30 junho 2014

P 289 – 30 Junho 2014 – Desafio nº 3 – Theo De Bakkere

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

Ai, o ábaco
Ainda aprendeu a contar com um ábaco com 10 barras e bolinhas.
2 + 3 + 16
4 x 28
O cálculo mental é de uso ocasional.
Todavia, não tens de perguntar à caixa do Lidle.
Ela acredita cegamente no que aparece na tela.
O total são 57,90.
Então pagas com cem euros mais noventa cêntimos e o inocente rosto dela mudará num ponto de interrogação.
É óbvio, nunca tirou proveito do ábaco.

Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

EXEMPLOS - desafio nº 69

Um descuido
Após certa hesitação, olhando os panos ali estanques, lembrei do prometido.
Acabar com aquela pilha de roupas.
Naquela tarde após pensado muito, dei inicio ao trabalho. Fazia o mais ligeiro possível!
Meu conhecimento da técnica, faria sentir o gostinho de ganhar: Seria a desforra.
Ouço o som do Skype.
Largo tudo, esqueço!
Eis que de goela bem aberta só podia gritar:
Fooooooooooooooooooogo!
Largo tudo, corro.
Nada grave acontecido! 
Apenas as camisas, do marido, queimaduras haviam sofrido, rs.
Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Exibido
– Podíamos combinar um café… – sugeri com um ligeiro tremor, enquanto a tua boca permanecia estanque.
Contudo, uma tarde chegaste, sem teres prometido, deixando-me de boca aberta.
No início, fez-se silêncio, o fogo a invadir-me a cara. À hesitação de te cumprimentar, seguiu-se um gesto intempestivo, que entornou o café. Desajeitada, pedi um pano.
Não sei o que terás pensado, pois apenas te sentaste e iniciaste um monólogo, exibindo o teu conhecimento. Eu, como desforra, fechei os ouvidos.
Quita Miguel, 54 anos, Cascais

A desforra
Ao início da tarde, deu-se a desforra. Conforme o prometido, encontraram-se na mercearia. A porta estava aberta. O Ti Ambrósio, com conhecimento da arte, sem hesitação, bate com a seta de paus na mesa. O Ti Marcolino passa um pano pelo rosto vermelho como fogo. Tinha pensado nas jogadas. Num movimento ligeiro, joga o ás de paus. Ficam todos estancados. O ás já tinha saído! Vergonha para o Ti Marcolino, que durante semanas não apareceu na mercearia.
Margarida Leite, 45 anos, Cucujães

Provérbios ao desafio
Eram provérbios ao desafio.
“No melhor pano cai a nódoa” disse eu, ligeiro, sem hesitação.
A desforra não tardou. “O prometido é devido”, disse ela.
De início talvez tivesse pensado em desistir. Demorei. Vasculhei as memórias. Lembrei o primeiro amor e, antes que fosse demasiado tarde, declarei de alma nua e goela bem aberta: ”Amor é fogo que arde sem se ver”.
O júri, cheio de conhecimento estanque de especialista, sentenciou. Não vale. É pedaço de poema!
Nuno Longle, 40 anos, Odivelas

Quem é que manda?
Início da tarde. Como prometido, declarei aberta a sessão de escrita. O tema parecia-me ligeiro – não requeria grandes conhecimentos – já que apenas exigia a descrição de uma viagem. Mas a hesitação atacou-me muito mais do que tinha pensado. De que falar? Como ser original? Não queria um texto estanque, queria que o leitor pudesse levantar o pano. Um fogo instalou-se-me na mente. Bloqueei. Os dedos exigiam a desforra daquela vitória do cérebro: mas sem ele pararam também.
Maria José Castro, 54 anos, Azeitão

Tentei apagar as chamas enxugando as lágrimas num pano de tecido ligeiro. Pegou fogo e as labaredas quiseram a desforra, mesmo tendo ganhado.
Foi um plano prometido bem pensado, e no início daquela tarde, aproveitando os meus olhos abertos, sem hesitação, entrou. Sem bater. A arder. Não há maior estanque à água, que o fogo. E não passam disso, as lágrimas. Há que ter conhecimento das emoções, e o amor é fogo que arde sem se ver.
Gonçalo Gil, 17 anos, Lisboa

