31 julho 2014

Programa Rádio Sim 312 – 31 Julho 2014

OUVIR o programa! 


Ouvir no site da Rádio Sim

A criação dos sentimentos
Pairavam outrora no ar, revoltos, ao sabor do vento, eram expressões difusas nunca completas sem um corpo que lhes desse forma, um nome, um alimento.

Um dia, no jardim do Éden, cruzaram-se dois olhares. Surpresa! Curiosidade! Atracção!!! Lentamente se aproximaram, até que de tão próximos, tão intensos, fecharam-se os olhos e estreitaram-se os corpos num abraço imenso. Nunca até aí, se vira algo assim. Intuindo a oportunidade, entraram neles os sentimentos!

Deliciados, fundiram-se nos corpos, mútua, demoradamente...



Luís Marrana, 52 anos, Oliveira do Douro - 
Desafio nº 42 – frase com 5A5E5O3I e 3U, que dá o mote



Bem longe

Bem longe,
um pequeno ponto
ainda nítido no horizonte
perdido de cores e sombras.
Espaço ou luz? Flor ou aroma?
Apenas poalha dourada de ar e sal,
reflexo da manhã nascido na profundidade das ondas
na frescura azul e escura dessa planície mais bela
em que o mar se converte por dentro do olhar.
Vejo-o vogar sem pressas, não sei se hoje, ontem ou amanhã
aquele que não teve nome, apenas alma, no desfraldar da sua vela.

Paula Coelho Pais, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras


Foste tu

Foste tu.
Foste tu, amigo,
que me levaste contigo,
e me ensinaste a sonhar...
Foi contigo que aprendi a voar,
e a teu lado conheci a vida,
e a teu lado nunca me senti perdida...
Contigo, eu atravessei a noite para ver as estrelas.
Contigo, eu vi o mundo e toda a sua imensidão.
E também aprendi que a liberdade é das coisas mais belas,
e que é junto a ti, Pai, que a trago no coração!

Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa 
Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras
Insana sou
Por viver continuamente
Na penumbra desse olhar.
Carregas a profundidade do abismo,
Porque no abismo estou: sozinha, despedaçada
Quebrada e estilhaçada em meio de cacos.
Apunhalei-me vezes sem conta, desferindo, alguns, golpes cruéis
Sem um motivo que sustentasse a razão do porquê,
Apenas com o dom de curar falsamente uma alma machucada.
Refugiei-me do mundo, e no mundo perdi o direito de viver
Ai, ninguém compreende o que fiz nem o que senti, insana sou!

Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto 

Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras

Ilusão

Acordei cedo.
Invisível, mas acordei.
Mansamente, soprei-lhe ao ouvido.
Oportunidade única para me aproximar.
Tanto gostaria de reatar laços desatados!
Pousei-lhe terno e frágil beijo no pescoço.
Estremeceu, tocado por essa brisa imaterial, levemente soprada.
Foi como música que lhe fez dançar as emoções.
Sonhei ou delirei quando flutuámos, ambos, nas nuvens de seda?
Atravessámos fronteiras, entre o céu e a terra, e acordei definitivamente.

Tão amarga se tornou a fantasia, em fumo se desfez minha ilusão!

Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira 
Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras


As saudades

As saudades
São só tuas!
E perdida me enfeitiço
Na loucura desse adeus silencioso
Que em mim insiste em viver.
Já nada consigo escrever, porque sem ti
Nada sou, e quando contigo estou desconheço-me, reconstruo-me.
É fácil, talvez demasiado simples: ficas comigo ou morro!
Palavras incertas, precárias de um coração sem esperança e convicto.
E perdida continuo nas saudades desta loucura desmedida de quem vive
No amor e com ele, com amor e sem ti, reflito dolorosamente!

Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto
Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras

Tenho pressa

Tenho pressa.
Pressa de viver.
Sinto o tempo fugir.
Mal começa, o dia acaba.
Mais um dia sem ser eu.
Fazendo o que não amo e sonhando.
Sonhando com o que amo e não faço.
E mais um dia percorro, sentindo-o vazio, sem graça.
Falta-me coragem de rodar a baiana, dizer o que penso.
Apaixono-me pela vida, mas sou cobarde demais para viver esse amor.
Assim, o tempo vai fugindo, eu correndo, e a vida me esquecendo.

