31 agosto 2013

Férias do emigrante

Passou-se Agosto. Emigrantes; regressaram a gosto, para rever os seus e os seus haveres.
Chegaram com as ideias nas romarias, festas e quilómetros de praia lusitanos.
A contragosto, encontraram as melgas do Algarve para lhes estragar o início das férias, mas mantiveram a alegria e a esperança no fim da praga.
Quando as férias iam de encontro ao sonhado, surgiu o inferno dos fogos, maioria de mão criminosa, e assistiram ao caos rondando impiedosamente suas casas, que desgosto!

Paulo César Nunes, 58 anos, Póvoa de Santa Iria


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Vida!

Sofreu um grande desgosto de amor. Foi o primeiro, por isso doeu tanto!
Só chorava, ia entrar em depressão, se não ajudassem...
Decidiram levá-la a passear, mesmo a contragosto.
Ficaram em hotéis junto a praias maravilhosas, visitaram museus,
feiras de artesanato...
Lentamente, foi reagindo, a gosto próprio, ao seu ritmo.
Um dia, ao acordar, sentiu que a nuvem negra tinha desaparecido
e havia novamente sol, a iluminar a sua vida.
Assim se passou o mês de Agosto!

Arminda Montez, 75 anos, Queluz


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Retrato

A gosto
sorriu,
a boca semiaberta,
uns dentes quase sedutores,
faiscantes.
O amor, para ela,
fora sempre um caminho recto,
tombado,
orlado de flores, comodidades…
alguma solidão, certamente,
mas nem um desgosto.
Não era bonita:
o sol de Agosto reflectia,
em jeito de troça,
um brilho incerto,
nos seus cabelos;
os olhos,
beges,
nada contrastavam
com a sua tez.
E o riso? Gargalhadas trémulas,
em jeito de guincho simiesco.
A contragosto visitava-a:
Era muito azarada ao póquer!

Jaime A., 49 anos, Lisboa
Publicado aqui: http://soprodivino.blogspot.pt/2013/09/retrato.html#links
Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Que transtorno!

Tanto pra fazer que tinha...
Deixou tudo para Agosto.
Mas tanta mágoa lhe vinha!
Tanta dureza continha
Que fazia a contragosto!

Não era caso pra tanto,
Pois assim se faz a vida!
Porquê todo aquele pranto
Que causava tanto espanto
A quem a via na lida?

– Ó vizinha, diga lá                                         
Como o transtorno se dá?

– Não faço nada a gosto,                             
Não tenho satisfação!
Tudo me cansa e aposto,
Outros sentem o desgosto
Que sinto em meu coração!

Fernanda Gomes, 45 anos, Lisboa


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

30 agosto 2013

Agosto, a contragosto, a gosto

Vai se embora o mês de agosto
E eu, meio a contragosto
Com as mãos pousadas no rosto
Respiro esse ar de desgosto
Na boca um amargo gosto
Que pela vida me foi imposto
Deixando-me meio indisposto
E um tanto quanto descomposto
Mas me encontro predisposto
Pra livrar desse encosto
Por isso peço um tira-gosto
Boto um sorriso no rosto
E vou viver a vida a gosto
Esperando que no próximo agosto
Me sinta bem mais disposto

Majoli Oliveira, 53 anos, Caçapava, São Paulo, Brasil


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO
(e neste caso sempre em rima!)

Labaredas

Mais um agosto em que as notícias de incêndios nos fazem arder de horror. Aqueles que ainda conseguem manter algum equilíbrio sentir-se-ão desgostosos com as imagens de labaredas que abrasam e destroem, a contragosto de todos: sobretudo dos bombeiros. Queria enaltecê-los. Sinto-me inapta: não há forma! Todas as palavras são insignificantes; nenhum comentário apaga o desgosto das perdas de vidas. Geração rasca? Não generalizem! Quando jovens dão a vida a defender, a gosto, um património de todos.

Maria José Castro, 53 anos, Azeitão


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

De motorizada parada...

– Espera, meu filho.
A contra gosto volto a sentar-me, a avó perdendo-se em fúteis conversas com as amigas de sempre, no café de sempre. Pensam que é fácil dissuadi-la de manter a rotina? Já experimentei tudo, até chantagem… da emocional, claro!
Logo Agosto, que para meu desgosto tem 31 dias, é o mês da avó ficar connosco.
A motorizada fica arrumada que é perigoso.
Bem, já só falta um dia para poder voltar a acelerar a gosto.

Quita Miguel, 53 anos, Cascais


Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

A vida é um sonho

Meu amigo, sei que tens momentos de desânimo, vives como se já estivesses morto, sem entusiasmo pela vida, e só pensas em doenças, não te deixes abater sai desse marasmo, vem olhar o céu, o mar, ouvir e ver o esvoaçar das gaivotas, admirar A natureza, contemplar o horizonte, e diz não à morte, é urgente um acordar, vá lá, sorri, dá uma gargalhada.
Vida é um sonho! Diz não à morte.
Urgente sim, é um acordar!

Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Desafio nº 42 – frase com 5A5E5O3I e 3U, que dá o mote

EXEMPLOS - desafio nº 50

Era final de Agosto quando veio a notícia do casamento da filha com Leonardo, seu então namorado.
Dona Lili a princípio até fizera com que parecesse a gosto dela tal fato.
Ajudou no que pode, planejou tudo junto.
Porém tudo que fazia era exatamente a contragosto do que os noivos queriam.
Implicavam com tudo, só pediam, nada faziam.
Assim, para ela, ao final, aquele casamento seria o próprio desgosto.
E pior de tudo: nem ocorreu!
Acabou antes!
Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Retrato
A gosto
sorriu,
a boca semiaberta,
uns dentes quase sedutores,
faiscantes.
O amor, para ela,
fora sempre um caminho recto,
tombado,
orlado de flores, comodidades…
alguma solidão, certamente,
mas nem um desgosto.
Não era bonita:
o sol de Agosto reflectia,
em jeito de troça,
um brilho incerto,
nos seus cabelos;
os olhos,
beges,
nada contrastavam
com a sua tez.
E o riso? Gargalhadas trémulas,
em jeito de guincho simiesco.
A contragosto visitava-a:
Era muito azarada ao póquer!
Jaime A., 49 anos, Lisboa

Agosto
Estava uma quente noite de Agosto e olhávamos a serra, abraçados. A contragosto tínhamos decidido sair por uns dias para tentar esquecer o desgosto que nos assombrava e que não permitia ainda que conseguíssemos falar. Estávamos escondidos de nós próprios e sem vontade de viver ou mesmo de avançar. Dizem que a esperança é a última a morrer. Esperamos que não morra e que um dia um dia o sol nasça e brilhe a gosto. O nosso.
Tiago Viana, 36 anos, Parede

– Espera, meu filho.
A contra gosto volto a sentar-me, a avó perdendo-se em fúteis conversas com as amigas de sempre, no café de sempre. Pensam que é fácil dissuadi-la de manter a rotina? Já experimentei tudo, até chantagem… da emocional, claro!
Logo Agosto, que para meu desgosto tem 31 dias, é o mês da avó ficar connosco.
A motorizada fica arrumada que é perigoso.
Bem, já só falta um dia para poder voltar a acelerar a gosto.
Quita Miguel, 53 anos, Cascais

Mais um agosto em que as notícias de incêndios nos fazem arder de horror. Aqueles que ainda conseguem manter algum equilíbrio sentir-se-ão desgostosos com as imagens de labaredas que abrasam e destroem, a contragosto de todos: sobretudo dos bombeiros. Queria enaltecê-los. Sinto-me inapta: não há forma! Todas as palavras são insignificantes; nenhum comentário apaga o desgosto das perdas de vidas. Geração rasca? Não generalizem! Quando jovens dão a vida a defender, a gosto, um património de todos.
Maria José Castro, 53 anos, Azeitão

Adeus mês de agosto
É com desgosto que constato que chegou ao fim o mês de agosto, mês de férias, de praia, de banhos de mar, e foi muito a gosto que me deliciei, com os banhos de mar, nadei, saltei as ondas que me vieram beijar A contragosto voltei para a lida de casa, que pasmaceira! Nunca está nada feito. Ah, mas eu não perco tempo, vou ler e escrever as 77 palavras de que gosto muito e me divertem.
Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Agosto, a contragosto, a gosto
Vai se embora o mês de agosto
E eu, meio a contragosto
Com as mãos pousadas no rosto
Respiro esse ar de desgosto
Na boca um amargo gosto
Que pela vida me foi imposto
Deixando-me meio indisposto
E um tanto quanto descomposto
Mas me encontro predisposto
Pra livrar desse encosto
Por isso peço um tira-gosto
Boto um sorriso no rosto
E vou viver a vida a gosto
Esperando que no próximo agosto
Me sinta bem mais disposto
Majoli Oliveira, 53 anos, Caçapava, São Paulo, Brasil

Tanto pra fazer que tinha...
Deixou tudo para Agosto.
Mas tanta mágoa lhe vinha!
Tanta dureza continha
Que fazia a contragosto!

Não era caso pra tanto,
Pois assim se faz a vida!
Porquê todo aquele pranto
Que causava tanto espanto
A quem a via na lida?

– Ó vizinha, diga lá                                         
Como o transtorno se dá?

– Não faço nada a gosto,                             
Não tenho satisfação!
Tudo me cansa e aposto,
Outros sentem o desgosto
Que sinto em meu coração!
Fernanda Gomes, 45 anos, Lisboa

Vida!
Sofreu um grande desgosto de amor. Foi o primeiro, por isso doeu tanto!
Só chorava, ia entrar em depressão, se não ajudassem...
Decidiram levá-la a passear, mesmo a contragosto.
Ficaram em hotéis junto a praias maravilhosas, visitaram museus,
feiras de artesanato...
Lentamente, foi reagindo, a gosto próprio, ao seu ritmo.
Um dia, ao acordar, sentiu que a nuvem negra tinha desaparecido
e havia novamente sol, a iluminar a sua vida.
Assim se passou o mês de Agosto!
Arminda Montez, 75 anos, Queluz