Antes do início do seguinte jogo Pedro Estanqueiro prometeu ao quizmaster a todo o pano usar o seu conhecimento para desforrar pontos.
Não obstante, algumas perguntas serem de algibeira, Pedro não era incomodado pelo stress. Pensava ligeiramente sem qualquer hesitação e dava com fogo resposta ao locutor.
Entretanto, o seu adversário tarde ficou de boca aberta, cada vez deixava passar a sua ocasião para responder à pergunta.
O prémio de jogo:
"Um peru grosso de nove quilos".
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica

Prometi a mim mesma a desforra. Acreditara em tudo o que me dissera e não percebera a ligeireza com que me enganara, deixando-me uma ferida aberta.
Um pano cobriu-me o coração e fechou-o num espaço estanque em que ninguém tinha lugar.
Mais tarde reencontrei-o. Ao início hesitei, mas bastou-me o seu olhar para o reconhecer. Então fingi ignorá-lo. Depois, sozinha, despejei as lágrimas ainda guardadas no meu coração. Fogo, pensei, como é difícil esquecer o primeiro amor!
Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

No início daquela tarde estava a fazer a desforra com o meu irmão Pedro até que vimos fogo num sítio estanque. Hesitámos. Que poderíamos fazer? Peguei num pano aberto tentando aligeirar a situação. Não tínhamos conhecimento de como apagar aquilo. Os nossos pais prometeram ensinar-nos a apagar fogos mas só nessa noite. Que fazemos agora? Ele deu a ideia de chamarmos os bombeiros. Assim fizemos. Assim que eles chegaram tomaram conta da situação. Felizmente, tudo se resolveu.
Isabel Ferraz, 13 anos, Loures

Aldeia em Festa
fogo preso da festa na aldeia prometia. A praça maior tinha como pano de fundo, o cenário ligeiro das gentes que formigavam sem hesitação, de tudo tomando conhecimento: desde as tendinhas estanques, oferecendo variegadas mercancias, ao carrossel aberto à desforra do ano de infindas canseiras. No pensamento só a folia.
Para muitos, era o início do dia que se pretendia folgazão, até tarde nas horas.
Para todos, a bênção da alegria, mesmo à revelia de modas!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa

No momento em que a viu (Fogo!), permaneceu estanque, caiu-lhe o pano e a imaginação levou-o para o início da tarde, o único momento em que garantidamente teria a sua companhia. 
Com conhecimento que tinha da sua timidez, de si mesmo… teria mesmo chegado hora?! Ou a hesitação instalar-se-ia?
Tinha pensado na situação como uma desforra de si mesmo, mas seria?!
A manha passou e em passo ligeiro dirigiu-se para o local. A aberta que tanto queria"
Sérgio Oliveira, 26anos, Vila Nova de Gaia  

Ligeiro ponto
O fogo do amor prometido e nunca sentido deixara agora uma ferida aberta. Seria isso o início de uma vida sem sentido? Seria demasiado tarde para encontrar o amor verdadeiro? Uma sensação de hesitação tomava conta de si, ele não sabia se o que havia pensado ser a verdade ainda o era. O conhecimento que acreditava ter parecia ter sido apagado, qual pano mágico, numa desforra cósmica, sendo ele um ligeiro ponto estanque na imensidão do absoluto. 
Paulo Renato, 39 anos, Maia

Decidida  
Apagaram-se as luzes da plateia. A entrada do palco estava aberta. Hesitou, o pano subia.
Era o início da sua prova de fogo. Os nervos bloqueavam-lhe o raciocínio. Tarde demais para retroceder.
Tinha pensado tanto naquela desforra. Tinha prometido a si própria adquirir conhecimento para representar aquele monólogo.
De repente esqueceu o papel que havia decorado. Ficou estanque!
Mas ligeira, decidida, falou!
Palavras fluíam com sentido, ritmo, melodia. 
Falou de si.
E acenderem-se as luzes da ribalta!
Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo

Fim de História
Conforme prometido, esta tarde confrontaria os dois. Depois de pensado, dei por aberta a minha desforra.
No início questionei-os com alguma hesitação, porém quando caiu o pano e as respostas rasgaram páginas que houvéramos escrito, um imenso fogo incendiou meu corpo agora estanque.
Gritaram-se injúrias, palavras sem retrocesso…
Porém, a vida ministrou-me conhecimento e hoje passados tantos anos encaro a história que não chegou a ser feita de uma forma mais ligeira, pois a vida sempre continua.
Graça Pinto, 55 anos, Almada

