30 setembro 2014

Programa Rádio Sim 354 – 30 Setembro 2014

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No site da Rádio Sim

Tantas emoções
A amizade conquista-se de forma subtil,
Abstraímo-nos de toda a ansiedade que nos vai na alma,
Esquecemo-nos da crueldade que preenche o lado mais obscuro do nosso ego,
Repensamos o desejo fútil do querer por capricho,
Renunciamos à fúria da nossa verdade,
Vivemos a paixão e
adicionamos-lhe ainda uma boa dose de ternura.
Tantas emoções que preenchem as profundezas da nossa alma!
Oh, quão vãos são os ressentimentos daquele que nunca sentiu nem amou!
Bem-haja, coração apaixonado!

Agostinha Gomes, 42 anos, Luxemburgo
Desafio nº 45 – emoções por ordem alfabética (nesta caso, baralhadas)

EXEMPLOS - desafio nº 75

Mar e amor
Quanto tempo não via esse meu amigo!
Saudades muitas.
Ele sempre me tranquiliza, muito me acalma.
Olho, vejo:
Suas ondas desordenadas, azuis, esverdeadas, crista branca.
Olho, gosto!
Cada vez que nele me enrosco, vibro!
Muito bom!
Quando nele estou, sinto ainda enorme alegria.
Poderoso amigo!
Intercalo, calminho, morno, àquele com ondas fortes.
Emoção garantida!
Melhor ainda, estar nele com ótima companhia:
Meu amorzão!
Ele sabe me aturar, segurar minhas “ondas”...
Ainda bem!
Mar e amor, perfeita combinação!
Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Pequeno-almoço frustrado
Olho Miss Universo sentada na minha cozinha.
Decido sozinho.
Não há pequeno-almoço sem sumo de laranja.
Para comer?
Ovos perfeitamente escalfados, tiras de bacon estaladiças.
E mais?
Torradas que exibam uma tonalidade completamente uniforme.
– Desculpa, Joel.
Desculpar-se, quer dizer que algo está errado.
Olho-a triste.
– É que, de manhã, só como fruta.
Roborizo, envergonhado.
Como fora possível esquecer a eterna dieta?
Saio apressado.
Aguardo na fila para fazer o pedido.
Regresso feliz.
E, frustrado, descubro que partiu.
Quita Miguel, 54 anos, Cascais 

Minha vida tomou novos rumos miraculosos, inesperadamente
Assim seja!
O que era velho passou para novidade.
Obrigado, Senhor!
Tomo novas direções seguras e, conscientemente, discernidas
Digo: Amém!
O medo transformou-se em confiança no Altíssimo
Alegro-me n'Ele!
Pude tomar decisões, sem arbitrariedade alguma, enfim.
Agradeço somente!
A prudência me faz refletir e ponderar.
Louvado seja!
Sabiamente, vou controlando, totalmente, a minha ansiedade.
Esplêndida alegria!
Vivo muito mais serena sem conflitos internos.
Bem haja!
Sempre bem-vindo Deus em mim!
Rosélia Bezerra, 60 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Estava recapitulando... pois tinha acabado de escrever.
Faltava algo...!
Leu e releu, mais de 77 vezes!
Mas descobriu!!
Faltava a parte importante, como chegara ali...!
Como foi?!
Sentiu um arrepio ao lembrar-se dos medos...!
Que desafio!
Parecia fácil, mas não... tinha que superar!
Era arrebatador...!
Sentia-se capaz de aceitar mesmo estando insegura.
E aceitou!
Começou a escrever a sua primeira história...!
Gerou emoção!
Divertia-se muito, começava e terminava, estava feliz!
E enviou!
Simples histórias em 77 Palavras!
Prazeres Sousa, 51 anos, Lisboa

Obsessão para Escrever
Às vezes sinto falta de escrever: Escrever
... As Histórias.
Bater no teclado sem ver as letras:
sem pensar:
para libertar as emoções escondidas, resolvê-las...
numa proibição:
da mente toldada pelo parasitismo do medo.

Descobrir detalhes:
daqueles que estão disfarçados de qualquer coisa:
coisa nenhuma:
que dói e se inventa não sentir.

Perseguir as linhas espinhosas de vidas presas:
complexos emaranhados.