Quita Miguel, 54 anos, Cascais

Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras

Sem te dizer tudo, digo-te muito

Sem o primeiro do conjunto que tem fim em «Z», um texto sugeriu sensível mulher, que se escrevesse. Ui! Difícil. Terrível mesmo. Novelinhos e novos novelinhos no entendimento e tudo fugidio. Por fim:
Tu sempre longínquo de mim. Eu invoco-te com um grito silencioso e inocente, profundo, sem fim, pois o eco devolve-me o teu silêncio e o meu tormento… (persiste).
Entendi tudo. Como resistir e sorrir? Sinto-me infeliz, como seguir? Sem te dizer tudo, digo-te muito.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Acorda

Acorda agora.
Abre os olhos
Ergue os braços devagar,
Como quem eleva uma prece.
Este sol, que preenche o olhar,
Inunda o teu ser de luz, cor,
Aquece a alma, derramando o azul neste mar.
Baixa os braços e  pousa  teu olhar no horizonte
Estou aqui!, vem de mansinho, vem por entre os dedos,
Vem tecer os meus sonhos, no verde debruado dos meus olhos.
Acorda… olha em frente, segue teus passos, a vida segue lá fora.

Noémi Reis   

Desafio nº 71 – frases de 2 a 12 palavras

30 julho 2014

Programa Rádio Sim 311 – 30 Julho 2014

OUVIR o programa! 


Ouvir no site da Rádio Sim

Faminto...
Biscoitos de aveia com leite, 
Cafezinho, algum chá,
Torradas quentes com manteiga,
Mmm, quero é lanchar já! 
 
Está toda a gente convidada,
Para se quiser aparecer,
No maior lanche da parada,
E onde é tudo para comer!  
 
Vai ser muito divertido,
Tudo parece uma delícia,
Só não sei se haverá médicos  
Para curar as dores de barriga! 
 
Acho que é melhor não virem, 
Estou a ficar esfomeado
E faminto como eu estou, 
Como amargo, doce e salgado!

Joana Peres, 12 anos, Castro Verde 

EXEMPLOS - desafio nº 71

Momentos de tensão
Na praia
Fazia lindo sol.
Vontade de  passeio diferente.
Saem, pegam ônibus. Ponto final!
Lá, para até praia chegar, moto-táxi!
Pegar ou largar, única opção para chegar!
Sessenta cinco anos na "garupa", sobe na moto.
Era sua primeira vez naquela situação – velha de moto?
Pobre motoqueiro, por uma semana no mínimo, certamente, lembrará dela!
De medo, ela tentava dirigir, frear, girando o pescoço do infeliz!
Ela venceu medo, chegou à praia, curtiu dia, mas precisava ainda  voltar!
Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Uma brisa
Uma brisa
Fresca no horizonte
Uma aragem e vento
Que nos toca e verga
Começo agora a senti-la mais forte
É robusta, revolta, sonora, fria e atlética.
O cheiro a maresia intensifica-se e o Sol
Esse, deixa-nos por momentos dando lugar a nuvens baixas.
Ao fundo, um barco à vela veleja sem notar alteração.
Por fim, contemplamos este quadro diferente, pintado de fresco: cenário real!
Vale, pois, a pena o cortejo do alegre passeio mágico, místico, matinal.
Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa

Um encanto
Que ideia!
Há pessoas fabulosas
Tanta criatividade e sabedoria
Exalam o perfume das rosas
E transmitem paz, luz e alegria
Com elas o mundo sorri, é diferente
Tenho por elas respeito, admiração, e amizade ardente
Venham conhecer a nossa brilhante escritora, Margarida Fonseca Santos
As 77palavras, os desafios, os seus exemplos, os seus contos
Aqui aprende-se muito e minha boca fica aberta de tanto espanto
Eu por mim estou rendida, são um contentamento, são mesmo um encanto
Maria Silvéria dos Mártires, 68 anos Lisboa

O amor encontrou-me
O amor
Será ele complicado?
Quando será ele suficiente?
Como saber quando isso acontece?
Todas essas dúvidas surgem em catadupa.
Quantas mais dúvidas surgem, mais parecem surgir
Não sei o que é o amor verdadeiro.
Será aquilo que sinto em mim amor de verdade?
Desisti de o entender, desisti de o encontrar. Desisti, chega.
E de repente tudo mudou, agora sei que não precisava procurar.
O amor encontrou-me a mim, sempre esteve comigo. E trouxe-te como presente.
Paulo Renato, 39anos, Maia

Acorda agora.
Abre os olhos
Ergue os braços devagar,
Como quem eleva uma prece.
Este sol, que preenche o olhar,
Inunda o teu ser de luz, cor,
Aquece a alma, derramando o azul neste mar.
Baixa os braços e pousa  teu olhar no horizonte
Estou aqui!, vem de mansinho, vem por entre os dedos,
Vem tecer os meus sonhos, no verde debruado dos meus olhos.
Acorda… olha em frente, segue teus passos, a vida segue lá fora.
Noémi Reis, 44 anos, Funchal