– Esta tarde está mesmo quente.
–  Desforra isso.
– Porquê?
– Já não se usam essas saias com tanto pano, é um preconceito do início do século passado.
– Parece o discurso ligeiro daquelas que agora deitam fogo aos soutiens.
– Não tinhas prometido à tua neta que ias deixar de ser careta?
– Tinha pensado, mas do meu conhecimento isso são coisas do demónio.  
– Fico de boca aberta contigo, não entendo essa tua hesitação em aceitar que o mundo não é estanque
Ana Rita, 23 anos, Porto

Fogo
Mais uma tarde em que o fogo ia consumindo todo o mato em redor. Teve início para lá das Águas Pardas e na desforra que parecia ter prometido escalou ligeiro a serra, por entre o mato rasteiro. Houve conhecimento que sem hesitação destruiu o estábulo da transumância. Haveria gado pensado? Que horror! Sugeria agora um pano negro, estendido na clareira aberta, onde pairavam apenas cinzas e pequenos borralhos estanques uns dos outros. Parecendo fumarolas de S. Miguel.
Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

No início da tarde, sentei-me na soleira da porta, à espera do Álvaro, como prometido.
Apertei-o na mão e lá estava ele: estanque. Era meu.
Ouvi uns passos que avançavam, com alguma hesitação, e um corpo vestido com um pano cor de fogo  e passo ligeiro assomou à esquina da rua e a voz soltou-se:
– Tive conhecimento da desforra. Não tinha pensado que o fizesses.
Mão aberta, peito feito, lancei-o e ele rodopiou, bailou: o meu pião.
Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto

És pássaro no bosque
Início de tarde, tu não vens
Meu amor, esqueceste o prometido
O céu está coberto de nuvens
Sei que de mim te deves ter esquecido
Vou atear o fogo à lareira
Vou ficar a bordar o pano de linho
Ficar ao lume vai ser a minha desforra
Digo-te para que tenhas conhecimento
Deixo a porta aberta, e adivinho
O ligeiro e leve voar do passarinho
E sem hesitação fiquei estanque
Tinha pensado, que vinhas dar-me teu carinho
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos, Lisboa

A casa assombrada
Ao início da tarde dirigiu-se ao destino como prometido. Todos tinham conhecimento da fama da casa. Daí a aposta! A porta estava aberta, com passo ligeiro galgou as escadas até ao primeiro andar. 
Se tivesse pensado melhor... a hesitação instalava-se. Estancou. No meio do silêncio um assobio ecoou pela casa. Olhou para cima e lá estava, o famoso pano pairando! Branco como a cal da parede fugiu. Não era cobarde, mas fogo!!!
Queria lá saber da desforra!
Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

A última hesitação. Pronto para a derradeira atuação. Seria um dia de desforra pensando nas longas noites de plateias desertas. Passadas umas horas da bilheteira aberta, tive conhecimento que aquele início de tarde iria ser bem diferente. O espectáculo começava com um ligeiro atraso, o público enchia a sala como se fosse um depósito estanque. O pano subiu, e quando apareci as palavras emergiram em fogo de dentro do meu corpo. O ribombar do teatro, como prometido.
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria, Portugal

Tinha pensado não ir ao encontro, naquela tarde. Conhecia a dor daquele início arrebatador! Não podia faltar, tinha prometido ir. Aproximei-me, com alguma hesitação, do casebre em ruínas. A brecha da porta entreaberta fumegava. De fora, vislumbrava um clarão ligeiro que fazia antever as labaredas interiores. Fogo! Deus meu, como é possível! Fiquei estanque, sem me conseguir mexer! Tremia de medo! Não era esta a desforra que pretendia! Já lúcida, procurei um pano e afastei o fumo.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Cinco noites apenas
Ninício da tarde começara os preparativos.
Carnaval. Máscara, peruca, uma fantasia feita em pano colorido...
Esperara muito. Desforra.
A ideia de fuga, a traição prometida. Um fogo a tomava por dentro.
A velha ferida aberta quem sabe sararia. Sem hesitação, fez a ligação.
Bem pensado o que seriam cinco noites, diante de uma vida toda?
Alguns minutos estanques. Adrenalina.
Ninguém, além do “cúmplice”, tinha conhecimento do plano.
Uma ligeira olhada no espelho.
Um bater de porta.
Roseane Ferreira, Macapá, Amapá, Extremo Norte do Brasil