Vou por aí para contar a mim própria:
As Palavras.
Libertá-las pelos dedos das mãos.
Rita Caré, 38 anos, Carcavelos

Se me quisesses enfeitiçar, bastava um sorriso
Não sorriste...
Se me quisesses imaginar, bastava um sonho
Não sonhaste...
Se me quisesses prender, bastava um abraço
Não abraçaste...
Se me quisesses espantar, davas-me a lua
Não deste...
Se me quisesses amar, bastava um gesto
Não fizeste...
Se já não te inspiro, diz-mo olhando
Não fujas…
Se apenas te amarguro, por favor sai
Não fiques…
Se um dia voltares, talvez não esteja
Não voltes...
Será que valeu a pena ter-te amado?
Não sei...
Acho que nunca o saberei!
Isabel Lopo, 68 anos, Lisboa

Encontro
Menina tímida.
Saúde frágil, educação rigorosa e pouco convívio.
Catorze aninhos.
Vivia numa bonita casa rodeada de jardins.
Alimentava sonhos.
Entretinha-se vendo borboletas de flor em flor.
Pareciam mágicas! 
Para onde iriam elas levar o pólen?
Ficou pensativa.
Curiosa, um dia seguiu a borboleta amarela.
Era linda!
Assim chegou à clareira da densa floresta.
Ficou estupefacta.
Encontrou um rapazinho imóvel alimentado pela borboleta.
Sonho realizado.
Encontrou o Príncipe Encantado, sorriram os três.
Esperaria pelo fim da maldição.
Rosélia Palminha, 66 anos, Pinhal Novo

Fecho os olhos e oiço a Poesia
Que toco
Deslizo no meu pensamento, escorrego num sopro
Que arde
Fecho os olhos e contemplo as letras
Que curam
Consoantes, vogais são rubis e não tretas
Que acalmam
Desço as pálpebras e apago as luzes
É magia
Sou cega na imensidão, olho na escuridão
Mas vejo
Navego nas palavras, flutuo nas viagens letradas
Mas percorro
Caminho sobre as ideias, vagueio nas revelações
Guardo recordações...
Fecho os olhos, escuto Poesia...
Ana Mafalda, 44 anos, Lisboa 

Outono
Chegou o Outono, e as primeiras chuvas
Saboreio uvas
Que em Setembro contigo colhi nas vindimas
Poemas rimas,
Escrevo em versos para contar várias histórias
Faço dedicatória
E ofereço-ta perfumada de aroma de rosmaninho
Contigo sonho
E no nosso leito me deito satisfeito
Meu peito
Junto do teu está feliz e contente
Uvas, Outono
Saboreio, guardo algumas para fim de Ano
Outono misterioso
Uvas do nosso vinho do porto famoso
Outono, outono
Está perto o fim Ano
Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

A brincar com as palavras invento histórias.
Histórias sonhadas.
A jogar com as palavras digo verdades.
Algumas dolorosas.
A conjugar as palavras faço apelos urgentes.
Alguns desesperados.
A chorar com as palavras faço catarse.
Despejo dores.
A rir com as palavras faço-te sorrir.
Fico feliz.
A esconder-me nas palavras digo segredos inconfessáveis.
Secretos ficam.
A imiscuir-me com as palavras confesso amor.
Declarações envergonhadas.
A gritar com as palavras proclamo amizade.
Cimento relações.
Quero usar as palavras: sempre!
Maria José Castro, 54 anos, Azeitão

Onde estás tu amor?
Acordei de madrugada, e estiquei o braço.
Estou sozinha.
Levanto-me e chamo: onde estás tu amor?
Não respondes.
Procuro, chamo por este espaço tão nosso.
Amor? Amor?…
Angustiada, não te encontro, onde estás amor?
Não desisto,
Procuro-te, nesta madrugada, com um chamamento desesperado…
E finalmente
Encontro-te, sozinho, dormes, sem dares por nada.
Em silêncio,
Olho para ti, o teu rosto adorado,
repousa sereno.
Então, volto ao nosso leito e descanso.
É madrugada…
Até já, meu querido amor!!!
Sissi, 39 anos, Vila Real

É Outono...
A chuva cai lá fora com força
É Outono!!!
Dias cinzentos, tristes, frios, sonolentos, caseiros, aborrecidos
É Outono!!!
Céu carregado, cor de chumbo, choroso, deprimente
É Outono!!!
Cá dentro, vidros embaciados, luz acesa, silêncio
É Outono!!!
Cheira a chuva, a humidade, a bolor
É Outono!!!
Nada para fazer... apenas olhar a chuva
É Outono!!!
Vou comer batata doce assada no forno
É Outono!!!
Cozo e asso castanhas brilhantes e sadias
É Outono!!!
Tranquilamente, como as castanhas quentinhas...
Zuzu Baleiro, 66 anos, Casa Branca, Sousel