Éden
Tinhas chegado.
O teu sorriso,
a tua pálida etiqueta,
o tom seco, distante, marcial
que parecias ter preparado no regresso
tinham surtido efeito: dei-te as minhas costas,
o meu silêncio embargado, mesmo assim, um silêncio,
cavo, pétreo como as vagas da Boca do Inferno,
em que nos revi, milhões de anos atrás num Paraíso
em que até os insectos nos traziam tranquilidade, o tempo ameno,
Deus vagueando pelas sombras… e agora, o desterro, o abocanhar a terra!!
Jaime A., 50 anos, Lisboa

Tenho pressa.
Tenho pressa.
Pressa de viver.
Sinto o tempo fugir.
Mal começa, o dia acaba.
Mais um dia sem ser eu.
Fazendo o que não amo e sonhando.
Sonhando com o que amo e não faço.
E mais um dia percorro, sentindo-o vazio, sem graça.
Falta-me coragem de rodar a baiana, dizer o que penso.
Apaixono-me pela vida, mas sou cobarde demais para viver esse amor.
Assim, o tempo vai fugindo, eu correndo, e a vida me esquecendo.
Quita Miguel, 54 anos, Cascais

As saudades
As saudades
São só tuas!
E perdida me enfeitiço
Na loucura desse adeus silencioso
Que em mim insiste em viver.
Já nada consigo escrever, porque sem ti
Nada sou, e quando contigo estou desconheço-me, reconstruo-me.
É fácil, talvez demasiado simples: ficas comigo ou morro!
Palavras incertas, precárias de um coração sem esperança e convicto.
E perdida continuo nas saudades desta loucura desmedida de quem vive
No amor e com ele, com amor e sem ti, reflito dolorosamente!
Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto

Insana
Insana sou
Por viver continuamente
Na penumbra desse olhar.
Carregas a profundidade do abismo,
Porque no abismo estou: sozinha, despedaçada
Quebrada e estilhaçada em meio de cacos.
Apunhalei-me vezes sem conta, desferindo, alguns, golpes cruéis
Sem um motivo que sustentasse a razão do porquê,
Apenas com o dom de curar falsamente uma alma machucada.
Refugiei-me do mundo, e no mundo perdi o direito de viver
Ai, ninguém compreende o que fiz nem o que senti, insana sou!
Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto

Foste tu.
Foste tu, amigo,
que me levaste contigo,
e me ensinaste a sonhar...
Foi contigo que aprendi a voar,
e a teu lado conheci a vida,
e a teu lado nunca me senti perdida...
Contigo, eu atravessei a noite para ver as estrelas.
Contigo, eu vi o mundo e toda a sua imensidão.
E também aprendi que a liberdade é das coisas mais belas,
e que é junto a ti, Pai, que a trago no coração!
Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Bem longe,
um pequeno ponto
ainda nítido no horizonte
perdido de cores e sombras.
Espaço ou luz? Flor ou aroma?
Apenas poalha dourada de ar e sal,
reflexo da manhã nascido na profundidade das ondas
na frescura azul e escura dessa planície mais bela
em que o mar se converte por dentro do olhar.
Vejo-o vogar sem pressas, não sei se hoje, ontem ou amanhã
aquele que não teve nome, apenas alma, no desfraldar da sua vela.
 Paula Coelho Pais, 53 anos, Lisboa

Adormecida... sonhava!
Viajava sobre nuvens.
Sentia-se um pássaro livre!
De repente algo estranho passara...
Deixou de ver o céu azul.
As nuvens tinham deixado de ser brancas...!
A luz vinda do Sol, tinha desaparecido totalmente!
Sentia-se perdida... tudo escurecera, não conseguia distinguir as cores.
Lembrou-se da noite, era escura.. por vezes fria e silenciosa!
Abriu os olhos, mal podia enxergar, era muito brilho a incidir...
O céu estava coberto de estrelas, brilhavam na noite calma e sonhadora!
Prazeres Sousa, 51 anos, Lisboa

Eu sei
Que a vida
Não foi nunca moleza 
Entretanto, pude receber Ajuda Divina
Tudo ficou muito mais leve, felizmente!
Pude ser amada, corrigida, chamada e enviada
Pelo Senhor da minha vida, o Eterno Amor.
Hoje, feliz em meu lar interior e exterior, agradeço:
Ó Deus da vida, sou grata e abençoada ao Senhor...
Tudo em mim seja para a maior glória divina! Assim seja!
Rosélia Bezerra, 59 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Brincando Com as Palavras
Vão duas…
E agora três…
Este desafio é tramado.
Nesta frase vou escrever cinco.
Parece que se está a compor.
A Margarida puxa mesmo muito por nós.
Sem dó nem piedade, vai magicando os desafios.
Depois, como se nada fosse vai à Rádio SIM,
Lança de novo os dados “obrigando-nos” a brincar com as palavras.
Quem participa uma vez, dificilmente deixa de o fazer, é viciante.
Pronto! Brinquei novamente com as palavras será que resultou? A Margarida dirá…
Isabel Branco, 53 anos, Charneca da Caparica

