uma festa!
Quando nascerem as novas andorinhas, volto a escrever.
Maria Flor

desafio nº 10 - vamos a isto!


Quinta-feira, dia de desafio... Ora então...

A ideia é arranjar uma frase que, se trocarmos a ordem das palavras e alterarmos a pontuação, se transforme numa outra frase com um sentido diferente.
Um exemplo:
Não agi como os outros, falei!  -  Agi como os outros, não falei...

Obrigatório: Estas duas frases estarão no início e no fim do texto.
Neste caso seria:

Não agi como os outros, falei!  Disse tudo o que me vinha à cabeça, vociferei, deitei cá para fora tudo aquilo que me apetecia. Estraguei a aula? Claro…
Logo os colegas começaram a pôr-me de parte, chocados com a minha atitude. Nem sequer era verdade, aquilo que dizia. Teria o direito de ser bruto? Claro que não. Caí em mim. Afinal, o professor apenas queria que déssemos o nosso melhor. Percebi. Agi como os outros, não falei...

mesmo antes do novo desafio...


Sem R: (desafio nº9)
No Polo Sul, o gelo pede que andem quentinhos o que compulsa os seus habitantes a atividades de jogos. Antes dos alimentos, e enquanto os mais sonolentos se passeiam pelo espaço dos sonhos, os mais destemidos combinam competições despicadas. Um dia, foi a vez da foca e do pinguim. Ela pensava em nenhuma hipótese, mas quando o convencido do pinguim se alheou do jogo metendo-se no paleio com uma gaivota, esqueceu-se e deu o êxito à foca.
Maria Jorge

ainda o sete... (desafio nº7)
Sete. Perca sete quilos em sete dias. SALDANHA. A velocidade do metro arrastava as palavras até à entrada do túnel. Como poderia ser? Imaginei-me a perder um quilo em vinte e quatro horas. A que ritmo? Quarenta e um gramas por hora? Sete decigramas por minuto? Doze miligramas por segundo? CAMPO PEQUENO. Onde começaria o processo? Nas coxas ou nos abdominais? ENTRECAMPOS. O aveludado do chocolate e o aroma do rum. Pensando melhor… nunca gostei do número sete.
Filomena Ponte Silva

crise de letras! (desafio nº8)
André é o nome do dono do pensamento dela. A todos os momentos ela pensa nele. Cometer erros todos cometem, até mesmo ela. Com os erros apreende-se bastante. Em plena escola, em casa, em todo o local, ela mostra, não mente, ela a todo o tempo a ele se declara. Encanta-se com o doce contemplar do amado. Amam-se, esta na cara todos entendem. Ela só pretende tê-lo com ela para sempre. Ama-o realmente eternamente. Entenderá ele esse amor?
Adriana de Pinho Moreira 10ºC Escola Básica e Secundária de Fajões. 

18 junho 2012

mais correrias a letra coxinha...


Sem E:
Uma tartaruga mais um láparo com abanos agigantados combinaram uma corrida numa fria manhã outonal. Logo o láparo passou adiantado. Com minutos a sobrar... com a tartaruga já longínqua , surgiu ao láparo um sono inusitado. Como a confiança não o trairia, logo arranjou conforto no musgo fofo. Assim dormindo solto não viu a tartaruga passando calma rumo à sua vitória.
Quando acordou, já ultrapassado, não podia imaginar: por um sono traidor, foi a tartaruga a vitoriosa!!
Rosário Caeiro


Não foi por acaso, não! Ganhando a corrida ao galgo, a tartaruga ganhou a aposta.
Mas, do início, vamos a história contar.
Numa morna manhã, a tartaruga, vagarosa, divagava. Um galgo distâncias galgava. Irónico, zombou:
– Mandriona! Com tal ritmo, tanto vagar, quantas vitórias irás alcançar?!
– Vai bugiar. Vai uma aposta?
O galgo riu. Aprovou a proposta.
Confiado, à sombra dormiu, sonhou...
A tartaruga, ultrapassando-o, a fita ambicionada cortou.
Vitoriosa, muito orgulhosa, bradou:
– Fanfarrão! Tiras daqui a lição?
Ana Paula Oliveira

SEM U:
 
A osga saboreava o sol, sendo inadvertidamente interrompida pela vespa.