 Tudo igual
Lembro-me que as coisas foram sempre assim
Sempre iguais
Repetimos as mesmas coisas todos os dias
Nada mudamos
Nunca te perguntei porque era sempre igual
Simplesmente seguia-te
Estou cansada de fazer sempre o mesmo
Tu não?
Olho para ti esperando que me respondas
Ficas calado
Teu olhar diz o que preciso saber
Olhas-me apaticamente 
Com o tempo são desnecessárias as palavras
Basta olhar
A resposta brilha nos teus olhos negros
Partimos juntos
Cumprindo a rotina de sempre
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Sofrimento
Habita nela um desespero de muitos anos.
Sofrimento atroz.
Arrastado, "obrigando-a" a inúmeros comportamentos impróprios, inadequados.
Sem fim.
Numa sociedade insensível, olha-os como loucura incurável.
Leitura inevitável(?!).
Talvez!, sem uma observação atenta (Quem? Por quê?)
Frágil. Luta.
Pela vida, sem desfecho, ainda, mas temido.
Ser estranho.
Inexistente, face aos outros em seu redor.
Não compreendem.
Será perceptível a vida em dois "mundos"?
"Cá"; "lá".
Não os acusa. Não se explica. Resultaria?
Foge. Esconde-se.
Sozinha. Nas agressões unicamente internas.
Isabel Pinto, 47 anos, Setúbal

A inspiração é uma senhora muito tramada. É, é... Só vem quando quer e se quiser. Hoje, deixou-me. Penso e repenso e ela sem vir.
– Onde estás?
Canso-me de a chamar e de apelar. E nada! "Estou à tua espera”, digo em pensamento. Aguardo esperançosa. Uma palavra daqui, junto a outra dali. Nada lógico! Estou farta de aguardar, sinto tudo oco. Ó Deus! Preciso urgentemente livrar minha mente da dor. Não consigo!
Desisto, vamos a outro desafio.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Falta tua... 
Há em mim uma falta sem fim,
De ti,
De nós dois, do tempo que passou,
Eterno indagar,
Ao tempo que correu tão breve assim,
Perfeito partilhar
Há em mim doce aroma que restou,
Impresso, cravado,
E cada imagem, sabor, vivo e tatuado.
Há saudade,
Que no peito se agiganta, desagua, derrama
E doendo
Machuca, e a alma de vazio reclama.
De ti,
Da falta que tu fazes que corroendo
Fere coração,
E assim será, sempre, infinitamente. 
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

– O rosto denunciava uma amargura tão profunda.
– Não achei!
– Mas reparaste no seu olhar tão distante?
– Estava distraída!
– Ninguém poderá distrair-se carregando tão grande sofrimento!
– És dramática.
– Leio o que um rosto pode revelar.
– Terás razão!
– Imagina viver a situação que a envolveu.
– Como assim?
– Perdeu tudo quanto tinha e ficou só!
– Só, não!
– Com o marido entravado e sem filhos.
– Deveria morrer!
– Sobreviveu ao desastre que provocou naquele dia.
– É injusto!
– Justo seria apenas morrer ele?
 Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Não quero perder este sentido de surpresa,
de rir.
De olhar como se fosse ainda menina,
de saber
De perceber que o dia é dádiva
e presente
que sentimos nas mãos e no olhar,
para sempre.
E quero mais, quero tentar e aprender,
quero descobrir,
onde voa o açor e a cotovia.
Noite. Dia.
E pressentir todos os cantos do amor,
da amizade,
mágicos lugares, fábulas lendas, talvez já esquecidas,
porém vivas,
na eternidade pura duma flor.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 54 anos

Emprestei a minha saia amarela à Sofia
(Oh não!)
A safada devolveu-ma estragada, no outro dia.
Vou gritar!!!
A fúria que sinto leva-me a pensar:
Quero-me vingar!
A saia já a perdi… (Sofia, Sofia!)
Tento-me acalmar…
Decidida a mudar: da saia fazer calções
(Última moda!)
Perdoar a Sofia? Sim, é o melhor!
(Coração tranquilo!)
Saias há muitas, com uns calções assim…
(Pareço bem!)
Fico gira, realmente! Sou pedaço de gente!
(Feliz, enfim!)
Sofia: amigas até ao fim!
Andrea, 39 anos, Torres Vedras

Pai, deixa-me ir contigo para o campo.
Está bem.
E depois, ensinas-me a semear as batatas?
Sim, ensino.
Eu quero ser um lavrador como tu.
E porquê?
Porque se tu morreres, não comemos batatas.
Pensas isso?
Penso, mas eu não quero que morras.
Sabes, Pai.
Eu também quero ser pai como tu.
Vais ser.
O avô sempre me disse que sim.
O quê?
Que eu seria um lavrador, como tu.
Está bem.
Mas eu, só quero que sejas feliz.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela

A última de 5
Era tarde, e tu nunca mais chegavas.
Onde andarias?
Não fazia ideia mas a impaciência crescia.
Que sufoco!
Chovia cada vez mais, e trovejava também.
Aparece, bolas!
Ligo-te, ouço o telemóvel cá em casa…
Não acredito!
Paciência! Vou-me deitar e ler um livro.
Estou preocupada.
Não me concentro. Teria errado nalguma coisa?
– Cheguei, querida!
Vens até ao quarto, dás-me um presente.
Surpreendida, abro-o.
Oh, meu Deus, nem dava para acreditar!
Abraço-te, fascinada.
E juntos soltamos uma gargalhada!
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