A curiosidade
A porta da casa abandonada estava aberta, era assustador… o terreno estanque não passava despercebido. A curiosidade inundava o pensamento, o conhecimento do perigo estava presente! Já tinha pensado, no início da tarde, partir para a aventura!
De andar ligeiro e descontraído caminhava em direção à casa, prometera desforrar-se do medo. À medida que se aproximava, sentia um fogo que o percorria dos pés à cabeça! Uma certa hesitação ao observar um pano coberto de teias de aranha.
Prazeres Sousa, 52 anos, Lisboa

Não gostava de desforra, mas naquele dia sentira o início de uma animosidade. Nunca tinha pensado no que estava a acontecer e… sentiu um ligeiro desconforto. Estaria a embirrar com ela? Não gostava de juízos de valor assentes em parco conhecimento. Naquela tarde, sem dar conta, caiu desamparada. O sangue jorrava pela ferida aberta. Sem hesitação, Joana estancou a hemorragia com um pano. Sentiu o fogo subir pelo rosto. Fizera um juízo errado. Estava prometido serem amigas.
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Acordei sobressaltada e vi que já era tarde. Sem hesitação levantei-me, pensando que ontem tinha prometido acordar cedo. A festa tinha sido de desforra e tenho a ligeira impressão que, mesmo sendo do meu conhecimento que não era uma festa ligeira, desde o início que queria ir. Mesmo quando o fogo entrou pela janela aberta e incendiou o pano, parecia que um estanque nos prendia. Mas, no final tudo terminou bem. A festa podia voltar a acontecer.
Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra

Fogo! Tarde demais! Ele, com ligeiro palavreado queria desculpar-se embora eu tenha pensado e decidido, que a cena ignóbil jamais se repetiria. Não havia hesitação da minha parte. Dava-se o início do resto da minha vida…eu nem precisava da desforra…
Tinha prometido que não desistiria apesar do estanque teatral. Aberta a cortina do meu palco, o pano preto tinha ficado de lado, tal qual a minha história amarga.
Assim, adquiri o conhecimento de como vencer no desespero…
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

No início, o meu conhecimento do tema era ligeiro. Por isso procurara estudá-lo bem. E se dava pano para mangas… Aparentemente estanque, mostrara uma porta aberta à minha inquietação. Pensado o arranque, tinha-me prometido a desforra. E se bem que me diziam ser já tarde para tanto estudo, lançava-me sem hesitação sobre livros, hiperligações e testemunhos de várias origens. Queria chegar ao fim, ao fundo da minha pesquisa e apagar o fogo de saber que me devorava.
Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa

Devia ter PENSADO mais um pouco, às vezes a HESITAÇÃO,
também dá bom resultado. Saber esperar.
Fui LIGEIRA e falei demais, não tinha CONHECIMENTO
do que havia sido PROMETIDO.
No INÍCIO, achei que não fosse TARDE de mais e não ESTANQUEI.
Segui em frente. Sem pensar se fazia o certo ou errado.
FOGO!!! Não tenho jeito para fazer as coisas
debaixo do PANO. Mas um dia hei-de ter a DESFORRA.
Mesmo que não encontre a porta ABERTA.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

O pensado, que sob uma pedra havia escondido um favo, foi confirmado pelo vaivém dos abelhões. Ora o achado, prometia ser uma guloseima.
Embora ao ursinho faltasse o conhecimento, tomaria início ligeiro de saquear com fogo aquela doçura. Os abelhões defenderam -se sem hesitação e a todo o pano, mas foi tarde, o ninho já estava aberto. Picando com o aguilhão foi a sua única desforra possível. Precipitadamente, o colossal saltou num estaque para aliviar a garganta inchada.
Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia, Bélgica

Quero a desforra! Uma vida justa! A minha alma é uma chaga aberta. Desde o início, o meu coração está em fogo. Agarro num pano, esfrego o monitor, como se pudesse apagar a minha dor. Não há hesitação! Quero a Mãe viva!!! Está tudo pensado! Tenho conhecimento da gravidade da situação. Isto não é ligeiro, é grave. Ninguém me tinha prometido que seria eterna. Não há palavra que estanque o medo.
É tarde. Preciso descansar. Força, Mãe!
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

Pedro, seu irmão, tinha conhecimento que amava Cristina desde o início da história, com sinceridade. Não era um ligeiro romance de adolescentes.
Contudo, sem hesitação e cruelmente, assaltou o coração da mulher que lhe tinha prometido fidelidade.
Esta tarde, André tinha pensado ardilosamente na desforra.
Entrou sorrateiramente pela janela aberta no quarto do irmão, ateando-lhe fogo, furtando todos os panos para que nada estancasse este incêndio.
Somente desejava justiça ― ainda nada estancara a dor da sua alma!

Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Exibido

– Podíamos combinar um café… – sugeri com um ligeiro tremor, enquanto a tua boca permanecia estanque.
Contudo, uma tarde chegaste, sem teres prometido, deixando-me de boca aberta.
No início, fez-se silêncio, o fogo a invadir-me a cara. À hesitação de te cumprimentar, seguiu-se um gesto intempestivo, que entornou o café. Desajeitada, pedi um pano.
Não sei o que terás pensado, pois apenas te sentaste e iniciaste um monólogo, exibindo o teu conhecimento. Eu, como desforra, fechei os ouvidos.

Quita Miguel, 54 anos, Cascais

Desafio nº 69 – lista de palavras, onde se inclui desforra

Um descuido

Após certa hesitação, olhando os panos ali estanques, lembrei do prometido.
Acabar com aquela pilha de roupas.
Naquela tarde após pensado muito, dei inicio ao trabalho. Fazia o mais ligeiro possível!
Meu conhecimento da técnica, faria sentir o gostinho de ganhar: Seria a desforra.
Ouço o som do Skype.
Largo tudo, esqueço!
Eis que de goela bem aberta só podia gritar:
Fooooooooooooooooooogo!
Largo tudo, corro.
Nada grave acontecido! 
Apenas as camisas, do marido, queimaduras haviam sofrido, rs.

Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil  
Desafio nº 69 – lista de palavras, onde se inclui desforra
Publicado aqui:

Desafio nº 69 – 30 Junho 2014

Prontos para um daqueles mais espartilhados? Boa, vamos a isso!

Pela ordem que quiserem, e podendo alterar género e número, adaptar, peço-vos que usem todas estas palavras no vosso texto. 

Coragem, vale a pena! No fundo, só vos faltam 65 palavras!

FOGO
PANO
PROMETIDO
ESTANQUE
ABERTA
HESITAÇÃO
CONHECIMENTO
LIGEIRO
INÍCIO
TARDE
DESFORRA
PENSADO


Eu escrevi assim:

Queria a desforra, gritou. Ninguém o ouviu. Fogo!, tinham prometido deixá-lo ganhar naquela tarde. Embriagado pelo compartimento estanque da cervejaria, nem hesitou. A garrafa estilhaçou-se contra a parede, deixando uma ferida aberta na mão de Ramiro. Aquilo que pensara ser um início de amizade ligeira, desfiava-se como pano abandonado na corda. Sem conhecimentos sobre as praxes académicas, tentou sair. Não foi capaz. Acordaria de ressaca, no chafariz, molhado e humilhado. Era um desgraçado… O ano começava mal.
Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 69 – lista de palavras, onde se inclui desforra
EXEMPLOS
OUVIR

Forte e corajosa

Fizeram-me aquilo que mais temia. Usaram-me e atiraram-me fora. Senti-me detestável, desprezada. Uma coisa já usada e, agora, sem mais nenhuma utilidade. Mais ninguém me ligaria e, certamente, ficaria sozinha até ao fim dos meus dias. Mas, quando estava na iminência de cair no grande buraco obscuro, tentei levantar-me e consegui. Não fui a pessoa desprezível que tanto temia, mas sim a pessoa forte e corajosa o suficiente para não ter caído no maior dos seus medos.

Isabel Ferraz, 13 anos, Loures
Desafio nº 68 – imagem de uma folha amarrotada

29 junho 2014

Uma questão de pontaria

Ela falava regularmente da sua falta de pontaria, aquela era só a sua prova mais recente. Perguntaram-lhe se isso se expandia a outros campos menos desportivos, e ela disse: “é melhor mudarmos de assunto”. Sempre que dizia isso tinha os olhos em alerta vermelho: períodos de aguaceiros fortes com a possibilidade de queda de palavras feias em pessoas importantes. Importantes ao ponto de aceitarem que aquilo não era contra si, seria apenas um tiro ao alvo errado.  

Ana Rita, 23 anos, Aprendiz de ser humana, Porto
Desafio nº 68 – imagem de uma folha amarrotada

Bolo de laranja e amêndoa

Coloque num recipiente 400 gr de açúcar, seis ovos, 40 gr de margarina derretida e bata com varas de arame. Depois de estar esbranquiçado, acrescente o sumo e raspa de uma laranja e 70 gr de miolo de amêndoa
Forre um tabuleiro com papel vegetal. Entorne o conteúdo no tabuleiro e leve ao forno. Quando estiver cozido, retire o tabuleiro do forno, desenforme-o, puxando o papel vegetal e enrolando o bolo. Polvilhe com açúcar.
É uma delícia!

Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto

Desafio RS nº 10 – uma receita em 77 palavras

27 junho 2014

P 288 – 27 Junho 2014 – Desafio nº 2 – Margarida Fonseca Santos

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No site da Rádio Sim


Era uma história triste, a sua. Não tinha início nem fim, apenas uma sucessão de acontecimentos que não lhe permitiam ser um conto, nem mesmo uma novela, não era nada. Chamavam-lhe esboço muitas vezes, mas nunca se importou com isso. Mesmo quando quis, levada por ideias alheias, ser uma crónica, sempre soube que era impossível. Dizem que casou com um conflito fora de prazo, e que hoje habitam juntos um livro de memórias. Será verdade? Possível?! Talvez…

Margarida Fonseca Santos

Desafio nº 2 – “Sempre quis ser uma história”, palavras obrigatórias por ordem inversa

Um tanto insano

Tanto ele tentou,
que tento ganhou,
tão atentado, tentando atestar
algum tema qualquer.

Tanto pescou trevas
no topo mais terminante 
que travou muitas trovas
mente tonta incessante.

Tanto palavreou tonturas,
assombrosas telas cruas,
terminadas estranhas, tão inseguras
trevorosas palavras, terminadas nuas

Tanto enlouqueceu,
tantas poesias tão belas,
terminantemente esqueceu,
trancadas em tantas celas.

Tanto pagou,
tramando pelo trato....
Perdido, trancado
pela tranca mais tenebrosa

Tanto morreu,
todos os trevos buscando...
Terminou desaparecendo tudo.
Sorte, tanta morte escondeu.

Poeta mais ou menos culto, 15 anos, Nova Friburgo (RJ), Brasil

Desafio nº 61 – palavra sim, palavra não começada por T

O teatro

Ontem à tarde, na oficina de teatro, preparámos um espetáculo que não agradou ao público. As pessoas não gostaram da peça. Não aplaudiram, gritaram.  Não chorámos, porque somos corajosos. Nunca nos enganámos. Nãocompreendi por que é que as pessoas nãogostaram. Se calhar não estavam atentas. Se calhar o espetáculo não era bonito. Talvez o cenário não fosse giro. Não fiquei contente!Nãonão foi fácil! Não percebi! Não é mesmo nada simples conquistar uma assistência!

Turma de CE2 (3° ano) da Secção Portuguesa do Liceu Internacional, Polo do LI, França, alunos da professora Conceição Escórcio, orientados pela professora Isabel Pereira da Costa

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

26 junho 2014

P 287 – 26 Junho 2014 – Desafio nº 67 – Isabel Lopo

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Pr'a desencalhar...
Espreitei pela janela
à hora de ele passar.
Pus uma flor ao peito
à espera do seu olhar...
Mas nada surtiu efeito,
resolveu não aparecer
e eu ali no parapeito
condenada a sofrer...
É que nem a carochinha
passou tal humilhação,
pois pr'a não ficar sozinha
lá caçou o João Ratão...
Sentindo apenas despeito,
comecei-me a desenfeitar,
e eis que surge o eleito
que me pede pr'a casar.
Não era nada de jeito...
Mas serviu pr'a desencalhar...

Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Desafio nº 67 – 8 palavras com EIT