-Pára de me incomodar com essa ideia de corrida. Osga rasteja, não voa.
Após grande insistência e com o compromisso da vespa de voar baixinho, a osga aceita o desafio.
Rastejando, percorre metro a metro, sempre com a vespa a liderar o caminho, até o agradável odor do pólen a atrair irremediavelmente. Com a barriga agora cheia, volta à corrida, mas já a osga passara a meta.
Quita Miguel

17 junho 2012

desafios antigos, ideias bem giras!


Crise de letras? Para os Reguilas, não...

A Ana tem o cão do Pedro. O Pedro tem o trator do Manuel.
A Ema está em casa com o mano André. O André está com o rato Dedé e a Ema está a comer a sopa. O Manuel prepara-se para se deslocar ao aeroporto para se encontrar com o mano Sandro em Roma.
A Ema, o Pedro e a Ana são alemães, mas o Sandro não.
O Sandro é romeno. O Manel mora no Porto. 
Sim, são os Reguilas da Mata, 1º ciclo!!! 

Mas há mais!
De dia viam-se pouco.
Pensei que estavam escondidos,
Sem ninguém para brincar.
Andei á procura, para os ajudar,
Não os encontrei, desanimei até chorei
Ouvi um ruido, fui averiguar
Investigue, encontrei…
Eram só dois, estavam com medo,
Sorri, para os acalmar.
Correram para mim,
Perguntei-lhes o seu nome
Responderam-me a tremer
Brincamos, partilhamos experiências,
Contaram-me um segredo que não gostavam de lembrar: os seus pais abandonaram-nos.
Espero que nunca me aconteça o mesmo a mim,
Quem diria!

Ana Teixeira nº2 8ºA
      Escola Básica E Secundária De Fajões

15 junho 2012

desafio nº 8, textos muito bonitos


Eram momentos sonolentos, ela não se encontra em casa. Ele não a sente perto. O mar, o oceano e os pensamentos fazem-no passar pelo retorno do passado. Ele é poeta e o tempo é o escoamento do que ele sente. O som das ondas e o poder dela no namoro fazem-no lembrar da casa a esmorecer, do momento no corredor, da alma em ascensão. O corpo dela é o motor das estrelas. Ela é amor, ele cor.
Sofia Gomes, Nº12, 10ºC
Escola Básica e Secundária de Fajões


O carro parte célere e detém-se com as rodas a soar à entrada da casa cor-de-rosa.
-Mas onde está a Lola?
-Mantém a calma! – ordena Ester entrando para o ascensor.
Marta não responde. À porta de casa depara-se com penas pelo ar. Contempla os pássaros sem penas e as mãos de Lola plenas de penas amarelas, rosa e encarnadas. Então ela sopra e ao mesmo tempo esclarece de saco na mão:
-O calor ataca cá em casa.
Quita Miguel, 52 anos, Cascais


Muito correm estas personagens!!!


Sem R:
O gato e o esquilo

O gato, bonachão, desafiou o esquilo, todo esquisitão:
- Coitado, tão pequeno, não chega ao meu dedão! Estou a desafiá-lo: no embate eis-me campeão!
No dia datado, a chispada começou. Debochado, o gato mandou um beijinho ao esquilo, todo suado, quando chispou léguas adiante. 
Cansado e confiante, o gato deu-se uma soneca: "já estou bem adiante..." pensou!
O esquilo, continuamente constante, não desistiu e se adiantou. 
Viu a linha de chegada, e jubiloso, festejou!
E o gato...lastimou!
Bia Hain, Brasil



Sem R:
Um bicho lento,
de vetusta idade,
um bicho adiantado,
de patas tamanhas,
com vontade de conhecimento
em tempo e distância qual o mais veloz
iam caminhando com meta no encalço.
Mas logo o bicho adiantado se ensonou.
E confiante no avanço que levava
ao sol se deitou.
O bicho lento vinha longe.
Mas no engano do tempo que passava,
foi seguindo caminho.
E quando mal pensava
à meta chegava.
O bicho ensonado,
de confiança abalada,
ficou devastado!
Rosário Caeiro



Sem U:
[A corrida da lagarta e da formiga]

Está a lagarta sossegada a comer. Diz-lhe a formiga:
- És tão indolente. Aceitas correr a maratona contra mim?
A lagarta pensa:
- Esta é mesmo tonta, não conhece o segredo das lagartas.
Responde:
- Só se a corrida demorar sete dias e sete noites.
A formiga desata a correr.
A lagarta metamorfoseia-se. Ao sétimo dia, as asas estão prontas. Levanta voo, passa sobre a esfalfada formiga e corta a meta.
Despeitada, a formiga morre de apoplexia.

