31 julho 2013

Obviamente é óbvio

– Vais à praia?
– Óbvio que sim! Já viste este sol?!
– Com quem?
– Com a maralha é óbvio! Queres vir?
– Não posso, trabalho...
– Óbvio! Tás sempre a trabalhar.
– A vida é assim, temos que ser coerentes e responsáveis.
– É óbvio, para ti trabalho é primordial. Curte a vida, pá!
– Também sei divertir-me! E depois ides ao fuselhas?
– Obviamente! A vida é breve, temos que a saborear enquanto jovens!
– Como um tique, é óbvio que um dia te passará…


Alda Gonçalves, 46 anos, Porto

 Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Uma palavra amiga

Ouvi dizer que estás a passar por sítios mal frequentados, sem querer atrapalhar, nem ralhar, procurei.
Sempre nunca esquecer, que somos amigas, e connosco tudo se torna simples. Encontramo-nos à esquina, para te contar e pedir-te: Sê paciente, não dês ouvidos às más línguas, tu sabes que há pessoas que gostam de dizer mal de tudo e dizem frases que magoam, acontece e para te consolar tens sempre o meu ombro amigo, para te apoiar e aconselhar.

Maria Silvéria dos Mártires, 67, anos Lisboa


Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias

Ou seja...

– Ou seja, podes ir andando que já te apanho na curva do caminho.
– Mas eu espero por ti.
– Se calhar era melhor ires, ou seja, não esperes que eu ainda tenho umas coisas a fazer e prefiro fazê-las com calma, ou seja, vai e não te rales que eu  já te alcanço.
– Tudo bem, mas depois não te queixes... é que eu posso decidir não te esperar, ou seja (risos), ponho-me na alheta se te demoras demais.

Elisabeth Oliveira Janeiro, 68 anos, Lisboa


 Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Programa Rádio Sim nº 58 – 31 Julho 2013

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim

Desafio nº 34 - 16 palavras obrigatórias

Acontece que, sempre que procuramos, nos esquecemos de ser pacientes. Atrapalha procurar por cima do ombro, em sítios, pequenas frases, ao virar da esquina.
Connosco é mais simples consolar do que passar o tempo a aconselhar quem quer desilusões contar. Ralhar nunca, nem pensar!
Nem pensar em ralhar, discutir ou argumentar; mais vale só ficar. Ficar a pensar, a relaxar, a rir a descontrair… Só ficar e deixar-se ir, no momento, na magia, no deleite, no envolvimento!

Sandra Neves Lourenço, Lisboa


Ouve lá!

– Que raiva, ouve lá! Vou demitir-me! O ambiente aqui  está de cortar à faca, ouve lá!
– És louco!
– Não aguento, ouve lá!
– Acalma-te!
– Não digas ceninhas, ouve lá, só para me convenceres do contrário...
– Nada disso!
– “Nadadiço” é um pato, ouve lá! Tu farias o mesmo que eu sei, ouve lá!
– Enganaste. Sou responsável, sabes?
– Que amigo és tu, ouve lá? Sermões a esta hora não, ouve lá!
–  Ouve lá isto...
–  Pára de me imitar, ouve lá!

Paula Ângelo, 48 anos, Portela / Lisboa

 Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Ups, não deu...

Duas melgas, muito amigas, decidiram ir até ao Parque de Campismo.
Uma era gordinha, a outra, escanzelada.
Chegaram, acomodaram-se numa agulha dum pinheiro e dormiram.
Havia ainda muito sol!
Assim que começou a escurecer, diz a magra: 
– Acorda, temos que procurar alimento!
– Ontem, eu bebi muito sangue, estou bem.
– Mas eu nem tanto, ripostou a outra!
Foram! Viram uma família muito apetitosa e dirigiram para lá o seu voo
picado.
Surpresa! Não conseguiram picar, todos usavam repelente!

Arminda Montez, 75 anos,  Queluz


Desafio nº 24duas melgas à conversa, uma gorda e outra escanzelada

Prontos, foi assim...

Prontos, pá, eu não queria, mas que queres? Este foi demais... prontos, pá...
E prontos, pá, assim, sem modo, lancei-me a escrever, prontos, pá, sem saber até onde chego, mas prontos, pá, desafio é desafio e a pessoa, prontos, pá, não resiste.
Não resiste e, prontos, pá, desata a escrever, a procurar sentido... sentidos... E, prontos, pá, mais coisa menos coisa, chegamos lá sem saber como... É uma questão de fé, de confiança, sei lá!... Prontos, pá.