Passou-se Agosto. Emigrantes; regressaram a gosto, para rever os seus e os seus haveres.
Chegaram com as ideias nas romarias, festas e quilómetros de praia lusitanos.
A contragosto, encontraram as melgas do Algarve para lhes estragar o início das férias, mas mantiveram a alegria e a esperança no fim da praga.
Quando as férias iam de encontro ao sonhado, surgiu o inferno dos fogos, maioria de mão criminosa, e assistiram ao caos rondando impiedosamente suas casas, que desgosto!
Paulo César Nunes, 58 anos, Póvoa de Santa Iria

Amor de praia
Foi a contragosto que recebeu o conselho. Agosto despedira-se e, com ele, o namoro de um mês.
– Esquece-o! Amor de praia fica enterrado na areia e só dá desgosto!
Mas como esquecer?
Longos bagos de uva, trincados em simultâneo, uniram os lábios.
Longos passeios, salpicados a gosto com sol e sal, aqueceram os corpos.
Longas noites, de mãos dadas e olhos postos nas estrelas, traçaram desejos.
Longas conversas, de rostos colados, projetaram o futuro.
Sabia. Agosto voltaria.
Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira

A magia de Agosto
Sonhávamos com AGOSTO. As férias, as aventuras, as primeiras paixões e os primeiros DESGOSTOS de amor... E era  A  GOSTO que fazíamos os preparativos: as malas, a lista das compras e os imensos carregamentos que vinham da quinta. Até um presunto que era religiosamente guardado para essa época!
Mas só uma coisa era feita a CONTRAGOSTO: os trabalhos de casa que a Dona Albertina insistia em nos mandar... A pobre Senhora nunca vivera a magia de AGOSTO!
Isabel Lopo, Lisboa

Muito a contragosto, Manelzinho Ruço e a família desceram à cidade nesse intrépido mês de Agosto, explorando bravios campos, expiando as florescências espontâneas, perscrutando a melopeia sedutora dos pássaros livres, para se ataviarem de urgentes vitualhas. Regressar breve à felicidade era a gosto de todos. Mas o desgosto sobreveio sem aviso, aviltante.
Por sobre o monte, surreais volutas de negro fumo anunciavam o caos.
E os rostos, incrédulos, tomaram a cor das chamas, e de repente avermelharam.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 68 anos, Lisboa

Há muito tempo, nasceu a lenda do jovem dom Sebastião
Que num dia de agosto encontrou a morte sem perdão
Desde o deserto espalhou-se a gosto a notícia da ressurreição
Ai! Rei dormente, nos anos de desgosto daquele domínio alheio
O povo exclamou
Nem de dia nem de noite, o túmulo de mármore não era do
Sebastião
O jovem rei de Avis ficou a contragosto do estrangeiro Felipe
Nas horas mais sombrias a esperança do país
Theo De Bakkere, 60 anos, Antuérpia-Bélgica

Língua de sogra
O noivado acertado, lá foi o noivo ao jantar na casa da noiva.
Ainda nos aperitivos começou o questionário da sogra:
– Já marcaram a data?
– Será em agosto.
– Já tem o dia?
A gosto da noiva.
O sogro mantinha certo silêncio, o que era uma bênção!
Mesa posta, eis que é servida língua (de sogra).
A contragosto teve que engolir. Justo ele que odiava língua.
Pensou em quanto desgosto se atura por amor!
Anne Lieri, 53 anos, São Paulo, Brasil

Quando Agosto termina é um grande desgosto!
A saudade das férias é um gosto que se guarda o ano inteiro.
Não vale escapar das lembranças, nem a contragosto, pois o melhor é deixar o coração mergulhar com sabedoria e a gosto na melancolia outonal.
Recordar que Agosto vai voltar novamente, um pouco estranho talvez, desengonçado até, mas virá pleno de sol e de luz, vestido de outro ano, de sonhos ainda não sonhados e de novas emoções.
Alda, 46 anos, Porto

SOLDADOS DA PAZ
Agosto, o sol queima, o ar é espesso, negro… A neblina  avoluma-se, chamas atravessam margens engolindo vorazes tudo em seu caminho. Equipas de resgate utilizam a gosto seu lema:
“… ainda que a guerra pareça perdida, soldados da paz não podem ser derrotados…”
Avançam, combatendo chamas, salvando vidas… porém, a contragosto de tudo e todos, o acidente aconteceu…
Verão de luto, desgosto, perda… lema adverso… 3 Bombeiros sucumbiram, derrotados, pelas chamas que alguém ateou…
Prestemos-lhes homenagem!...
Graça Pinto, 55 anos, Almada

Fui buscar a gosto o meu amigo à estação. Deparei com uma tristeza imensa em vez da sua alegria contagiante. “Que tens?”, perguntei-lhe. Francisco responde com voz de menino: “Foi com desgosto que neste mês de Agosto vi a alma dos meus pais a arder e foi a contragosto que os deixei no rescaldo do Inferno… Ardeu tudo, o seu cultivo de uma vida, os seus animais, as suas vidas! Volto como voluntário, sou agora Bombeiro!
Maria dos Santos Alves, 36 anos, Lisboa