Carlos Alberto Silva, Leiria


Sem R:
Lebinha vivia se gabando, toda exibida!
Desafia cascuda à uma competição. Vence a mais ágil, diz.
Cascuda aceitou, enquanto a amiga contava já como ganha. Fox foi escolhida a juíza.
Saída dada.
Lebinha  sai muito adiante.
Cascuda lenta em seu passo.
Lebinha contando com o êxito deita e pega no sono.
Lebinha não viu que Cascuda  a passou. Após a soneca
continua a sua meta, com jeito de campeã.
Mas cascuda, passou a linha de chegada, venceu!
Chica, Brasil – também no blogue

14 junho 2012

E já começam a chegar...


Sem E:
Havia um bicharoco patudo.
Havia uma tartaruga tranquila.
O patudo não calava vitórias: sou o mais rápido da nossa mata, gritava!
A tartaruga, cansada disso, lançou a provocação: - Vai uma corrida?
O bicharoco patudo logo concordou!
À tardinha, os animais gritaram: - Partida!
O patudo ganhou distância mas a tartaruga ia na paz. Assim, quando dormia um sono profundo, não viu a tartaruga cortar a fita rubra ao som da risada dos outros animais da mata!
Manuela Ferrer


Sem U:
A lebre decidira desafiar o cágado para correrem até ao lago. Cheia de si, pensava ser o bicho mais veloz lá do sítio. Ganhar ao cágado (e respectivos familiares) estava mesmo no papo. Mas era dia de grande calor e mal começam a corrida já à lebre apetece dormir. Como achava certa a vitória e o sono reparador, fez-se rápida à soneca. E o cágado esforçado, andando descansado e sem ambicionar vitória, foi o primeiro a chegar.
Rosário Caeiro



Sem R:
O lince convida um dia a lesma:
– Vai uma competição?
– Vamos a isso – diz a lesma.
Logo no início, o lince ganha avanço. A lesma, coitada, vai andando, andando, ficando cada vez mais longe.
Eis que o lince pensa: “E se descansasse um pedacinho de tempo?”
Assim fez, não contando que o sono a apanhasse. Enquanto isso, na sua lentidão de lesma, lá seguia a amiga, já bastante exausta. E não é que a lesma ganhou mesmo?
Margarida Fonseca Santos 

desafio nº 9!!!

Nesta semana, vamos recontar... Fácil, não?
Então o que vos peço é o seguinte: conhecem a história da lebre e da tartaruga, recontada por La Fontaine?

Pois é essa mesmo que vamos usar.
O desafio é:

  • recontar em 77 palavras (óbvio...)
  • com uma letra a menos - podem escolher sem U (mais fácil) ou sem R (não tão fácil...) ou ainda sem E (nada fácil!!!)
Toca a experimentar!!!

(nota - todas as palavras terão de ser verdadeiras... as personagens terão, claro, de ser substituídas!)

13 junho 2012

S. Pedro do Sul, agora da professora Susana Palma


ORLANDO MOTA 
O Orlando Mota é moreno, alto e tem sete anos. O cão dele é o Resmo. O papá dele é o Carlos e a mamã é a Ana.
Eles estão a acampar e comem a comida enlatada. O Orlando adora. Estão a nadar no mar, mas param por ser tarde. São 18:00. Apesar de não poderem nadar, estão contentes.
Preparam-se para adormecer nos sacos-cama. Às sete, partem para casa.
Acampar é “cool”!... – pensou Orlando, já em casa.
Henrique Azevedo, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

NA ESCOLA 
Estar na escola do Leandro é encantador. Cantam e dançam pelo corredor. Não podem parar, é sempre a somar.
Como é tarde, têm de se preparar para, na sala, encantar. Mas antes de se prepararem, têm de almoçar para o corpo consertar.
Cada semana é passada com calma, mas não podem descansar, para nos testes não reprovar. No tempo de comer, Leandro é lento mas atento. Às três em ponto, tempo de não aprender nem ler nada…
Camila Alves, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