Ilusão
Acordei cedo.
Invisível, mas acordei.
Mansamente, soprei-lhe ao ouvido.
Oportunidade única para me aproximar.
Tanto gostaria de reatar laços desatados!
Pousei-lhe terno e frágil beijo no pescoço.
Estremeceu, tocado por essa brisa imaterial, levemente soprada.
Foi como música que lhe fez dançar as emoções.
Sonhei ou delirei quando flutuámos, ambos, nas nuvens de seda?
Atravessámos fronteiras, entre o céu e a terra, e acordei definitivamente.
Tão amarga se tornou a fantasia, em fumo se desfez minha ilusão!
Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira 

Olha Ela!
Quem és tu?
Uma ruga, olhos meigos,
duas mãos, dádiva sem dono,
sorriso franco de quem ama verdadeiramente.
Quem és para além do que vejo?
És a porta da mulher que soubeste despertar.
Por fim, aceitaste os saltos altos, as pernas bonitas, 
os seios apetecíveis e perduraste a ternura fresca de criança.
Por fim, aceitaste os olhares no teu corpo, os desejos emancipados;
pé ante pé foste crescendo como mulher e amante e choraste, admirada!
Rosa Maria Moreira, 46 anos, Mealhada

Verão
Ele chegou.
Ela despiu-se, célere.
Ele beijou-lhe o rosto.
Ela deitou-se na areia molhada.
Ele demorou-se no corpo nu estendido.
O mar chamou-a e ela levantou-se, indolente.
Caminhou, mar adentro, e molhou o corpo quente.
Deixou-se abraçar pela espuma e namorou as ondas rebeldes.
Regressou, olhou-o através dos óculos escuros e entregou-se toda inteira.
Ele prolongou o beijo e inventou carícias, a pretexto do frio.
Que bom é sentir o sol, num dia preguiçoso deste imprevisível verão!
Ana Paula Oliveira, 53 anos, S. João da Madeira 

É Verão!
Descalço os sapatos,
Caminho sobre a areia,
Melhor, corro...porque me queima.
Um ano ansiando por esta liberdade
Mergulho no mar e desaguo noutra eu.
Não tenho pudores nem qualquer medo de SER
Adormeço plena das minhas convicções, estou transparente e confiante.
Encanto-me no AGORA sabendo ser ele que constrói o futuro.
De repente acordo, as férias acabaram, sinto-me revigorada, capaz do impossível
Regresso ao trabalho! A rotina não roubará o lugar que conquistei: EU!
Vera Viegas, 30 anos, Lisboa

Esta corrida
Esta monotonia impregnada
Esta revolta sem fim
De quem já foi alguém...
O passado é uma memória presente
Porque em mim existe um impulso incontrolável
Para fazer justiça no alívio da constante dor.
Se eu pudesse, se me fosse permitido, deixava-me levar
Pelos meus pensamentos e, neles afundava a minha insatisfeita alma
Cravava bem fundo na pele, já marcada, massacrada, maltratada aquele punhal
Afiado que, quando em minhas mãos, tem o dom de me anestesiar!
Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto

Um dia,
Um dia alegre,
alegre, talvez como hoje, 
Nunca se sabe o futuro.
mas o Gato Barbudo sabe bem.
Ele é vidente, o vidente da aldeia.
Nesse dia, Gato Barbudo tropeçou no seu futuro.
Os seus bigodes deram voltas e reviravoltas de admiração,
era a gata mais gatona que lhe apareceu aos olhos.
O Gato Barbudo nem acreditava na sua sorte, que grande gata!
A partir desse dia, por precaução, passou a ser um grande gatão!
Maria João Teixeira, 10 anos, Mealhada

Momento
Chegada inesperada!
Caminhos lentamente cruzados.
Entrada na minha vida.
Atrevida, arrojada no entanto decidida.
Instante após instante, momentos ansiosamente vividos.
Seremos a nossa maior descoberta? Nunca saberemos!
Esperar o momento perfeito ou torná-lo perfeitamente inesquecível?
Aproveitar, fruir, saborear, gozar, deliciando-se e vivendo tudo incansavelmente.
Não nos entrelaçamos por mero acaso, um sentido será encontrado.
Hoje, amanhã, um dia… Um único dia de liberdade e felicidade.
Desfazer esta angústia, o que somos e o que gostaríamos de ser!
Cristina Carvalho, 45 anos, S. João da Madeira