Abraço de Agosto
Choraste lágrimas de saudade no final de Agosto. Partiste a contragosto, mas deixaste-me a gosto beijos que ainda sinto e saboreio. Não leves desgosto no teu peito. O nosso amor sobrevirá à tempestade do Inverno, florescerá na Primavera e viverá novamente num outro Verão. Leva-me no peito, planta-me num vaso no beiral da janela do teu quarto e rega-me com gosto em todos os teus luares. Viverás… eu viverei… no sonho o nosso eterno abraço de Agosto.
Maria dos Santos Alves, 36 anos, Lisboa

Foi com desgosto que recebeu uma má noticia na sua vida.
Com contragosto a notícia era que morreu o seu melhor amigo.
Era um animal que tinha muita magia dentro de si.
Mas regressavam a gosto as lembranças daquele amigo que estava sempre ao seu lado.
Foi uma menina que sofreu por ter perdido o seu amigo, mas com o encanto do mês de Agosto lá encontrou o seu amor, de tanto sentimento que tinha no coração.
Diana Pinho, Cesar, 18 anos

Metamorfoses de agosto
Tão triste e infeliz para mim era aquele agosto que foi a contragosto que sai da minha residência. Eu não queria, admito, mas era necessário que tal acontecesse, pois teria de receber um amigo meu, acabado de chegar à minha cidade. Porém, ao assistir ao maravilhoso espetáculo de cores e de felicidade refletidas na rua, deu-se uma metamorfose em mim: julguei ir buscá-lo com desgosto mas, na verdade, foi a gosto que o recebi naquele remoto aeroporto.
Fernando Martinho Machado, 16 anos, Viseu

Naquela manhã de Agosto, o Luís passou pela casa da Luísa para irem aproveitar um dia de praia. Ela exigira. Ele ia a contragosto. Sol, calor, areia… Valia pelas meninas modelos que via passar…
À hora de almoço, pediram um prato de caracóis a gosto, uma bifana para cada um, a acompanhar uma cerveja. Ali permaneceram. A meio da tarde, para desgosto da Luísa, o Luís não aguentava mais e foi embora. A relação terminou nessa tarde.
Orlando Nascimento, 36 anos, Lisboa

Desgostos superados
Tanto desgosto vivido: o Alzheimer da mãe, a morte do pai, o aparecimento do cancro da mama e o adiamento da adopção. A gosto, vivia sozinha, era independente. Na casa dos quarenta, com consecutivos romances falhados, surgiu o desejo de adoptar. Queria ser mãe. Em Agosto, tinha vencido o cancro, feito a reconstrução mamária e só lhe faltava a tatuagem. A contragosto, deitou-se. Apetecia-lhe continuar a olhar para aquele corpinho franzino, que dormia tranquilamente: a sua filha!
Margarida Leite, 44 anos, Cucujães

Desgosto
Será Agosto?! Outrora era mês de férias e alegria. Hoje, deixa-o passar por ela. Nada faz, nada sente – apenas o desgosto de toda a desilusão e sofrimento que faz passar quem a ama. A única coisa boa: ver quem ama prosseguir a gosto os seus objectivos. Horrível, a contragosto não os acompanhar sempre. Dores intensas impedem, por vezes, "estar" com eles. É o seu maior desgosto. Não compreendem a doença. Pensam ser uma qualquer não vontade. Afastaram-se.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Afastamento
Abandonaram-na. Esqueceram-se de tudo o que fizera e deixara projectos por eles A contragosto, silenciou-se. Não sabe que fazer, apenas sente o desgosto e que necessita dos seus afectos. E cada dia que passa os sente afastar mais. Quase nada sabe das suas vidas. É Agosto e não apareceram, pele primeira vez. Não os compreende ou não a compreendem. Está confusa, mas não conseguem comunicar. A gosto, olha as fotografias de anos e nelas reencontra algum conforto.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Namoro
Recordas-te do nosso primeiro Agosto? Namorávamos há pouco; tudo era maravilhoso. Fascinante. Apaixonados, só nos víamos um ao outro. Só existíamos um para o outro. Mas não nos conhecíamos ainda  
A contragosto, meus pais deixaram-me ir de férias. A dois, tudo foi lindo: os nossos corpos e almas a descobrirem-se. A gosto, não nos afastámos um minuto. Tempo inesquecível: seres que se procuram na vida; nela se amam. Desgosto foi o fim destes dias de felicidade. Inexprimível. 
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Esquecer
Ainda não estava refeita do desgosto quando chegou Agosto e os pais a levaram de viagem.
Fez a mala a contragosto, levando mais livros que camisolas, de que, por experiência própria, sabia que precisaria.
Lançou um último olhar à fotografia, enquadrada a gosto numa tarde feliz, sem saber se deveria encaixá-la entre as cuecas.
Decidiu que não: o que queria era esquecer aquele rosto, certo?
Meteu-se na autocaravana e fechou os olhos. Raios! Afinal, levava-o na memória...!
Rita Bertrand, 41 anos, Lisboa

Luar de Agosto
Que AGOSTO este, com tanto DESGOSTO.
Fogos  calcinam vidas.
Mares e  rios engolem vidas.
Estradas ceifam vidas.
Contou-me a Mariana que, quando lhe parecia que  tudo corria A GOSTO, sumiu-se a sua gatinha. Também a Catarina encontrou  a  "Pitucha", com uma patinha partida. 
Há dias jantei com umas amigas, todas se lamentavam. Umas tinham que regressar ao escritório, outras à escola e tudo A CONTRAGOSTO.
Mas estas lamentações, que sorte, ressumem-se apenas  a um  período de readaptação.
Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo.

Os geógrafos tinham previsto temperaturas, em Agosto, das mais baixas da última década.
No seu microcosmos, o desgosto de ver perder as faculdades de quem ama. Necessária uma mudança de planos, a contragosto dos mais novos, o tempo estival encurtou. 
Não obstante, as ondas pequenas na praia continuaram a ser zarpadas por peixes, sob olhar surpreso dos banhistas, partilhando a água fresca do mar. E uma estrela cadente riscou o céu; a gosto, o seu encontro amoroso.
João Xavier, 53 anos, Carnaxide, Oeiras

Um desafio para escrever
Quatro palavras têm de ser:
Desgosto”, “a gosto”, 
A contragosto” e ainda “agosto”...
Mas quanto às outras, posso escolher.

Ora aqui vai:
Adoro agosto,
O mês de férias,
Areia, mar,
Papo pró ar
É tudo a gosto.
Chega setembro,
A contragosto,
Regresso às aulas,
Grande desgosto!
Mas não podemos desanimar
Pois em dezembro, voltam as férias,
A boa vida, papo pró ar.

Que é que posso ainda dizer?
Não digo nada… deixo-vos ler.
Rita Vilela, 48 anos, Paço d’Arcos

Roda-viva
Parece mentira, o mês de Agosto já vai de volta! Como o tempo voa. Acabaram as férias e, a contragosto, começou a escola. Não tarda é natal. Época que aprecio, a gosto. Mas se nos descuidamos, num piscar de olhos está aí o ano novo e a correria do dia-a-dia: trabalho, reis, trabalho, carnaval, trabalho, páscoa, trabalho, férias, trabalho, escola, trabalho, São Martinho, trabalho, natal. UFA! Uma roda-viva. Tudo isto num ápice, visto assim até dá desgosto.
Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

A má receita
Num belo dia de Agosto, eu tinha feito um bolo. Custou-me bem, pô-lo a gosto de toda a gente. Uns porque não gostam de laranja, outros de chocolate… ora não se pode agradar a todos. Lá pus o bolo na mesa e chamei os garotos. A minha filha, muito a contragosto, provou o bolo e, sem papas na língua, disse que sabia a remédio… apanhei cá um desgosto… nem sempre se consegue acertar na receita, não sabem?
Sissi, 39 anos, Vila Real

Ainda bem...
Ainda bem, chegara a tão ansiada primavera. Suspirou aliviada, mais um agosto se fora, desta feita com ele levaria lembranças de tempos frios, de tanta saudade, de enorme desgosto.
Amar jamais deveria ter fim. Esse pensamento sempre voltava. Amar deveria ser mais forte que toda rotina, suplantar agruras cotidianas. Amor não deveria se tornar desamor, se foi assim, ocorreu a contragosto. Que venham sempre novos setembros, com gosto de doce de flor, a gosto. Do melhor gosto...  
Roseane Ferreira, Macapá, Estado de Amapá, Brasil

A Marília adorava poder tirar férias em agosto. Mas não sente esse gosto! A contragosto vai trabalhar e regressa sempre com um desgosto, pois é invadida por uma inveja silenciosa e invisível quando corre para o metro e vê os veraneantes numa calma ociosidade, sentados na esplanada com uma bica e um pastel de Belém em cima da mesa que temperam a gosto com açúcar e canela. Todos em grande cavaqueira, bebericam e mastigam a seu bel-prazer.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Agosto!...
Haverá mês mais gostoso,
Mais amoroso que Agosto?
Minha mãe a contragosto
Teve as dores da maternidade,
Desgosto por não ter um rapaz,
Mas sempre Felicidade!
É o mês em que a gosto
Todos procuram a praia,
Até se encurta a saia…
Temos turistas a visitar o país,
Agradáveis, de ar feliz!
Há festas e romarias,
Emigrantes e folias
À noite o passeio na frescura,
A diversão na calma ou loucura,
Meu agosto de Amor e Ternura!
Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

Muy a gusto se encontraba entre los aromas y colores de aquel mayo, cuando llegó ella a interrumpir el curso del paraíso con el tormento de sus anhelos. A regañadientes la admitió en su primavera como parte de un catálogo de flores raras, y al languidecer los días iba creciendo su temor. Ya en la medianía de agosto hubo que despedirla sin sospechas, consecuencia de la estación y el disgusto ante todo aquello que nunca pudo poseer.
Débora Ochoa Pastrán, 28 anos, Caracas, Venezuela

Sofía sabía que le quedaba poco tiempo. Quedó todo preparado. Reloj activado y sus sentimientos bajo llave para que no se los quitara nadie. Lo bueno de todo esto es que olvidaría lo que le hizo sufrir. A regañadientes, aceptó que no sólo se iría lo malo, sino también lo bueno.
¿Activamos ya tu pérdida de memoria?
Sería de forma progresiva, sin sobresaltos.
Sofía, la gran Sofía, se enfrentaba al Alzheimer… Nadie está a salvo de él.
Lexuri Márquez, 21 años, Badajoz, prof Paula Pessanha Isidoro

En agosto tuvimos otro disgusto. El niño nos dijo que nos había salido gay. A duras penas conseguimos estar a gusto con su decisión del año pasado de estudiar Bellas Artes. “¿Qué les diremos a los vecinos?”, le pregunté preocupada a mi marido. “No lo sé”, respondió él. “Tendremos que aceptarlo tal y como es, aunque sea a disgusto”, le dije. No sé cómo ha podido pasar. Siempre le compraba los Action Man. Igual le gustaban demasiado...
Lara Cantos Modesto, 21 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Si hay algo en este mundo que no me da disgusto, es el mes de agosto. ¿Os habéis fijado? Sin duda es el mejor mes del año. Para dejarlo claro, es el mes de mi cumpleaños, no soy muy objetivo. Pero pensadlo por un rato, ¿ya os ha tocado hacer algo a regañadientes durante el octavo mes? A lo mejor sí pero a mí nunca. Agosto significa vacaciones y vacaciones significa a gusto, procrastinar sin siquiera pensarlo.
Lucas Krywicki, 20 años, Liège, Bélgica, prof Paula Pessanha Isidoro

"Este fin de semana disfrutaremos de un cielo soleado y unas temperaturas agradables en toda la Península… -mi prima y yo nos miramos sonrientes ¡Por fin podríamos ir a la playa! Excepto en la zona norte, donde se prevén lluvias débiles". Otra vez igual, primero alegría y luego disgusto. Parece que aquí da igual que sea agosto.  A regañadientes guardamos nuestras cosas de playa. “Ya está” – pensé -  “definitivamente aquí no se puede disfrutar a gusto del verano”.
Lucía Ruiz, 18 años, Torrelavega, prof Paula Pessanha Isidoro

Llegamos al pie del Monte Fuji sobre las doce de la mañana, riéndonos de los turistas miedosos que vinieron con guía y veinte kilos de equipamiento. Los ochocientos primeros metros pasaron rapidísimo. Luego se puso a llover y dejamos de reírnos. Después de subir doscientos metros en la oscuridad bajo las peores condiciones del mundo, aceptamos la victoria del Monte. ¡Que felicidad volver a la civilización después de horas bajando! Que felicidad esperar el taxi cinco horas!
Lucas Krywicki, 20 años, Liège, Bélgica, prof Paula Pessanha Isidoro

El verano es mi estación del año preferida, y mi mes favorito es, sin duda alguna, agosto. Me encanta el mar, las olas, la playa, el viento… Para mí eso es el paraíso, es mi elemento, sólo en la playa o encima de una tabla estoy realmente a gusto. Hay gente que va a la playa a regañadientes. No les gusta, vienen porque es “lo que todo el mundo hace en verano” y luego están a disgusto.
Lara Lagoa, 21 años, Vigo, prof Paula Pessanha Isidoro

Era agosto y estábamos bañándonos en la piscina natural de la sierra. Incluso Marcela, que había ido a regañadientes, porque prefería la playa, se encontraba muy a gusto. Pero de repente vimos acercarse unos barcos de juguete y, al momento, alguien nos pidió que saliéramos del agua, explicándonos que ese fin de semana se celebraba la tradicional carrera de barcos por radiocontrol del pueblo. Justo el fin de semana que habíamos elegido para nuestras vacaciones. ¡Qué disgusto!
Laura Herrero Román, 28 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

El último rayo de luz del mes de Agosto se esfumaba entre sus dedos al mismo ritmo, vertiginoso y febril, de aquel cigarrillo posado en sus labios. Aquellos en los que tan a gusto había estado posada yo. El otoño, siempre triste, llegaba a regañadientes sabiendo que no era deseado. “Haremos el verano algo más largo” me susurró mientras el disgusto al despedirnos quebraba sus ojos. Sonrió levemente y huyó con el humo de la última calada.
Noemí Alonso Hidalgo, 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Se estaba acercando el final de agosto, lo que significaba que el verano terminaba. Tenía la maleta hecha y estaba reflexionando sobre lo que eso significaba. Había estado muy a gusto los dos últimos meses pero era hora de la despedida, todos los recuerdos y momentos. Sabía que iba a despertar pronto y en cierta manera no quería. Durante el tiempo que estuvo así nunca estuvo a disgusto, aceptaba a regañadientes el despertar. Entonces llegó el momento.
Marino Román, 20 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Que disgusto, acabo agosto! Con lo a gusto que estaba en verano... Ahora vuelta a la rutina, vuelta al trabajo, otro año más...  Pero ahí vienen nuevas vacaciones, la navidad...  Las ventajas de volver, en las que debemos pensar para que el retorno no sea  traumático, volver a casa, a ver a la gente, y Salamanca no esta tan mal... En el fondo puede que no echase tanto de menos esto, adiós verano! No es a disgusto!
Jesús Rey Aneiros, 21 años, Ferrol, España, prof Paula Pessanha Isidoro

Se fue en agosto para no volver. No tomó en serio sus últimas palabras pronunciadas, las rimas pueriles eran para aquellos que salen de una habitación con la promesa de retornar.  “Vou embora. Não aguento mais esse desgosto. Fica aqui, a gosto ou a contragosto, sem mim.  Não esperes por mim”. Recordó que las portuguesas solían partir con melancolía, no rabia. Pero la sentencia del “no me esperes” era el ineludible fin de todos sus meses juntos.
Andrea Crespo Madrid, 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Se acababa Agosto, se acababa el verano.
Debíamos dejar atrás la libertad, el sabor a playa, el olor a mar, la buena compañía y los amores pasajeros… desgosto.
A gosto, recordaríamos siempre los buenos momentos que habíamos vivido, las cervezas y las conversaciones interminables de las que tanto habíamos aprendido.
A contragosto, empezaríamos de cero, comenzaríamos de nuevo la rutina. Un largo otoño e invierno esperaba, y en menos de 365 días volveríamos a meses de calor.
Alba Mª del Brío Nieto, 19 anos,  Salamanca , prof Paula Pessanha Isidoro

Día de agosto, sol, piscina y tú a mi lado.  Te pido que me pongas crema y tú a regañadientes aceptas pero pidiendo antes que después te llevara a cenar fuera de casa a lo que accedo rápido porque me apetecía también.  Ya por la noche viendo que tardabas muchísimo, fui a meterte prisa y como no, te enfadaste. En el restaurante pedimos y como no, a disgusto con la comida, que no estaba a tu gusto.
Ivan Grande Thompson, 24 años, Madrid, prof Paula Pessanha Isidoro

Aquel agosto trascurrió más rápido que ningún otro. Para disgusto tuyo, muy pronto volvería a irme de la isla. Cuando me suplicaste vernos una vez más accedí a regañadientes. Supongo que tú no esperabas que nos sintiéramos tan poco a gusto la una con la otra. Me preguntaste, como ya se estaba haciendo costumbre, si te había perdonado ya por aquel asunto. Sí, claro que lo hice. Sencillamente… Estaba harta de tener que perdonarte cada cierto tiempo.
Carolina Cárcel Pedrera, 22 años, Palma de Mallorca, prof Paula Pessanha Isidoro

Soñábamos con ir a la playa en ese mes tan calurosos de Agosto. Después de mucho insistir, nuestros padres aceptaron a regañadientes. Cuando llegamos estábamos muy ilusionadas pensando en todas las cosas que podíamos hacer: castillos de arena, enterrarnos, bañarnos…  Íbamos a la playa con gusto, llenas de alegría por poder hacer todo lo pensado. Mientras hacíamos castillos en la arena a mi hermana la pico una medusa ¡Que disgusto nos llevamos! Ahora tenemos una buena anécdota.
Marta Deza, 19 anos, Zamora, prof Paula Pessanha Isidoro

Este año en el mes de agosto me tuve que ir con mis padres de vacaciones a regañadientes, ya que la semana en la que nos íbamos eran las fiestas de mi pueblo. El día que me lo dijeron me dieron un disgusto pero cuando llegue allí estaba tan a gusto en la playa que me olvide totalmente de las fiestas de mi pueblo y no me arrepentí en ningún momento de haber hecho ese viaje perfecto.
Julia Crisolino Iglesias, 20 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Estábamos a finales del mes de agosto y disfrutábamos de una noche estrellada en el patio de mi casa. Todos estábamos a gusto cuando de repente sonó algo en la oscuridad, el miedo entró en escena, y en ese momento todos estábamos a disgusto. Teníamos que decidir quién sería el que tenía que echar un vistazo y al cabo de un rato fui yo mismo el que a regañadientes me asome y vi un pequeño gatito acurrucado.
Alejandro Gonzalez Caro, 23 anõs, Badajoz, prof Paula Pessanha Isidoro

Llega agosto y con él las preciadas vacaciones que se cogen con un gusto que no se puede explicar. Estudiar y trabajar al mismo tiempo te deja poco rato libre, por eso cuando tienes, por fin, quince días enteros para disfrutar, los aprovechas al máximo. Pero pasan muy rápidos y la vuelta a la rutina la coges con mucha desgana. Vuelves con el disgusto de pensar que agosto solo hay uno y aún te quedan once meses.
María del Pilar Almeida, 26 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

En el veraniego mes de agosto, todos viven a gusto, ya que el mundo (en España) está de vacaciones. El Sol aprieta fuerte, por lo que las playas y piscinas se llenan, y la venta de helados se dispara; los niños juegan, los padres descansan…. Pero, una vez entrado septiembre, la gente se incorpora a regañadientes al trabajo, con el consiguiente disgusto. Pero todo es cuestión de tomarse las cosas con calma, buen ánimo y buen hacer.
Marcos Pascua Flores, 20 años, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro

Agosto foi mês escolhido por Ismael. De início franziu o nariz, não era a gosto que o casamento se fizesse naquele mês. Para Clara os meses de primavera eram os seus preferidos mas, ainda que um pouco a contragosto, resolveu aceitar a decisão de Ismael. Impôs uma condição: não seria dia dez pois era o dia de aniversário da futura sogra. O dia de casamento seria apenas e só deles. Para seu desgosto, Ismael escolheu essa data…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Já fiz de tudo para te roubar um sorriso. Em vão. O Agosto está passado e sinto um enorme desgosto quando percebo que nada consegui.
Até aprendi a tocar guitarra por sabê-la do teu gosto, mas tu nem quiseste saber.
Trouxe-te os livros de que me falavas mas só a contragosto trocaste comigo umas palavras sobre enredos e autores. 
E era tão a gosto que tudo isto eu te fazia.
Chega! Não gosto de ser tratada assim! 
Paula Coelho Pais, Lisboa, 54 anos

Estava quente, aquele mês de agosto.
É o começo das férias, mas também das discussões.
Porque nunca chegamos a um acordo?
A culpa é tua, só queres praia, tu sabes bem 
que não gosto de praia. Prefiro campo.
Então resolvemos as coisas de maneira que seja
a gosto para os dois.
Está bem, desde que não me dês desgostos.
Vamos metade para praia, metade para campo.
A contragosto, aceitei, pedindo a Deus que chova,
na metade dele.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Era Agosto. Encontrei-o numa livraria.
– Viva! Há quanto tempo!
– É verdade!
– Tomamos qualquer coisa?
A contragosto, aceitei. Estava no meio dos livros, não me apetecia sair. Mas recusar seria um desgosto.
Na esplanada, pedi uma limonada com gengibre.
Estudáramos juntos até ao décimo segundo.
Divertido, relembrou quando o professor de Latim se zangou. Ninguém fizera o trabalho de casa. Tirou o relógio do pulso… e espezinhou-o fortemente. Ficámos em pânico!
Acabei por rir a gosto!
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

Agosto. Não me esquecerei.
Entendi o teu semblante. Senti a tua dor, o teu desgosto.
Foi-se a tua mãe querida desta vida.
Estive sempre lá, nunca a contragosto. Sabes quanto te gosto.
A tua sincera amizade, qual saco de mantimentos, qual mina de ouro!
Daí em diante, crescemos separadas. O tempo desgastou-nos. Mas nem por isso esvaziámos o saco ou a mina.
Valeu a pena, foi a gosto.
Agora sozinha… tenho terna, gostosa e saudosa lembrança desse Agosto…
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

Luar de Agosto
Sedento, lambeu do asfalto escuro o luminoso luar, que a lua de Agosto derramou. Como um gato vadio, devorou, a gosto, e soube-lhe bem. A contragosto, verteu o restante luar num velho caco que ali encontrou. Não o queria desperdiçar. No dia seguinte, para seu desgosto, o luar coalhou. Mal anoiteceu, surpreendentemente, uma meia-lua brilhante desprendeu-se, lentamente, do caco e subiu iluminando, de novo, a terra. Lembrava um brilhante barco dourado, navegando sobre ondas brancas de nuvens.
Isabel Sousa, 64 anos, Lisboa

Mas que grande desgosto! Agosto tinha chegado e partido e nada mudara. Ele continuava a levar tudo a contragosto, nem a praia a que ela o levara a gosto o animara! Queixava-se de estar indisposto, da mata cheia de fogo posto, do calor infernal que não passava. Mas, acima de tudo, queixava-se. Não havia Agosto capaz de o animar, nem entrecosto com bom gosto suficiente para o incentivar. Todo ele foi desgosto, naquele infernal mês de Agosto.
Anabela Risso, 24 anos, Évora

O amor raiou quando o Verão despontou. Depois, a contragosto, o mês de Agosto atingiu o calendário. Ironicamente, a vida ficou nebulosa no mês mais soalheiro.
O areal da praia era tão extenso como as saudades que eu tinha de ti; o perfume salgado da maresia confundia-se com o sabor das minhas lágrimas... as férias eram sinónimo de desgosto.
Mas, a gosto, Setembro voltou a trazer-te para mim, bem como a felicidade que representas na minha vida.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

No passado mês de Agosto, estive de férias e fui à praia muitas vezes.
Esperando que estivesse calor e sol, foi com desgosto que verifiquei alguns dias a amanhecer com nevoeiro e vento. Com dias menos agradáveis, a família teve de eleger outras opções para a diversão. Assim teve de se optar por outras soluções ― a gosto de todos, foi o cinema.
Houve dias de chuvisco que a contragosto de todos nos obrigou a ficar em casa.

Daniela Filipa Silva Martins, 11 anos, Torres Vedras