PEDRO E A MÃE 
Pedro e a mãe estão no metro. Ele tem, na mala de pano transparente, trapos, setas, potes e tampas. A mala é de seda amarela.
A mãe do Pedro transporta tomates, coentros, porco, salsa, sal e torresmos, no cesto cor-de-rosa.
Passam pela tasca do aeródromo do Porto para comer o prato da casa. Esse prato é preparado com ananás assado e pato do campo. Após comerem, descansam no carro preto e amarelo do tropa Tó de Tondela.
Nuno Dias, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

ARTISTAS (Desafio 8)
A Ema adora cantar com a Mara, a mana dela, no palco do salão da escola. Mas, ontem, elas cantaram no teatro para alemães e polacos.
Elas adoram recordar todos os espetáculos.
A Mara, para além de cantar, adora o mar e nadar nas ondas, mas a Ema detesta o mar; ela adora passear nos campos, tocar na terra e cantar com os pássaros.
A mãe delas é modelo em Londres. Apesar de não estar presente, adora-as!
Francisca Regueira, 6A, Agrupamento de Escola de S. Pedro do Sul, EB n.º 2, 11 anos, Prof. Susana Palma

Desafio nº 8 pelo 6ºE São Pedro do Sul, nº 2



O ANIVERSÁRIO 
São os anos da Lara. Todos estão contentes. Correm, cantam, saltam e dançam.
Sem sorte, a Lara adoece. A casa entra em descontentamento e todos estão desconsolados.
Então, a mãe pede ao Marco para socorrer a Lara. Ela é transportada ao colo para a sala, onde descansa e dorme. Ao acordar, sente-se mal e lamenta por estar doente.
A mãe consola-a e começa a tratá-la com enorme amor. Para a contentar, promete amá-la para sempre. Sempre mesmo!...
Ana Viveiros, 11 anos, 6E, Agrup de Escolas S. Pedro do Sul nº 2 – professor José Soares


CARLOTA SERENA 
A tarde está calorenta. Carlota, descansada, estende-se no enorme areão, ao pé do mar, e adormece calmamente com o som das ondas e o calor do sol.
Desperta com o sereno pôr-do-sol e, lentamente, senta-se no areal. Está toda contente por estar acordada e por poder alcançar totalmente o espaço estrelado.
O mar, embora negro, mostra restos do tempo passado. Estremece.
Carlota pede com o coração, à estrela cadente, toda a sorte e amor para a terra.
Joana Figueiredo, 11 anos, 6E, Agrup de Escolas S. Pedro do Sul nº 2 – professor José Soares

10 junho 2012

Que grande crise! Mais histórias...


A Ana e a Lena passam os dias a lerem contos de encantar! Sentam-se num tronco rodeado de rosas e dão asas ao pensamento.
Como não escondem o que lêem, passam os contos a peças e elas são o centro das atenções!
Aparecem outros actores cantantes: a rola Nonô, o pardal Dedé e o pato Patolas. Eles são o coro.  As plantas dançam na ponta dos pés. O teatro está pronto!
Todos se sentem bem e contentes!
Ana Santos

Tarde de Outono 
No canto da sala de estar, Marta e Dora lêem pacatamente. Está sol, nesta amena tarde de Outono, e, de repente, apetece à Dora saltar à corda (!?). Preparam-se (as cordas?) e lá estão elas aos saltos, no areal perto do mar... saltam, saltam... saltam... Saltam…
Ops!!! Têm de parar para descansar...
Retomam à sala, onde, na mesa de canto, as espera: pão, mel, compota de amêndoa e concentrado de maça.
Esta tarde está a ser... ALTAMENTE!
Carla Silva Cardoso


Retornam os pássaros aos ramos do plátano. Passos apressados ressoam nas pedras da calçada. O ladrar remoto dos cães ecoa por entre as casas. A oeste, o sol despede-se do mar.
Mas eles nem dão pelo passar do tempo. Soltaram as rédeas do coração e perderam-se no caos das emoções. Sentem apenas o tremor dos corpos, o alento do ar nos colos, a presença. Recordam a doce promessa da canção: sem rota nem mapa, o amor acontece.
Carlos Alberto Silva, Leiria


Laço esperto

Está o amor por perto, posso soprá-lo ao leo
permanecerá latente por dentro, do coração, sempre centro
no pensamento, coerente, na pele, sede ardente...

Posso tomá-lo nas mãos, e amar,
posso mandá-lo arredar,
posso soltá-lo no mar...