Poeta Atleta
E fui. 
Corri rua fora. 
Segui-a pelo desespero adentro. 
Não corresse tanto, a inspiração. 
Teima em fugir loucamente dos poetas. 
Dói-lhe a fobia às folhas em branco. 
Crueldade pura de quem gosta de ver sofrer. 
Expiro e espero pela outra fase da minha respiração. 
O ar que inspiro são letras, mas corre depressa demais. 
Nem que morra sufocado por não escrever mais palavra que seja. 
Desisto, assim a inspiração volta por já não ter de quem correr. 
Gonçalo Gil, 17 anos, Lisboa

É amanhã!
É já amanhã!
Ou será antes hoje?
De repente já não sei.
Mas não me cansei de pensar!
Há tanta emoção, cá dentro a saltar.
Só de imaginar, como poderá ser o seguinte
e já tão próximo, mas ainda assim tão longínquo,
o de certo, como sempre, magnífico desafio da nossa Margarida.
Sempre pronta a pôr-nos a suar, para as 77 palavrinhas encaixar!
E aqui estou eu, a tentar versejar, para este desafio poder completar!
Liliana Macedo, 15 anos, Ovar

Ainda adolescente.
Nossa querida Shiba.
Tem apenas um ano.
Inesperadamente revelou-se o cio precoce.
De providência, fechámos as eventuais saídas.
Ai, Shiba fez-nos corar, comportava-se muito estranha.
Como um pano movia-se descarada sobre o chão.
No parapeito olhava com ternura para os gatos vizinhos.
Felizmente o cio não durou e recuperámos a bichana gaiata.
Não obstante crescia a presunção obstinada que a Shiba estava grávida.
Num dia, a suspeita foi confirmada, deu à luz quatro tigrados encantados.
Theo De Bakkere, 61 anos, Antuérpia, Bélgica

Um sorriso
Abraça sem desdobrar
As ondas do mar…
E tu, mordes os gestos
E nas palavras encontras a sofreguidão
Do tempo que a alma vai marcando
Como o farol na bruma branca da noite
Perdido entre ventos e os gritos feridos da solidão
Nesse mar de navios e embarcações, de ondas e marés
Cama onde adormecem submersos os sonhos bordados na areia da praia
Partem na manhã seguinte deixando o teu o nome gravado na pele 
Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

Recíproca Dedicação
Foste tu!
Foste sempre tu!
Num carinho sem igual
Que me lambias as feridas,
Quando o mundo inteiro me abandonava.
Hoje, velhinho, mas companheiro de uma vida,
Sustento-te eu, em meu regaço envolto de carinhos.
Nada do que foste poderá jamais cair no esquecimento…
Nossos caminhos cruzaram um dia e da empatia nasceram afectos.
Afectos, que ainda carregaste, meu amigo, no teu já penoso cambalear
Tua vida terminou, porém, a nossa história, jamais será deitada ao abandono.
Graça Pinto, 56 anos, Almada

Dor por acabar
Que bem!
Dera o meio-dia.
O banho por tomar.
O cabelo engorovinhado por lavar.
A dor por acabar, sem amainar.
Os amigos a chegar, outros a abalar.
Uma azáfama dos diabos, parecia dia de festa.
Soubesse eu de antemão, teria feito uns panadinhos recheados.
E comprado de que beber, tanto povo, aqui, sem sustento!
Dirão eles que falta tudo: aperitivos, uma aspiradela, nem relógio pus.
E o senhor padre à nossa espera, bem sentadinho, na capela mortuária.
Maria Miguel Silva, 21 anos, S. João da Madeira

Acalentando sonhos
Ideia solta
Ia e vinha
De mansinho tecendo ternura
Acalentando sonhos há muito olvidados
A deslizar na fugacidade dos dias
Sem surpresas, sem espanto, total e espontânea
Simples como o fluir da vida na natureza
A acontecer em cada sonhar e acreditando no despontar
Despida de mágoas, preconceitos, a ideia surge carregada de promessas
Como será o presente de amanhã? Que novos venenos, estigmas, incertezas?
Vai oferecendo alegria ao presente, que reaprende hesitante o sorriso, o sonho.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

As lembranças
As lembranças
Imperam nesta alma
Destinada a sofrer intermitentemente.
Os corredores da memória demonstram
Ser intermináveis, pois cada recanto meu
Pertence-te, e se acorrentada estou em ti
Ao início volto: envolta nas tuas palavras salvei-me!
Aconchegada no teu virtuoso abraço reorganizei a minha vida!
E, nesse repentino início insisto em viver, perdida e esquecida
Por quem um dia escolhi amar! Macabro o destino decidiu mudar-me,
Tomou posse do meu ser e, agora, apenas lamento se desejo morrer!
Ana Sofia Cruz, 16 anos, Porto