Maria Manuel Borges, 51 anos, Lisboa


 Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Interessante

– Sim, vi isso e achei muito interessante.
– Ah, sim sem dúvida, deveras interessante.
– O novo livro dele é muito interessante.
– E o filme, também achaste interessante?
– Sim, achei, sem dúvida.
– Era interessante convidá-lo para uma conferência.
– Oh, sim, o editor deve achar interessante.
– Convidamos uns críticos literários interessantes, uns escritores interessantes e algumas pessoas interessantes. Todos vão achar interessante, sem dúvida.
– Às vezes, andamos à procura de ideias interessantes e nada e agora foi logo. Interessante, não?

Rosário Oliveira, 47 anos, Leiria


Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Minha última viagem

Gosto muito de viajar, tá?
Quem  me conhece sabe que tenho um blog só de vigem, tá?
Entendo que tem gente que viaja para lugares mais sofisticados, tá? Mas eu posto mesmo assim os meus lugares e lugarejos por onde passo, tá?
Na iminência de estar dividindo o pouco que ando por ai, tá? 
Tá certo assim?
Prometo continuar, tá bem?
Vou desbravando horizontes e partilhando com vocês, tá? 
Se não gostarem, espero que me compreendam, tá?

Rosélia Bezerra, 59 anos, Brasil

Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

O sol, e os meninos

O sol surgiu no horizonte, enchendo de luz e cor o universo.
O céu, sem nuvens, límpido e sereno, e os meninos livres dos deveres do colégio, correm e sorriem, pedindo que brinquem com eles.
É divertido ver como eles se sentem felizes. Chegou o crepúsculo, o céu escureceu, os jovens querem ver o brilho imenso cor do sol, vindo do céu, e pedem que Deus lhes dê um pouco de tempo querem ser homens do futuro.

Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa


Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

30 julho 2013

E prontos, está dito!

– Epá, não sei. É assim, tipo, não sei. Sente-se e prontos.
– Percebi tudo!
– Opá, é tipo, prontos, quer dizer, não te sei dizer. Prontos, é assim: a coisa começou a desenrolar bem, tás a ver. Prontos, depois, epá, foi só deixar a noite correr e prontos, as palavras soltaram-se e prontos – disse o que tinha a dizer.
– E disseste o quê, já agora?
– Epá, sei lá, meu. Prontos, tás a ver, foram muitas coisas.
– E dizes-te escritor.

Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada, São Miguel, Açores  


Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Programa Rádio Sim nº 57 – 30 Julho 2013

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


Desafio nº 6 - início e fim obrigatório

De dia, viam se pouco...
Como Lua e Sol...
Quando ela chegava, ele não estava,
quando ele chegava, ela dormia!
Desencontrados!
- Malditas horas extraordinárias! - lamentava-se ele.
- Nunca posso estar com ela!
Até que começou a pensar...
- Uma greve talvez possa resultar! Não, uma Revolução!
E no dia seguinte acordou com os colegas o plano, que todos aceitaram!
           E no outro dia já todos se tinham preparado à frente da junta de freguesia...
Acabou por resultar!
Quem diria...

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG



Muito a sério!

– O chefe basou.
A sério?
– Sim.
A sério, não acho normal. Ainda agora chegou. Não achas estranho, a sério?
– Chefe é chefe! Não tem de dar satisfações.
– Achas? A sério!? E bulir, não? A sério
– Não refiles, Yuri.
– É que, a sério, não acho mesmo nada normal. Uma pessoa aqui a dar o litro, e aquele nem aquece o lugar. A sério… só visto!
– Por favor, pára! A sério, que o «a sério» me tira do sério."

Quita Miguel, 53 anos, Cascais


Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Hum... vai correr mal...

Pedro e Luiza estavam namorando. A família dela, interessada em conhecer  um pouco mais de perto o rapaz. 
– Pedro, hoje à noite aparece lá em casa pra jantar connosco.
Óbvio que não!
– Não vais, mas por quê?  
Óbvio! Tenho vergonha, entendes?
– Não gostas de mim?
 Óbvio! que sim, mas não quero, entendes?
– E papai e mamãe?

– É 
óbvio, hão de entender! Entendes?
– Pedro, não vais nem hoje, NUNCA! 
– Óbvio que sim!, entendes?
Deu as costas e saiu!