O amor me detém em colo certo
concede amparo em laço esperto...
De tão apto em me manter
não me solta, não me prende...
...me tem, para sempre
sem ter como deter.

Me tome, amor, me rapte...sem me reter.
Bia Hain, Brasil


08 junho 2012

De novo a escola de Fajões - lindo!!!


A Escola Básica e Secundária de Fajões voltou a trabalhar e muito!!!
Ora leiam…


Danço com as pontinhas dos dedos, acreditas?
Danço com as pontinhas dos meus dedos dos pés
Com paixão, fecho os meus olhos e imagino-me numa longa jornada de sons
Às vezes refugio-me em ti de
Pontinhas eu sigo o ritmo das batidas
Dos mais agudos aos mais graves acordes da música          
Dedos todos os dias, todas as noites ninguém nos pára, seremos sempre eu e tu.
Acreditas num amor diferente? Dança e sente a coreografia em ti!
Jéssica Resende, nº8, 10ºC


De dia viam-se muito pouco
na  cabeça deles existe amor,
ele fá-la sentir aquele calor que ela precisa.
Nessa noite, deseja que a aqueça.
O seu coração imagina que ele é um lutador,
vem para salvar a dor.
Os ouvidos dela ouvem a sua suave voz
os lábios dela querem sentir a sua felicidade
e  o corpo dela deseja sentir a  sua sensualidade
pela noite dentro. Precisa da poesia dele,
assim será o seu poeta.
Quem diria! 
 Diana Pinho nº7   10ºC   


De dia viam-se pouco, as nuvens no céu azul, quando o homem da lua se levantava.
 Esse astronauta foi numa missão extremamente importante, que era chegar a Plutão.
Quando partiu, o astronauta começou a procurar o planeta.
Passaram vários meses até o encontrarem.
Aterrou e sentiu-se feliz por conseguir a sua missão.
Ao regresso a casa, pelo caminho, perdeu um velho e grande mapa.
Ele ficou perdido, aflito e adormeceu.
Ao acordar viu-se em casa.
Quem diria!
Realizado por: Miguel Pinho, Bruno Oliveira-8ªA  

De dia viam-se muito pouco,
corajosos capazes de enfrentarem o mundo, os seus problemas. Eram rebaixados todos os dias, não tinham coragem suficiente para se defenderem. Estas pessoas eram vistas como coitadas, como miseráveis. Mas, certo dia, as pessoas com pouca coragem, levantaram a sua autoestima, e começaram a enfrentar os seus problemas. No dia a seguir, as mesmas eram chamadas de valentes, porque conseguiam enfrentar tudo e todos, foi giro. Finalmente elas ganharam coragem.
Quem diria!
Ana Cardoso, nº2, 10ºC


De dia viam-se muito pouco, era assim, eles estavam apaixonados, mas nunca juntos.
O amor deles, um pelo outro, era grande, mas não era o suficiente.
Existem coisas de que sentimos saudade, mas isso não quer dizer, que as queiramos de volta
Por muito amor que haja, a pessoas que não foram feitas para estar uma com a outra, talvez com eles acontecesse o mesmo. O amor supostamente devia trazer felicidade, a eles trouxe sofrimento.
Quem diria!

Joana Soares nº9 10ºc



De dia viam-se muito pouco
Alegres com vontade de viver,
Com vontade de seguir em frente no dia a dia e
De realizar sonhos.
Felizes são aqueles que lutam
Para conquistar os seus objetivos
Para ter um melhor futuro.
Damos graças à escola, para sermos o
Que somos e o que seremos no nosso futuro.
Um bom ambiente dentro e fora das salas de aula!
É bastante enriquecedor estudar e aprender cá.
Adoro esta escola,
Quem diria!
Diana Pinho 10ºC Nº6


De Dia Viam-se Muito Pouco,
Mas mesmo assim ele fez tudo por ela e ela rejeitou-o.
A vida é difícil, não é? NÃO, a vida é fácil, nós é que a tornamos difícil.
A vida tem altos e baixos, felicidades e tristezas, verdades e mentiras e doenças e curas.
Temos que aproveitar todos os dias como se fossem o último.
Na vida, tudo acontece por uma razão, não há nada a fazer para o evitar.
Quem Diria!
Carlos Oliveira 10ºC nº4