Estou aqui
desesperando tua chegada.
à tua espera, deitada
Acabei adormecendo sem te ver
sorrindo-te, mesmo assim, no meu sonho,
sem saber se me dás teu mundo.
E no meu silêncio fiquei dormindo não descansada
para acordar de manhã meio sonâmbula, torta e atordoada.
Não estavas ao meu lado. Triste chorei de manhã, desconsolada:
com lágrimas correntes desesperei, magoada, muito estranho todo esse meu dia
para sorrir, finalmente, quando chegaste com muitas flores, como que por magia.
Carlos Alberto, 60 anos, Seixal

Observância Casual
Chegou um.
Surgiu mais outro.
Foram vindo muitos mais.
Eu, ocasionalmente, estava à espera.
Na mira dalguns amigos doutra latitude.
Que vinham tristes de outras prometidas terras.
Entrementes, prendeu-se-me a atenção naquela rara, exótica trupe.
Baixinhos, iguais, risonhos, cabelos hirtos, rosto achatado, olhos miúdos.
Cordatos, educados, enfileirados, etiquetados, curvando-se à direita e à esquerda.
Japoneses, inequivocamente, lá seguiram a guia, de máquina fotográfica a tiracolo.
E eu, naquela expectante situação, aguardando os amigos de aquém e além-mar...
Elisabeth Oliveira Janeiro, 69 anos, Lisboa                                                                     

Um dia
Um dia,
Encher-me-ei de coragem
E deixarei para trás
O que me faz infeliz.
Desesperadamente, partirei à tua procura, Pasárgada.
Estou cansada de tanta injustiça e bandidagem.
Do poder do dinheiro, dos títulos, dos conhecimentos.
Dos interesses pessoais, favores, prendas, mentiras, jogos de poder.
Ó Democracia, o que é feito de ti? Nasceste morta?
Permites que a dignidade humana seja comprada por uns trocos sujos…
Encontrar-te-ei, terra abençoada, Utopia tornada realidade, onde um dia, finalmente, serei feliz!
Margarida Leite, 45 anos, Cucujães

Saudade
"Amo-te tanto".
Coras, sem jeito.
Ternura maquilhada de rugas.
Assim te conheço desde sempre.
Sorriso rendilhado, humilde, coração de paz.
Dizes: “És a luz dos meus olhos.”
Beijo as maçãs rosadas do teu rosto, deliciosas.
O teu corpo verga-se com o peso da vida.
Depois de almoçar cochilas, no sofá relho, mas antes perguntas.
“Ó lobo tás bem”, respondo logo de seguida (sei de cor).
“Sim, barriguinha cheia e pé dormente, não há coisa que mais contente.”
Ana Diniz, 53 anos, Almada

Sem amor
Pois foi.
Chegaste e abusaste.
Nunca me permitiste opinar.
Usaste-me como esfregão, sem dó.
E eu tão tola, tão apaixonada.
Ainda não entendo como me enfeitiçaste assim.
Porque será que o amor nos deixa incautos?
Como é possível perder o norte, tornar-se barco perdido?
E, no entanto, tenho saudades de te amar: a ti.
Porque sem amor sou também um barco sem rumo, abandonado, naufragado.
Nesta ausência de amor as cores da vida deixam de o ser.
Maria José Castro, 54 anos, Azeitão

Assim ficou.
Bem, acho eu.
Tu, como sempre, sorris.
Eu, continuamente, devolvo-te o sorriso.
E assim voltamos juntos ao passado.
Um passado recente que já vai longe.
Ainda bem, porque quero voltar ao presente rapidamente.
Quero voltar a poder sorrir e receber um sorriso.
Tudo está diferente do que era antes, mas tudo bem.
Estamos perto de uma reaproximação e podemos recuperar o tempo perdido.
Tempo esse que já não volta, mas agora... agora tudo assim ficou.
Maria Luísa Barros, 15 anos, Porto

Só eu
Só eu e...
Dói a tua ausência.
Os nossos corpos envoltos
Na virgindade dos lençóis revoltos
Daquela noite que foi só nossa.
E dói porque foste embora sem som,
Sem aquele beijo doce das manhãs amantes.
Naquele dia, o café respirou na cafeteira irrequieto;
As torradas inibidas teimaram em não sair da torradeira.
E eu... eu esperei pela tua presença que nunca chegou.
Aquela mesa -  do passado – espera por um presente que não chega.
O meu corpo envelhece com uma vontade do teu que não aparece.
Arménia Madail, 56 anos, Celorico de Basto