Chica, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil  


Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Encontro...

– Olá, tia, estás bem? Caramba, há quanto tempo!?
– Vou andando, mas tenho tido uns contratempos.
– Caramba, isso é que é pior!
– O teu pai?
– Anda por aí, caramba, nunca pára em casa!
– E a tua mãe?
– Está no trabalho, caramba, não sabe fazer mais nada...
– No teu emprego como está tudo?
– Caramba, está bem, mas, caramba, tive que falar com o supervisor, porque, caramba, as coisas estavam muito descontroladas.
Nesta altura da conversa, eu já estava esclarecida!

Arminda Montez, 75 anos,  Queluz

Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Meu...

– Ora bem, meu, eu... A sério, meu! Eu não tenho coragem para lhe dizer, meu!
– Não te preocupes, só tens de estar relaxado! Vais conseguir! Acredita!
– Não sei, meu...
E aqui está, eu também não sei uma coisa: do que é que eles falam?
– Eu já te disse que vai tudo correr bem, Ricardo!
Então, ele levanta-se e diz:
– Obrigado, Joãozinho, mas, perder o caderno, não é nada normal!
E eu que julgava que era algo amoroso...

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG


Desafio nº 48 – diálogo em que uma personagem tem um tique de linguagem

Vida de miúdo = Vida bela!

Os meninos brincavam por aí, deixando-me roídinho de inveja...
Aqueles momentos doces na minha cabeça me deixavam filosoficamente estranho... Que bom!
Era maravilhoso como se jogava ao pião e às caricas...
E sem esquecer, quando à maioridade chegávamos, os amores e desamores e as meninas que espremiam espinhas...
Até que a minha mulher os chamou para lanchar.
E eu levantei-me decidido e disse:
– Deixa-os brincar!
A vida é bela... Aproveitem... Bela é, vida, Aaaaaa…!
E eles continuaram!

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG


Desafio nº 22 – frase simétrica

Corrida na savana

No mundo animal, havia muita confusão, por causa da corrida.
A cabra branca, mais o caracol riscado, iam provar aos outros animais,
qual dos dois cortava a fita, no final da corrida.
Tinham apostado, coisa invulgar...!!!
A cabra, saltitando, ia com muita confiança. Parava aqui ou ali, para trincar
mais um tronquinho, contudo, parou muitíssimo!
O caracol não parou, nunca, arrastando o corpo, mais a casa às costas.
Conclusão, o caracol cortou a fita.
Ganhou a corrida!

Arminda Montez, 75 anos, Queluz


Desafio nº 9 – sem usar uma letra (U, R, S ou E) – neste exemplo, sem E

A minha gatinha

A minha querida gatinha
De olhos azuis, toda branquinha
Minha querida companheira
Uma amiga, boa e verdadeira
Tenho por ela tanta afeição
Que a trago no coração
E não me vejo sem ela
Minha gatinha tão bela
Quando para o meu colo vem
A dormir e a rosnar
A mim faz-me tanto bem
Canto-lhe canções de embalar
Ela é a minha gatinha
Eu sou a sua mãezinha
Perdoem não é exagero,
Gosto dela e muito lhe quero

Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Desafio nº 48

Preparados?

Desta vez, preciso que me escrevam um diálogo onde uma das personagens tem um tique de linguagem. Dou-vos alguns exemplos:

a) Sabes como é, , ele veio e disse logo aquilo, , e eu...
b) Era a primeira vez que ali entrava, estás a ver? E eu, estás a ver?, naquele momento, hesitei, estás a ver?
c) Eu queria um caderno, tipo... um caderno giro, tipo o teu. Não quero um de argolas, tipo escolas, isso não!

Pode haver narrador, claro, mas brinquem com estas "bengalas da fala"!!!

E, claro, tudo em 77 palavras!
Aviso!!! - cuidado com os hífens em vez de travessões, o word conta-os como se fossem palavras... O melhor é contar com o dedo ;)

Sim, já fiz a minha, ficou assim:

– Fui tudo muito rápido, não é?, tudo muito rápido…
– Mas chegaste a falar com ela?
– Eu?! Não ia pôr-me a falar assim, não é?, Deus me livre! A miúda é linda, não é?, não ia ligar a um gajo como eu, não é?
– Vamos lá a saber: o que é que fizeste então?
– Então, não é?, eu fui até ao pé dela, olhei para ela, não é?, e fiquei calado. Não ia conseguir, não é?
– Que traste…
Margarida Fonseca Santos, 52 anos, Lisboa

29 julho 2013

Um Dia na Feira

Era dia de feira. Junto aos carrocéis via-se nos rostos das crianças ALEGRIA, DESCONTRAÇÂO, IMPACIÊNCIA, enquanto aguardavam mais uma corrida. Da barraca da corrida de cavalos, apostadores LAMENTAVAM as perdas.
No poço da morte, várias  pessoas assistiam NERVOSAS ao desenrolar do espetáculo.  
Do lado das farturas da D. Mariana, o cheirinho deixava-nos SERIAMENTE a pensar resistir àquele apelo aromático de açúcar e canela que se espalhava pelo recinto.
Foi  agradável, no final ninguém foi TRISTE para casa.

Rosélia Palminha, 65 anos, Pinhal Novo  


Desafio nº 45 – emoções por ordem alfabética

Abençoa-nos, Senhor

Canto, ao mar, à terra, e aos céus
Canto uma canção de louvor a Deus
Abençoa, Senhor, o meu dia, e de minha família
De meus amigos e de todos sem excepção
Pois todos somos irmãos
Ter teu amor é um privilégio
Tu és Senhor o meu refúgio
A ti, Senhor, com a tua magnitude
Te peço: dai-nos saúde
Paz e quietude, teu amor por nós não tem dimensão
Há lugar para todos, Senhor, em teu coração


Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

14 e 41...!!!

Olá, sou a Laura!
Tenho 14 anos e quando nasci, a minha mãe tinha 27. Era jovem!
Agora tem 41 anos.
Eu sou alta e airosa. Julgam-nos irmãs e é curioso, mas não invulgar, o nosso relacionamento ser muito cúmplice.
Sem deixar de ser "a mãe", o que nós rimos, por tudo e por nada!
Vamos ao cinema, fazemos compras, um lanche e, na época das aulas, também sei dar conta dos meus estudos e outros afazeres.

Arminda Montez, 75 anos,  Queluz


Desafio nº 14história onde entram duas personagens de idades 14 e 41

Programa Rádio Sim nº 56 – 29 Julho 2013

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim

Desafio nº 24 - conversa de duas melgas, uma escanzelada e outra gorda



— Cala-te! Não vês que vem aí outra vez! Para de gritar e esconde-te!
— Isso parece canja, dito por alguém que consegue esconder-se atrás de uma migalhinha de pão. Sua ranhosa!
— Olha! Fizesses dieta!
Que melgas! Duas! Diferentes! Enrascadas! Esbaforidas!
Pânico?
Não…
Adrenalina. Pura adrenalina!
Por entre os ziguezagues atabalhoados da gorda e os voos fenomenais da trinca-espinhas, o mata melgas verde perde qualquer hipótese de safar a Joana de duas mordidelas fenomenais logo à noite.
— Zzzzzzzz – ouve-se!

Susana Silva, Lisboa

Recordação

Cá estou, para "viajar" com as palavras!
Conheci o Ron (diminutivo de Ronaldo), quando era adolescente, simpático e muito sensato.
Anos passados, visito a família e, espanto meu, noto que ele estava um tonto.
Ao tornar-se adulto, surgiu-lhe um grave problema de saúde.
Só queria que o deixassem no torno, mas não torneava nada que fosse de admirar.
Senti-me consternada. Sem poder ajudar em situação tão delicada pensei, oro por ele. Aí, sentei-me num toro e fi-lo.

https://mail.google.com/mail/u/1/images/cleardot.gifArminda Montez, 75 anos,  Queluz


Desafio n.º 40 - a partir de anagramas contendo as letras de Toronto

28 julho 2013

Sim ou não... Uma Escolha de Morte

O sentimento de minha alma era diferente naquele momento...
Aquela chuva de estrelas me atormentava com suas propostas ameaçadoras...
Diria sim, diria não... O que fazer?
Deitando as mãos à cabeça, pensara que aquilo não iria acabar...
Mas não me rendi... Levantei-me, olhei para o céu, fechei os olhos e proclamei:
– O poder da minha família não arriscarei, prefiro lutar e morrer, sofrer as tristes consequências da realidade do meu desagrado.
E morri sobre as estrelas reluzentes...


Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Dom Rodrigo

Anabela era conhecida como a mulher da saia rodada. Doméstica de profissão, vivia com um papagaio que domesticou com a conversa que só ele entendia.
De penas coloridas e bico amarelo, o papagaio era são como um pêro. Esvoaçava pela cozinha e saía de mansinho para esgravatar os restos de comida.
Ao entardecer, Anabela chamava por Dom Rodrigo que olhava de soslaio e, num voo rasante, aterrava no parapeito da janela. São tempos que já lá vão!

Fátima Veríssimo, 52 anos, Seixal


Desafio nº 47 – 3 grupos de palavras com mesma grafia e significado diferente

Palavras

Palavras queria escrever
Sábias belas que ensinassem
A quem as quisesse ler
E que delas precisasse
E que as minhas palavras
Ao escrevê-las, delas nascessem
Como quando a terras lavras
As sementes proliferassem
E que dessem tanto fruto
Com meu simples contributo
Ensinassem o analfabeto
Apenas em um minuto
E que na terra, todo o mal fosse dissoluto
Que as minhas palavras acordem
Todos os homens que dormem
E que, hoje e agora, ponham fim à desordem


Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

27 julho 2013

O sol, a lua, e o mar

Manhã, o sol já raiou
O meu amor chegou
Vamos à praia, ver o mar
As ondas vêm nos beijar
Oh, mar!, vem para meus braços
Vamos unir os laços
Fica aqui, ao pé de mim
Sabes mar!, gosto de ti
Diz que me mas, e me queres
Quero ser tua mulher
Vamos casar, mar, eu, tu e a lua
Eu digo que já sou tua
É dia, mar!, que calor
Sol, lua, mar amo com ardor

Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa


Desafio nº 44 – palavras com apenas 1 ou 2 sílabas

Amor sem Limites

Bom é aquele que cultiva e partilha com todos o
Saber ajudar...
É um dom de Deus, que se semeia... É amizade!
O Amor, a Liberdade!
Calar nem pensar... Amor destes cultiva-se falando, acreditando que se pode divulgar
Até ao limite do Mundo...!
Ser feliz assim é algo maravilhoso e encantador, para aproveitar até ao
Tempo do Fim
De Vida... Agora o meu maior desejo é que no futuro se possa
Falar sobre aquilo que é AMAR!

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG


Desafio nº 30 – provérbio à esquerda na folha imposto

26 julho 2013

Programa Rádio Sim nº 55 – 26 Julho 2013

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


desafio nº 44 - todas as palavras com 1 ou 2 sílabas

A jovem com chapéu cor de sangue levou o tacho à vovó. Na selva topou o lobão que disse.
– Onde vais?
– Levar doces à vovó. ‘Tá só. – E deu-lhe o poiso da mesma.
O lobo sorriu e a moça passou. Esta não sendo tola viu o trama, deu corda às socas e chegou antes do mauzão junto da avó. Chegou o lobo, mal pôs a tola dentro da porta leva com os tachos e morre. Bem feito!

Cândido Pinheiro, 73 anos, Póvoa do Varzim


Francisca Torres - 1º prémio









É verdade! A Francisca Torres, que fez e irá continuar a fazer as ilustrações para as minhas histórias (aqui no blogue), que assina comigo o livro "Saber ao Certo" da Estampa, ganhou o 1º Prémio!!!
A notícia começa assim:
Francisca Torres, designer de comunicação portuguesa, acaba de ganhar o ouro na categoria de estudantes de Mestrado dos Prémios LAUS 2013
Leiam o resto aqui

Aqui no blogue há muitas ilustrações da Francisca, podem vê-las assim neste link.

Parolices

O João, de 14 anos e o pai, de 41, brincavam como parolos à mesma parolice desmedida...
O que eles não sabiam, era que toda a gente sabia...
Mas uma vez, a mãe de João decidiu fazer-lhes uma surpresa:
– O que fazem – perguntou ela como se não soubesse.
Eles olharam um para o outro, e responderam:
– Não é óbvio?
– Como assim?
– Estamos a fazer aquilo que nos disseste para fazer: o que quiséssemos.
A mãe ficou entalada...

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG

Desafio nº 14história onde entram duas personagens de idades 14 e 41

Degustação

Um bom garfo sabe, leitão assado necessita de bom vinho. Conhecedor, sabe que a rolha já indicará a  qualidade. Ao examiná-la, o  nariz nunca se enganou. Afinal, a degustação é muito importante, ninguém quer vinho avinagrado, é pior que receber um almofariz no pé, ou um despertador tocando às três horas. Vinho é um produto natural, nenhuma bola de ténis.
Em companhia, não reaja como se recebesse uma picada de vespa, fique no seu papel de cavalheiro.

Theo De Bakkere, 60 anos


Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório, em bold ou cor

Contas e mais contas

Histórias com contas! Ele há cada uma!
E logo eu, que nunca fui boa a matemática!? Essa coisa de 2+2=4 ou 10x5=50 ainda vai, agora 5xX=y; aí espalho-me logo. Isso é limpinho!
Quando muito, faço as contas aos afazeres da casa; ora bem: 11 camas a 2 lençóis cada, dá 11x2=22, mais 1 almofada cada, fora a cama de casal que tem 2 almofadas mais 11 toalhas de banho: 22+12+11=45 peças para passar! E pronto contas feitas.

Carla Silva, 39 anos, Barbacena, Elvas

Desafio nº 31 – um conto com matemática…

Um Brinquedo

A Rita, gostava muito da sua boneca. Tinha um vestido fora do vulgar, olhos azuis e, falava, vejam só!
boneca a falar... Onde a Rita fosse, a boneca ia com ela.
As amigas pediam-lhe sempre para pegar na boneca. Como é bonita!
Ontem, foram à feira. No circo, divertiram-se bastante com os palhaços e os animais que faziam as suas habilidades.
Até a boneca sorriu... A Rita aconchegou-a no seu colo e pensou: que boneca feliz!

Arminda Montez, 75 anos, Queluz


Desafio nº 12 – escolher uma palavra que apareça pelo menos meia dúzia de vezes

Tal como aquela história... Não é Verdade?

Camilo e Rodrigo, estavam prestes a correr pelas vidas deles...
Corrida essa, lembrada sempre... Por ser bastante divertida...
A meio, Camilo pára, ganharia avanço depois...
Mas Rodrigo vai sempre, pondo em perigo a vitória do adversário...
Camilo acaba por reparar, mas é demasiado tarde...
Rodrigo já ganhara, terá sido fácil...
E é aí que Camilo relembra a antiga história, que a mãe lhe contava em criança...
– Fiz mesmo de lebre desta vez, mas não mais assim será!

Rickyoescritor, 11 anos, Pedroso, VNG


Pássaros no rio

Seduzidos pelo rio
De pulo em pulo saltitando
Passarinhos, num rodopio
A sua sede matando

Papoilas e rosmaninho
Revestem margens da ria
Rosados e pequenos peixinhos
Que sobre a ria surgia

Paisagem rara de searas
Como rios de prata sedosas
Pendem madeixas de saudade
São sonhos de searas majestosas
As rosas perdidas da minha mocidade

Pássaros rumam para sul
Com o rio em murmurinho
Partem de terras paul
E o marinheiro no rio remando

Sublime meu passarinho

Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa

Desafio nº 46 – substantivos, adjectivos e verbos começando sempre por P, M, S ou R

25 julho 2013

Programa Rádio Sim nº 54 – 25 Julho 2013

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


Desafio nº 38 - partir de uma frase, que se desagrega em pares de letras


Um dia, a Fada Paloma passeou pelo palácio. Tinha UM pozinho mágico: DIfundia-se, transformando tudo em ouro. Como o rei AArão gostava imenso de ouro, no seu aniversário, pediu à FAda para muDAr tudo PAra ouro, não interessava o quê. LOgo que sua filha, princesa MAtilde, o abraçou, PAralisou – transformou-se em ouro. Ele ficou aSSustado, passEOu passeou, UPs só depois dele ELogiar a fada pela OPortunidade daquele AContecimento e dela desfazer o feitiço: foi cá um alívIO!

Vera Carminé Teixeira Gandra, 7 anos, Gondomar

Pássaros no rio

Seduzidos pelo rio
De pulo em pulo saltitando
Passarinhos, num rodopio
A sua sede matando

Papoilas e rosmaninho
Revestem margens da ria
Rosados e pequenos peixinhos
Que sobre as águas surgia

Paisagem rara de searas
Como folhas de prata sedosas
Pendem madeixas de saudade
São  sonhos de searas majestosas
As rosas perdidas da minha mocidade

Pássaros rumam para sul
Com o rio em murmurinho
Fogem de terras paul
E o marinheiro no rio remando
Sublime meu passarinho


Maria Silvéria dos Mártires, 67 anos, Lisboa
(sem desafio)