No Nada, Tudo, Muito e Sempre...
Olhou para aquela casa, já sem telhado.
Estaria alguém?
Algumas pedras, nas paredes, pareciam querer soltar-se.
Outras, caídas.
Pelo buraco que já tivera porta, entrou.
Nada, pensou.
Ou, na verdade, estaria ali Tudo, refletiu.
Sim, Muito.
Através da meia janela, viu o mar.
Imensamente azul.
No chão, de musgo e flores, sentou-se.
Respirou fundo.
No que resta desta casa, vivem todos:
O Ontem...
O Hoje, ao qual, estando ali, pertencia...
O Amanhã...
Olhando-se no horizonte de Sempre...
Paula Tomé, 44 anos, Sintra

Eu hoje gostava de ir ao teatro.
Mas sozinha? Não tem piada... tenho de convidar alguém!
Mas quem? Talvez o colega do curso da contabilidade. O Carlos!
Mas, que género de peças preferirá assistir?
Não sei. Nem importa... o importante é ele ir.
Terei dinheiro? É fundamental ter como pagar os bilhetes.
Vou pesquisar...
Hoje está em cena " Romeu e Julieta ".
No Coliseu.
A peça de Shakespeare é muito romântica.
De facto! Nada melhor para almas apaixonadas.

Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Pequeno-almoço frustrado

Olho Miss Universo sentada na minha cozinha.
Decido sozinho.
Não há pequeno-almoço sem sumo de laranja.
Para comer?
Ovos perfeitamente escalfados, tiras de bacon estaladiças.
E mais?
Torradas que exibam uma tonalidade completamente uniforme.
– Desculpa, Joel.
Desculpar-se, quer dizer que algo está errado.
Olho-a triste.
– É que, de manhã, só como fruta.
Roborizo, envergonhado.
Como fora possível esquecer a eterna dieta?
Saio apressado.
Aguardo na fila para fazer o pedido.
Regresso feliz.
E, frustrado, descubro que partiu.

Quita Miguel, 54 anos, Cascais 

Desafio nº 75 – frases de 7 e 2 palavras

Mar e amor

Quanto tempo não via esse meu amigo!
Saudades muitas.
Ele sempre me tranquiliza, muito me acalma.
Olho, vejo:
Suas ondas desordenadas, azuis, esverdeadas, crista branca.
Olho, gosto!
Cada vez que nele me enrosco, vibro!
Muito bom!
Quando nele estou, sinto ainda  enorme alegria.
Poderoso amigo!
Intercalo, calminho, morno, àquele com ondas fortes.
Emoção garantida!
Melhor ainda, estar nele com ótima companhia:
Meu amorzão!
Ele sabe me aturar, segurar minhas “ondas”...
Ainda bem!
Mar e amor, perfeita combinação!
Chica, 65 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 


Desafio nº 75 – frases de 7 e 2 palavras.

No jardim

Algo luzia ao longe. Daniel que naquele momento lanchava calmamente com a sua mãe no jardim, levantou-se curioso. Lançou o seu olhar no horizonte em direção aquela tão ofuscante luz. Finalmente a localizaraLamentou-se, apenas o reflexo de um vidro na relva, nada mais. Perto dali, liderava um latir ofegante. Um cachorrinho lesionado preso num arame farpado, a lacrimejar. O rapaz, destemido, limitou-se a libertar a criatura, que logo se levantou e, como agradecimento, lambeu-lhe a face. 

Liliana Macedo,16 anos, Ovar

Desafio Rádio Sim nº 4 – todos os verbos com uma destas letras O, L ou D (só uma!)

Desafio nº 75

Vamos a um quebra-cabeças?
Venham daí!

A ideia é construir um texto em que a estrutura seja esta:
Frase de 7 palavras
Frase de 2 palavras
Frase de 7 palavras
Frase de 2 palavras
E assim por diante…
...
A última tem só 5 palavras.


Saiu-me assim:
Era já noite, e não te calavas.
Ouvias-me falar?
Não, ou seja, falavas só para ti.
Que chato!
Desliguei-me de ti, encostei a cabeça, adormeci.
Quanto tempo?
Não faço ideia, o sono foi muito profundo.
E acordei.
Acordei com uma dor no pescoço, sozinha.
E tu?
Procurei-te no quarto, na cozinha, no jardim.
Não estavas!
Assustei-me, claro, assusto-me sempre, cheia de remorsos.
Onde andavas?
Encontrei então o papel, dobradinho à entrada.
“Não volto.”
Então, fiquei só a pensar…
Margarida Fonseca Santos, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 75 – frases de 7 e 2 palavras.
EXEMPLOS