Outros Tempos
Vou contar:
Uma história curta.
Passou há muitos anos.
Numa terriola perdida pelo alentejo.
Uma pobre mulher, vivia no monte.
Tinha uma grande família e muito trabalho.
Vinha à aldeia comprar mercearias, transportava-as à cabeça.
No braço, o cesto da meia, fazia-a pelo caminho.
Preso no xaile, às costas transportava o filho ainda bébé.
Certa vez, a meio do trajeto, sentiu falta de qualquer coisa.
Pois, havia que ver, esquecera-se do gaiato encima do balcão do Albano!
Rosélia Palminha, 66 anos Pinhal Novo

A cor do amor
Estavam assim
Olhos nos olhos
Perdidos numa conversa muda
Onde o silêncio tudo diz
Ele desafiou, sem hesitar ela aceitou
Saíram de mãos dadas esquecendo o mundo
Seus caminhos tinham-se cruzado quando já tinham desistido
Sem querer, sentimentos profundos nasceram onde outros outrora existiram
Trazendo uma nova cor, um novo brilho às suas vidas
Alheios a comentários, partiram deixando apenas as pegadas marcadas na areia
Pois quando se ama não tem importância a cor da nossa pele.
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Amigas de Infância
Seria possível?!
Sim, era ela.
Estava um pouco diferente.
Talvez porque estava mais velha!
Mas tinha a certeza, era ela.
Os mesmos traços suaves, o cabelo loiro...
E o inconfundível sinal castanho junto ao nariz.
Passaram tantos anos, que duvidava se lhe devia falar.
Duvidava ainda mais que se recorda-se dela, passaram tantos anos!
Morreria de vergonha se lhe fosse falar e ela não a reconhecesse.
Antónia? – ouviu chamar –, és mesmo tu?, há quanto tempo, não me reconheces?!
Carla Silva, 40 anos,  Barbacena, Elvas

Olá amor!
Sei. Perdi-te, ontem.
Como foi possível deixares-me?
(Terei sido eu, em cegueira?).
Não sei. Neste momento, estou desorientada.
Alimentei um amor visceral, incondicional e indestrutível.
Achara assim. E de repente, surge outro amor.
Legítimo. Esperado. Não o entendeste deste modo e afastaste-me.
Independentemente da minha dor; destroços observados, seguiste sem me olhar.
Não percebeste. O amor não é exclusivo. Porque não falaste comigo?
Explicar-te-ia; compreendo, aceito o teu outro amor. Não são incompatíveis. Sê feliz.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

Vi-o hoje.
Parecia muito cansado.
O vil tempo abateu-o.
Não teve piedade do coitado.
O tempo não escolhe nenhum ser.
Nem árvores que usam a inteligente serenidade.
Só o pó persiste talvez pela inútil qualidade.
O tempo, na verdade é um relógio, máquina macabra,
Que fere a vida sem regulação superior e sem mentor.
O homem, na verdade, só na matéria foi vencido pelo tempo,
Na memória, da gente, é o homem que foi e todos conhecem. 
Constantino Mendes Alves, 56 anos, Leiria

Sou honesto! 
Tenho que admitir! 
Não tenho um amigo! 
Muitos conhecidos na minha vida. 
Mas ninguém a quem chamar, amigo! 
A verdadeira amizade exige respeito e confiança. 
Respeito pela diferença de opinião e de personalidade. 
Na amizade, havendo respeito e confiança não há conflito. 
O melhor critério, numa relação de amizade, é a aceitação. 
Quando não existe e a divergência surge, dá origem à discórdia. 
No exato momento em que a discórdia se instala, emerge a inimizade.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Acontece 
É assim
O amor acontece.
Como um evento casual
Um fato normal, quase assim.
Chega de leve, subtil, logo apetece.
Qual brisa que acorda, sacode de leve.
Aponta um caminho, e rouba a calma afinal.
Pois que o amor, quando chega, logo se instala
Na mente, na sala, em todo lugar está, é omnipresente.
Então é sem salvação, sem recuar, é tudo e tão somente.
Resta o apreciar, viver, sem culpa, e se entregar, pois que acontece.
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Queria-te assim.
Ao meu jeito…
Apenas e só meu.
Cuidei que assim podia ser.
Recusei ver as diferenças que machucavam.
Reinventei alguém que apenas existia em mim.
Quando dei conta, percebi o que te prendia.
Vieste apenas pelo supérfluo que existia ao meu redor.
Para ti nada valia a ternura, os beijos, o amor…
O meu mundo não se fazia do que preenchia o teu.
Não valia a pena viver uma história, que nunca seria a dois…
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