De dia viam-se muito pouco estrelas no céu, mas de noite milhares se viam. Em cada uma delas, as mais brilhantes, para mim, simbolizam as memórias passadas contigo e os sentimentos passados, e presentes até hoje.
Nos dias que olho para o céu, durante a noite, mesmo que não queira, penso em ti, porque não te consigo esquecer.
E mesmo assim, por muito que te queira dizer o que sinto falta-me as palavras e coragem.
Quem diria!
André Oliveira Nº3 10ºc

De dia viam-se muito pouco,
Os morcegos a voar.
O morcego a voar, perto das luzes lá anda,
Para se alimentar.
A gruta é a sua casa,
Fira e escura,
Vai ele dormir e descansar.
Durante o dia dorme,
Durante a noite come.
Mamífero ele é,
Com asas pra voar.
Preto e negro,
Este confunde-se na escuridão da noite.
Batendo ele as asas,
Dando guinchos a voar
Alegra ele a noite,
Assim a cantar,
Mas, Quem diria…!
Melanie Pinho 8ºC Nº15


De dia viam-se muito pouco,
Não era por não estarem perto.
Viam-se muito pouco, porque
Fechavam  os olhos ao amor, evitam olhar-se, pois recordações
Nasciam a todo o momento.
Pensavam, talvez, que se não se visem, se deixariam de amar
Ou que a saudade fizesse as malas
E fosse embora.
A verdade é que, quando menos ela o olhava, mais ela o via, mais o amava.
Durante a noite, era quando ela mais o via.
Quem diria!
Adriana de Pinho Moreira. 10ºC


De dia viam-se muito pouco, aqueles animais estranhos só de noite apareciam. Voavam por entre as aldeias, pousavam nas beiras das janelas e assustavam os já meios ensonados. De dia, dormiam nas cavernas mais escuras e húmidas. Dormiam de uma maneira diferente, de longas patas para o ar. Como decerto já repararam, pessoas não são com certeza. São mamíferos,cegos durante o dia! Não é difícil de adivinhar. Mamifero ou ave?                                                
 Logo, não deixa de ser morcego.
Quem diria!...
Ana Marques 8ºC nº4


De dias viam-se muito pouco…
Um casal assim, era raro.
Recheado de verdade e repleto de cumplicidade.
Uma vida de sonhos realizados, acontecimentos vivenciados e experiências misteriosamente empolgantes.
Tantos momentos, tantas chamadas, tantas palavras dispersas no centro do seu coração que ela quer compreender, inúmeras sensações reveladas pelo silêncio do seu profundo olhar, simplesmente ela ama sentir a essência da sua personalidade.
Uma vida aparentemente perfeita, esconde algo terrível.
Algo impossível que ninguém imagina, ninguém.
Quem diria!
Sofia Gomes Nº12, 10ºC



De dia viam-se pouco,
De noite mal se viam.
O Dia era colorido e alegre,
já a Noite era triste e solitária.
O Dia queria conhecer melhor a Noite,
mas a Noite não queria nem por nada.
O Dia insistia, insistia, mas a Noite não cedia.
O Dia disse à Noite que o que ele realmente queria
era ter alguém com quem brincar, falar, viajar…
A Noite finalmente cedeu
E o Dia ficou em harmonia…
Quem diria!
Rafael Pinho 8ºA


De dia viam-se muito pouco! Ele e ela eram os melhores amigos, por isso, encontravam -se à noite. Certo dia, foram passear pelo parque e ele declarou-se, contudo ela não ficou satisfeita com as palavras. Na noite seguinte, foi ao sítio do costume e, quando chegou, deu de caras ele e outra rapariga.  Nem queria acreditar no que estava a ver. Ficou tão desiludida, saiu de lá em prantos. Percebeu que ele lhe tinha mentido.
Quem diria!
Joana Rita nº 10  8ºA, e Tiago Teixeira nº 21  8ºA


De dia viam-se pouco, o João e a Maria faltavam muito à escola.
Vinham só ao final da tarde. Ninguém sabia por que razões faziam aquilo.
 Começou-se a desconfiar das atitudes que tinham.
Certo dia, no final das aulas, sugeriram juntarem-se e segui-los. Foram caminhando até que os viram entrar num cemitério. Pensaram que eles iriam visitar algum familiar. Entraram, de repente. Viram um clarão vermelho, estranharam e viram -nos a transformarem -se em vampiros.
Quem diria!
Diana Pereira 8ºA Nº8, e Joel Santos 8ºA Nº8


De dia viam-se muito pouco, mas de noite…
Saiam de casa, já com os pais a dormir, dois rapazes, irmãos e iam para casa de um primo que era mais velho, para se divertirem.
Quando saíam de casa do primo, iam para um enorme campo de futebol, bem iluminado por uns enormes holofotes, e ali ficavam a jogar durante umas longas e divertidíssimas horas.
Finalmente, iam para casa dormir.
Durante o dia pareciam uns santinhos,
Quem diria…
Tiago Martins 8º ano nº 22


De dia viam-se muito pouco, com o seu canto de encantar, só viam crianças correr e brincar, mas nada do que os seus olhos ansiavam ver, nem os seus ouvidos ouvir.
Deambularam, pelo parque, histéricos e cinzentos, desejando chegar a uma clareira muito bonita, com flores roxas, amarelas e brancas, onde ambos ouviram um único som, o único que desejavam ouvir, até que deram meia volta e viram um pássaro de corpo prateada a cantar. Quem diria…!
Rafaela Silva, 8ºC

De dia viam-se muito pouco, eram umas aves raríssimas, que viviam silenciosamente no seu habitat.
Era um desafio da escola, quem conseguisse tirar uma fotografia dessas aves, recebia um prémio.
Foram dias e dias de procura, dei tanto trabalho aos meus pais, fui a parques e a reservas naturais e nada.
Até que, um dia, cheguei a casa depois de uma manhã de trabalho, cheguei ao meu quarto e vi um ninho delas na janela. Quem diria...
Miguel Pina, 14 anos, Escola Básica e Secundária de Fajões, 8ºC

Um casal viva a trezentos quilómetros de distância, falavam sete dias por semana, a todas as horas do dia. No dia sete de Setembro, fez sete meses que se conheceram. Eles tornaram-se um casal de sonho, viajaram sete vezes em sete anos. Visitaram locais imagináveis, percorreram diversos lugares no silêncio da companhia um do outro. Conheceram sete pessoas, que se tornaram amigos especiais. Encontraram-se a sete quilómetros numa estação de autocarro. Criaram uma vida, simplesmente única, perfeita.
Sofia Gomes, Nº12, 10ºC


Era sexta-feira e o senhor Tomás já tinha caído sete vezes, tinha ido ao mercado no número sete da rua e tinha pedido sete pacotes de arroz.
Em sete minutos, estava em casa a preparar a sétima refeição do dia. Com sete gotas de azeite deu um delicioso cheiro ao arroz. Era a sétima vez que fazia aquele arroz, para sete pessoas. Sete horas depois, estava na cama a ler o terceiro volume da coleção do crepúsculo.
Marcelo Oliveira 7ªA Nº8
 
 
 
Foram mais de sete meses ao lado de uma pessoa,
Que me deu a maior felicidade.
Sete dias por semana, estava sempre comigo,
Era a minha vida e fazia-me sorrir mais vezes do que imaginava
Em menos de um minuto.
Aquela relação era mais importante do que eu. Sou louca.
Sete por cento de loucura a mistura, infinito de amor.
Agora estou perdida sem ti. Preciso de ti sete vezes sete, multiplicando sete vezes durante sete horas.
Adriana de Pinho Moreira. 10º C
  

Sete simples palavras, eu te disse, durante sete dias por semana.
Cada dia vejo sete fotos tuas, para não desanimar e continuar a viver.
Levanto-me sempre às sete horas para ver se tenho alguma mensagem tua, mas não adianta, porque passas horas e horas sem responder e, quando respondes, demoras mais de sete minutos a fazê-lo.
Com isto tudo, sete textos te dedico, para dizer que não te consigo esquecer, durante sete segundos, minutos, dias e meses.
André Oliveira, Nº: 3, Turma: 10º C
  

Quando era mais pequena e tinha sete anos, adorava brincar com as bonecas, agora já sou crescida gosto mais de estar com os meus amigos. Sete vezes me ri, sete vezes cantei, sete vezes adorei conhecer os meus colegas, com eles me fascinei. Sete vezes dancei para a lua e rodei. Num espaço fechado pelos lados, perdi a conta do sete. Quando olhei para o céu e vi as estrelas brilharem eu disse, mais Sete aí vêm.
Cláudia Garrido, nº4,7ºA