É óbvio.
É bem claro.
É fácil de perceber.
É consequente, extremamente perceptível, coerente.
É só usares lógica e razão.
É tão simples como saltar à corda.
É juntar dois mais dois e tens quatro.
É límpido como água e escorreito como a verdade.
É de uma clareza que por si própria se impõe.
É tão cristalino e transparente que se pode até tornar desconcertante.
E não é sequer novo ou ambíguo, apenas quero poder chamar-te «Amigo»
Maria Teresa Meireles, 53 anos, Vila Nogueira de Azeitão

EL ADIOS
Vida mía
Me marcho hoy
No sé cuándo volveré
Ni tampoco si me esperarás
Solo sé que te levaré conmigo
Aquí, en mi despedazado e pobre corazón
Sé que suspiraré por ti todos los días
E que tu cariño será lo que me dará fuerzas
Me gustaría que me dedicaras un poco de tu tiempo
Que te importara el bastante para escribir a contarme que pasa
Me despido ahora deseando que no me olvides e que aguardes mi regreso
Carla Silva, 41 anos, Barbacena, Elvas

É simples.
Sair de casa.
Tão apenas e só.
Não é preciso mais nada.
Deixar as malas e esperanças complicadas,
que nos impedem de partir quando precisamos
e não deixam sentir a beleza da chuva,
capaz de ser colo também, se assim a entendermos.
Porque é nessa complexa singeleza que nos enche de fé,
nessa imensa luz que nos transporta sem peso a outras dimensões,
que se encerra toda a alegria de sabermos quem somos nesta vida.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 54 anos

Foi assim:
Encontrei a Estela
Num dia de sol.
Decidimos ir caminhar na areia
E fomos para uma praia próxima.
Havia tempo que não tirava um dia,
Um dia para só para mim, para descontrair.
Falámos disto e daquilo, recordámos histórias de infância incríveis!
Caminhámos, descalças na areia molhada, cantando a nossa canção preferida:
“That's What Friends Are For”, cada vez ríamos mais, completamente desafinadas!
Foi uma tarde fantástica e recarregámos baterias para iniciar a nova semana!
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

És meu!
Meu doce menino…
Filho querido, amado, desejado.
Embalo-te, dou-te carinho, amor, doçura.
Seguro na tua tenra pequenina mão.
Observo cada expressão facial, cada gesto involuntário.
De mansinho, dormes o bom soninho, far-te-á crescer!
Aconchego-te, quero proteger-te da desventura, da penúria, da maldade.
(Sabes, os Homens por vezes destroem o seu próprio caminho…)
O que sinto por ti inunda-me a alma, preenche o coração.
E quando acordares, estarei aqui para te ensinar a ser Homem bom!
Andrea Ramos, 39 anos, Torres Vedras

Olá tia.
Olá, minha linda.
Porque não vieste cedo?
Porque encontrei o primo Zé
Ai sim, e o que disse?
Ele disse que já arranjou um trabalho.
Oh, não acredito, ele é um mandrião nato.
Pode crer, tia, ele jurou que ia arranjar casa.
Ora, está bem, está bem, vai sonhando e espera sentada.
Mas eu tenho esperança que ele mude, talvez com o casamento.
Está bem, querida, eu só espero que os teus sonhos se realizem.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

Setenta e sete
Já ando.
Ela está ali.
Os seus olhos brilham.
Vejo os seus braços estendidos.
Oiço-a a chamar-me dizendo “anda, filho”.
Meu objectivo é chegar ao seu aconchego.
Concentro-me e, embora hesitante, dou mais uns passos.
Ela puxa por mim, bate palmas, ri de alegria!
Alegria que também é minha por ter vencido esta etapa.
“António, anda cá ver, ele já deu sessenta e cinco passos.”
Finalmente, venço, caio nos seus braços e oiço-a dizer “setenta e sete.”
Silvina, Sintra, 45 anos

Como estás?
Tenho saudades tuas.
Agora andas sempre ausente.
Nunca mais nos conseguimos encontrar.
Sei que andas cheio de trabalho...
Mas não arranjas cinco minutos para mim?
Olha que não aceito um não como resposta!
Se me cruzar contigo na rua não te reconheço!
O que achas de combinarmos naquele café perto do jardim?
É um sítio agradável e vendem os bolinhos que tu adoras!
Por favor, assim que ouvires esta mensagem, liga-me ou envia-me um email.
Carolina Constância, 23 anos, S. Miguel Açores

Estou só!
A mãe saiu.
Deve ter ido trabalhar.
O pai foi ao médico.
Ele está doente, está bastante constipado.
Ontem, a mãe deu-lhe leite com mel.
Hoje de manhã, vou à farmácia comprar-lhe remédios. 
De tarde, tenho que levar a cadela ao veterinário.
Ela tem de ser vacinada e depois vai tomar banho.
À noite, vou jantar no restaurante que fica junto de casa.
Hoje é o aniversário da Patrícia e ela convidou-me para a festa.

Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto