30 abril 2015

Programa Rádio Sim 498 – 30 Abril 2015

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


Discussão peculiar
A guerra entre Maria Antonieta e Gertrudes Casquinha vinha dos tempos das avós.
Sempre que se cruzavam tinha discussão. Mas eram muito peculiares. 
E ali estavam.
– Quem ela é, Maria Antonieta a grande mentirosa.
– Minha amiga, quem tem telhados de vidro não atira pedras.
– Amiga!? Vozes de burro não chegam aos céus.
– Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
– Bem prega Maria em casa vazia.
– Onde o tolo perdeu, o esperto aviso colheu.
Zangam-se as comadres...

Carla Silva, 41 anos, Barbacena, Elvas
Desafio RS nº 23 – história de mulheres

Coincidências


Era  vasta a savana com seus odores, seus silêncios, seus sons característicos e selvagens!
Tudo permanecia calmo,  natural, até  surgir um elefante clamando por ajuda.   
Seu filhote tinha pisado um agrafador, caído do nosso jipe. Pobrezito tinha um agrafe na patinha esquerda. 
A culpa era dos intrusos. (Nós)!
Penitenciámo-nos tratando o animal, não só da patinha como também duma tosse seca que o incomodava. Uma tisana de lírios roxos remediou, pois tal como cá, o hospital abarrotava.

Rosélia Palminha, 67 anos, Pinhal Novo

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Terror...

Uma tosse seca abanou aquele conjunto de ossadas bizarras. As raparigas colavam-se ao colchão, escondidas debaixo do edredão, que lhe pesava como se tivessem um elefante em cima. Tamanho era o medo! A situação arrastada deixava-lhes os nervos em franja. A mais afoita tacteou a mesa de cabeceira e agarrou um agrafador, atirando-o ao esqueleto no momento em que ele estendia aqueles braços na direcção delas. Truuuum! Silêncio! Espreitaram e viram um lírio no meio do chão.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 51 anos, Coimbra

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Num corrupio

O agrafador avariado, uma tonelada de folhas,
mais pesadas que um elefante, não havia mãos que chegassem para transportar tudo. Resultado: O esforço que fiz, desencadeou uma tosse seca que só passou depois de ter posto tudo de lado e ir contemplar a natureza admirar os lindos campos de flores primaveris, onde um belo lírio me desafiou a fazer-lhe uma quadra.

Lírio roxo lindo lírio
Nasceste á beira do rio
Amo-te e num corrupio
Aceitei teu desafio

Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Madrugada...

Fria... insone madrugada
Longe, aumentando minha enxaqueca
Sons de uma tosse seca,
Profunda... como se fosse de um elefante,
Alta... retumbante...
Levanto... caminho pelo quarto... deito,
Dormir como? Ah... não tem jeito...
No ar, perfume de um lírio
Doce... nauseante... um martírio,
Mexendo com minha alergia,
Ai que agonia...
Novamente levanto, nariz a arder,
Cabeça a doer,
Pego o grampeador
E, num gesto enlouquecedor,
Quase  grampeio o nariz...
Ufa... foi por um triz...
Melhor tentar dormir!

ania lepp, 43 anos, Porto Alegre – Brasil 

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

EXEMPLOS - desafio nº 89

Agrafo encravado
Uma tosse seca despertou o elefante. Mal-humorado procurou o desaforado que lhe interrompia o sono. Num canto, o agrafador contorcia-se. Um agrafo ficara encravado, dificultando-lhe a respiração.
O elefante, solícito, bateu-lhe nas costas, preparou um chá de lírio, ouvira dizer que era bom para a garganta. Nada. O agrafador estava quase roxo.
De repente, o silêncio. O elefante, zeloso, ainda tentou a respiração tromba à boca, tarde demais, o pobre já partira para o mundo do ferro-velho.
Quita Miguel, 55 anos, Cascais

A mulher comprou um lírio e sorriu à florista. Que lindo embrulho, obrigada! Ouviu uma tosse seca e notou uma espécie de tremor por todo o corpo. Virou-se, a medo, sentindo uma empatia mágica por aquele homem. Reparou que ele trazia um agrafador de grandes dimensões. Ousou pedir-lho emprestado e arranjou uma desculpa. Agrafou um cartão qualquer ao embrulho do lírio. Olhou para os pés e já não via um elefante. Via apenas umas pernas muito fortes.
Paula Dias, 50 anos, Lisboa

À noite, ela não conseguia dormir com o barulho. O som mais parecia um elefante. Cada bramido que ecoava aos seus ouvidos era arrematado por uma série de tosse seca.
Arre!
Num breve minuto dormiu.
Sonhou que trancava nariz, lábios do parceiro, com grampos de um agrafador. Era sua vingança!
Dormiu finalmente. Pena só em sonho!
Ao acordar, fazendo suas atividades caseiras, arruma um lírio no vaso. Esquecera: o parceiro tinha alergia.
Inicia tudo, agora de dia!
Chica, 66 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Pobre terra de homens sem condição humana! 
Lírio não oferece só modelo, mas possibilidade de florir e embelezar os olhos da alma.
Infância, adolescência, vida adulta, velhice, convergência, evolução, amplitude.
O desenvolvimento humano é o que permite admirar a natureza, mais ainda o elefante.
Pobre terra de homens sem condição humana!
Dúvida e conhecimento fazem parte de uma tosse seca, quase crônica do ser humano.
Colado à realidade, contato inventivo com o mundo natural, o agrafador tem a valentia do mundo transformado pelo homem.
Renata Diniz, 39 anos - Itaúna/Brasil
Madrugada...
Fria... insone madrugada
Longe, aumentando minha enxaqueca
Sons de uma tosse seca,
Profunda... como se fosse de um elefante,
Alta... retumbante...
Levanto... caminho pelo quarto... deito,
Dormir como? Ah... não tem jeito...
No ar, perfume de um lírio
Doce... nauseante... um martírio,
Mexendo com minha alergia,
Ai que agonia...
Novamente levanto, nariz a arder,
Cabeça a doer,
Pego o grampeador
E, num gesto enlouquecedor,
Quase grampeio o nariz...
Ufa... foi por um triz...
Melhor tentar dormir!
ania lepp, 43 anos, Porto Alegre – Brasil

Num corrupio
O agrafador avariado, uma tonelada de folhas,
mais pesadas que um elefante, não havia mãos que chegassem para transportar tudo. Resultado: O esforço que fiz, desencadeou uma tosse seca que só passou depois de ter posto tudo de lado e ir contemplar a natureza admirar os lindos campos de flores primaveris, onde um belo lírio me desafiou a fazer-lhe uma quadra.

Lírio roxo lindo lírio
Nasceste á beira do rio
Amo-te e num corrupio
Aceitei teu desafio
Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

Coincidências 
Era vasta a savana com seus odores, seus silêncios, seus sons característicos e selvagens!
Tudo permanecia calmo, natural, até surgir um elefante clamando por ajuda.  
Seu filhote tinha pisado um agrafador, caído do nosso jipe. Pobrezito tinha um agrafe na patinha esquerda. 
A culpa era dos intrusos. (Nós)!
Penitenciámo-nos tratando o animal, não só da patinha como também duma tosse seca que o incomodava. Uma tisana de lírios roxos remediou, pois tal como cá, o hospital abarrotava.
Rosélia Palminha, 67 anos, Pinhal Novo

“Basta!“ bradou Jeremias. Era um elefante de ideias muito racionalmente irracionais… Não queria ser visto como apenas mais um “paquiderme gigante”, “trombudo”, “imbecil”… Estava farto dos estereótipos cruéis e da chacota dos outros animais da savana! Todos troçavam dele! Pobre Jeremias, desde que descobriram a sua secreta paixão por lírios todos se riam disfarçando com uma falsa tosse seca. Tristonho continuava o seu caminho, tentando esquecer aquelas memórias que pareciam gravadas com um agrafador na sua mente. 
Liliana Macedo, 16 anos, Ovar

Numa reunião foi explicado aos animais a nova política do Zoo. O elefante africano olhava com suspeição, nunca mais teria de tocar o sino por um tostão. Somente deveria mostrar ao público os comportamentos naturais. 
Direção renovadora! As paredes foram pintadas numa extensa savana como fundo, cravadas, com um agrafador, de uns lírios plásticos. Entretanto o paquiderme aprendia a vida selvagem representar. Durante a estreia, tudo andou mal, não conseguia barrir. Ai Jesus! Apenas uma tosse seca. 
Theo De Bakkere, 62 anos, Antuérpia, Bélgica

O pobre do ELEFANTE andava com uma TOSSE SECA que o incomodava imenso. A Girafa, sua velha apaixonada, desdobrava-se em mil cuidados. Ele eram cenouras, ervas e mezinhas apanhadas no seu jardim, mas nada o aliviava.
Um dia, alguém deixou um ramo de LÍRIOS ao seu alcance. A Girafa, preocupada, achou que talvez isso o alegrasse e ofereceu-lho. Mal virou costas, o elefante engoliu-o. Engasgado tossiu, tossiu até que por fim expeliu um enorme AGRAFADOR... Remédio Santo!
Isabel Lopo, 69 anos, Alentejo

O Dia da Mãe no Jardim de Infância 
As crianças estavam particularmente felizes,
O dia da Mãe avizinhava-se,
Todas,
Carinhosamente,
Davam asas à imaginação.
Depois de ouvirem a história do Elefante-Bébé e da sua Mãe,
Perguntaram,
Que tal desenharmos um lírio?
Que vento primaveril!
J. estás com uma tosse seca! Veste o casaco, que ficas pior.
Não quero, não quero!...
Atchimm!!!
Num pranto, os lírios voaram todos!
Deixe estar o agrafador, professora.
A minha mãe prefere um beijo meu!
Faz sempre um sorriso tão bonito!...
Tatiana Santos, 23 anos, Leiria

Que coisa. Aquela tosse seca que nunca mais acabava. Tinha dias. E nada. Tudo na mesma. Só o lírio à cabeceira, colhido no frescor da manhã murchara. Doía-lhe a cabeça perfurada pelo som daquele espasmo e pelo seu significado. Parecia que um elefante a pisava sem misericórdia; julgava a sua alma perseguida pelos dentes do mais cruel agrafador. Sentia-se assim, frágil, indefesa. Como uma formiga, no centro de um salão, procurando escapar aos pés de uma multidão.
Paula Coelho Pais, 53 anos, Lisboa,

O Elefante Pinga-amor
Havia um elefante
Muito sonhador,
Grande no tamanho,
Grande no Amor!

Tinha um amigo,
Pássaro Voador,
Fazia-lhe a casa
Com agrafador!

Tinha namorada,
Muito inteligente,
Dava-lhe uma flor,
Ficava contente!

Percorria a selva
De lírio amarelo
E na sua vida
Tudo era belo!

Era brincalhão,
Tinha muita treta,
Borrifava tudo,
Com a tosse seca!

Repartia abraços
Tombando nos fetos
Era um elefante
Rico nos afetos

Banhava-se no rio,
Com muito calor,
Era um bichinho
Que pingava Amor!
Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

Abandonado num monte de palha, o agrafador sentiu-se sugado por um enorme tubo aspirador. Foi lançado vertiginosamente numa grande bolsa escura, cheirando a ervas fermentadas. Como numa batedeira, foi sacudido para trás e para diante. O elefante experimentou uma dor agudíssima no estômago. Num enorme vómito, o agrafador foi projectado bocarra fora. Atordoado da queda, ouviu uma tosse seca ao seu lado e o lírio segredou-lhe: – Olá, amigo, tiveste sorte. O agrafador sorriu. Estava livre e inteiro.
Isabel Sousa, 63 anos, Lisboa

O Elefante Zulmiro
elefante Zulmiro estava preso há séculos no zoo.
Vivia muito triste.
Mas um dia tudo mudou.
Nasceu um lírio num cantinho do seu espaço. Ao lado do lírio, apareceu um agrafador, vá-se lá saber como ou porquê.
Tornaram-se grandes amigos. O elefante regava o lírio e limpava o agrafador.
Um dia o lírio apanhou uma tosse seca que lhe soltou as pétalas.
Quem ajudou?... O amigo agrafador que lhas agrafou.
Assim viveram os três espalhando amizade.
Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Um elefante passeava vagarosamente na brisa da tarde. A manada espalhava-se pela sombra das árvores e no lago; ele passeava charmosamente.
Longe, um safari passava e parava para fotografá-los. Ele era a atracção principal – segurava um lírio branco na tromba. Poético!
Ajeitou-se para a branca e sardenta Kate. Uma vaga de pó provocou-lhe uma tosse seca e caiu no banco do jipe, num agrafador que estava no banco. Na foto apenas ficou o lírio na tromba, desfocados.
Orlando Nascimento, 37 anos, Lisboa

Bebendo a razão
– É... Talvez... cof cof cof! (uma tossida seca), certo desconforto. Sentia-se como um elefante acochado em um modelito formiga PP. Nada fazia sentido. Sequer lembrava como vestira aquele corselete. Era tão macho (ou machista)... E agora? Sua esposa estava lívida, pálida como um lírio diante da cena dantesca.
Seria fruto das doses extras de vodca? Ou do baque na cabeça após tropeçar no agrafador?
E aquele rapaz corpulento só de cuecas na sua cama? Como fora parar lá?
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Um filho e uma história
– A loja de porcelana e o elefante constipado é um título de uma história infantil – diz o filho; criança que tosse sempre que molha os pés no ribeiro onde crescem os lírios brancos.
– Mas voltando ao nosso elefante da história, poderíamos deixá-lo espirrar dentro da loja das porcelanas, numa página colorida, ou pintar a sua pata poderosa, a pisar a xícara de chá do serviço chines da tia Leopoldina.
– Vou buscar o agrafador e fazemos um livro!
Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

História sem imaginação
A minha mãe tem muita imaginação. Está sempre a inventar histórias. Algumas são sobre a minha vida, outras são de animais e plantas. Também escreve poemas. Na escrivaninha dela guarda as suas canetas e os cadernos, o dicionário, o agrafador e uma jarra com flores. Às vezes são lírios.
Quando fomos ao Jardim zoológico gostei de ver o elefante com as suas crias, e lembro-me que ri tanto com os macacos que tive um ataque de tosse.
Manuel Valente, 9 anos, Porto

Loja de Antiguidades
Euclides andava por aqueles dias, cativo duma arreliadora tosse seca.
Suserano num feudo de peças antigas, uma havia que lhe estimulava os sentidos: um elefante em pedra-sabão, de dorso pavimentado a ágatas aventurinas e leitosas opalas.
A perfumar o pó da loja, entrava sem licença, um odor a lírio do campo, vindo da florista em frente.
Na escrivaninha dos comércios, Euclides usando o agrafador juntou folhas, onde declarava que o elefantezinho nunca seria vendido. 
Assim foi feito!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

Macaco Viajante
Gastão é o nome do meu amigo, um elefante grande e meio amarelado, que transportava um lírio na tromba e molhos de lírios tocha no alforge no lombo preso com agrafador, que conheci por acaso, quando estava de viagem. Estava mesmo a precisar de mudar de ares. A savana já não me dizia nada, provocava-me uma tosse seca e incómoda e resolvi visitar o Monte Binga, por ser um sítio alto, com boas vistas. Agradeci a companhia.
Sandra Pilar Paulino, 44 anos, Barreiro

Aquele não era um dragão qualquer… Imaginem, imaginem só, um dragão anão que cuspia fogo da sua tromba – sim, sim, era mesmo uma tromba, como a de um elefante comum – e com a qual cheirava os lírios do campo… Oh, mas nesse dia tudo era diferente, uma tosse seca irritante impedia-o de colher e sentir o odor de um lírio que o olhava suplicante. “Eu, eu – disse o agrafador –, eu agrafo a flor às tuas narinas”.
Elisabete Bernardo, 47 anos, Santo António dos Cavaleiros

Naquela manhã, Mariana acordou com uma tosse seca como se um agrafador lhe grampeasse a respiração! Para se distrair convidou sua neta Raquel para visitarem o Zoo. Passeando alegremente iam admirando os animais!
A certa altura Raquel gritou saltitando:
– ‘Vó, olha ali um elefante!
– Normal, um elefante aqui – replicou Mariana.
O elefante exibia na tromba um lírio que uma velhinha ali sentada lhe oferecera como prémio, por ter tocado a sineta! Neste instante, Mariana, esqueceu a tosse…
Emília Simões, 63 anos, Algueirão-Mem-Martins

Procurava algo diferente no Quénia. Apesar daquela tosse seca não me largar há várias noites e dos avisos intermináveis da minha mãe, fui colher um lírio. Diziam-me que era invulgar naquele parque. Estava quase inacessível, meti a mão na mala para retirar uma tesoura. Em vão, só tinha um agrafador. Depois de várias tentativas, consegui a flor roxa. Agora sim, podia voltar, mas um elefante olhava desconfiado.
– Que história é esta? – perguntei ao guia.
– Estamos no Quénia!!!
Margarida de Jesus Seita Monge, 52 anos, Vila Verde de Ficalho

O bichano acordou com tosse seca. Corria pela casa como se tivesse fogo nos pés e até partiu a jarra do perfeito lírio branco. Mas o que é que lhe deu? Voava com um agrafador atado aos pés… estaria louco? A Martinha bem quis agarrá-lo mas o gato não quis aproximações.
Que história é esta?
É a história de um gato que ao deparar-se com um elefante em miniatura, comprado pela dona na Feira da Ladra, endoideceu.
Maria Afonso  

Apontando para o livro, Margarida pergunta-me: – Que história é esta? – Decidi ler-lha para lhe responder.
“Era uma vez um agrafador com alma e vida.
– Que dia bonito para passear – desabafava o agrafador, quando viu um lírio.
Contemplava-o quando, de repente, tudo estremece. Perto, vê um elefante dirigindo-se, sem se aperceber, ao lírio.
– Alto! – gritou o agrafador.
– Coof, coof… –- Uma tosse seca, repentina ensurdeceu o elefante e com isso o lírio desapareceu por baixo do gigante.”
Artur Afonso, 37 anos, Almodôvar

Perigos (de)Lírios
A elefanta Gertrudes está muito atarantada.
Aquela tosse seca e as comichões deixam-na consternada.

Os campos Africanos a quererem dormir
e a Gertrudes a tossir.

Mais parece um agrafador lunático
a agrafar, a agrafar, a agrafar,
noite dentro,
muitas folhas sem parar.

Mesmo sendo irrequieta está muito parada
pela tristeza assolapada.

Adora cheirar o Lírio Chama Africano colorido e alto.
Não tem juízo a Gertrudes.
O Lírio Chama é amarelo, vermelho e charmoso,
mas é muito venenoso.
Rita Caré, 38 anos, Carcavelos

– Que história é esta? – perguntou o menino de olho arregalado, apontando a capa do livro em cima do tapete.
– É a história de um elefante cinzento e de um lírio branco! – resposta da mãe, entrecortada por uma intensa tosse seca.
– O elefante comeu o lírio branco, mãe?
– Não, João, o elefante cuicou dela, usou o seu grande nariz para regar o lírio no meio da seca savana africana.
– Ai, mãe! O livro descolou.
– Vai buscar um agrafador.
Fátima Fradique, 40 anos, Fundão

Artur, coitadinho
Era uma vez um elefante chamado Artur que queria ser coitadinho, pensando que assim, caísse mais um miminho.
Primeiro, fingiu uma tosse seca, irritativa e irritante.
Artur, coitadinho.
Não resultou. Não era natural. 
Depois, pegou num agrafador e agrafou a própria pata.
Artur, coitadinho. 
Resultou, mas sarou rapidamente.
Então, um dia, ocorreu-lhe envenenar-se: comeu um lírio, ou vários...
Coitadinho. 
Resultou numa falha renal.
E foi assim que, recuperado desta enfermidade, o Artur nunca mais quis ser coitadinho!
Carmo Correia, 25 anos, Guimarães

Mãos de perola.
Sabes quando tentas explicar a alguém porque é que está atrasado, sem poder mencionar as palavras: despertador, tosse e trânsito? É assim que me sinto, como um elefante! Hoje vais ser lírio porque me apetece chamar-te assim. Toquei-te e senti a doce flor com emoção. Ao lado, as pessoas passam sem olhar, são migalhas minúsculas conduzidas por formigas obedientes por um agrafador, sem saber se irá aguentar todo o peso das migalhas.
Maria Filomena Teixeira Pires, 53 anos, Funchal

Por fim Alex decidiu escolher um ramo de lírios para obsequiar a sua namorada. Era o presente perfeito! E ainda uma visita ao zoo e uma bela, quase romântica carta. A decisão de levá-la ao zoo não foi muito difícil pois sabia que a Sara adorava os animais, sobretudo os elefantes. Pegou no agrafador, agrafou a carta ao ramo, pagou à florista e foi-se embora muito convencido da sua escolha. 
Valeria Gómez Valencia, 14 anos, Escola Diogo Cão Vila Real

Adoro a vista da minha Janela…! Sentir a brisa que transporta o cheiro do rosmaninho, o lírio que dança ao som do vento, e mais ao longe entre árvores e arbustos avisto um elefante que chamava atenção dos transeuntes que por ali passavam. Da minha janela também consigo ouvir o chilrear dos pássaros, muitas vezes interrompido pela tosse seca do vizinho. Era incomodativo, parecia um agrafador em constante funcionamento…! Quebrava-se o silêncio da noite com aquele ruído.
Prazeres Sousa, 52 anos, Lisboa

Aí...
elefante percebeu que apesar da tosse seca e da lama, nem sempre se pode ouvir em estéreo e por vezes é possível escutar em silêncio para poder cheirar o perfume maravilhoso do lírio, utilizando um agrafador para construir uma corola de flores do campo e para fazer nascer um jardim.
Aí, aromatizado de sorrisos o elefante percebeu que a sua lanterna, a qual estava dentro de si, se acendeu, e que a sua tosse desapareceu!
Ana Mafalda, 45 anos, Lisboa

Era uma vez um elefante que estava com tosse seca e entretanto, encontrou um lírio na floresta. A flor estava murcha e o animal foi ao lago buscar água. A flor ficou contente e sorriu. Apareceu um homem que queria levar o lírio, mas o elefante esteve a vigiá-lo de dia e de noite. O animal viu um agrafador na mesa e ele pensou que era para matar a flor. Por isso, ele levou o lírio dali.
Nuno e Santigo, 8 anos, Escola EB do Largo do Leão, Agrupamento de Escolas Luís de Camões, prof. Margarida Belchior

Van Gogh?
Uma tosse seca acompanhou o pintor durante a criação de mais um lírio. Talvez fosse do ar húmido lá fora.
As cores vivas do quadro contrastavam com o cinzento do dia. Os materiais em desalinho no estúdio pareciam o resultado da passagem de um elefante.
Ainda assim, a pintura era lúcida e intencional. Ainda assim, o pintor estava triste.
Sem aquele acidente estúpido com um agrafador que anos antes lhe custara uma orelha tudo seria mais fácil…
Nuno Longle, 41 anos, Odivelas

Que um cigarro nos deixe conversar.
Que nos arranhe a garganta de tanto falar.
Tal qual uma tosse seca e um abraço mal dado.

Que um agrafador nos prenda bem perto.
Que nos algeme punho a punho, beijo a beijo. 
Tal qual duas folhas de papel gastas, 
onde o poeta escreveu um lírio pisado por um elefante;
metáfora para um abraço mal dado, que pisa a alma.

Pudera eu abraçar-te bem, sem garganta arranhada nem alma pisada.
Gonçalo Gil, 18 anos, Lisboa

Que bonita tarde! Ótima para dar um passeio! – pensou. Interrompeu a sua tarefa, posando o agrafador na secretária.
No minuto seguinte, já percorria os campos coloridos, aspirando os aromas que lhe eram oferecidos pela Natureza. Junto a uma árvore, que lhe pareceu ser a mais bela que vira em toda a sua vida, estendeu-se sobre as ervas frescas e adormeceu. Uma tosse seca despertou-o. Ou teria sido o elefante que, de tromba estendida, lhe oferecia um lírio?
Ana Paula Fernandes, 51 anos, Torres Vedras

Despertou com a tosse seca do marido e com o urro do elefante que, na televisão toda a noite ligada, anunciava um produto milagroso para a memória. Reviu-se naquela enormidade. Levantou-se às escuras, esbarrou na mesa, o lírio solitário da jarra e a sua fotografia enquanto jovem esbelta estatelaram-se. Lembrou-se que iria começar a caminhada para recuperar a elegância. A cirurgia bariátrica marcada para aquele dia seria o agrafador que lhe coseria a boca e a avidez. 
Ana Paula Oliveira, 54 anos, S. João da Madeira

Desafio superado
Pousou o pincel. Tossiu.
O nervoso que se instalara no início do trabalho deixara-lhe aquela tosse seca. Não era caso para menos. Tratava-se de um importante concurso de ilustração.
Mas agora tudo se recomporia! Tinha a certeza!
Acabara a tempo. Desafio superado!
Releu o título: “História do elefante apaixonado”. O lírio azul na tromba confirmava a história de amor. Lindo!
Recolheu o material, pegou no agrafador e juntou as folhas num envelope.
 – Boa sorte, elefantinho! – sussurrou, entusiasmado.
Palmira Martins, 59 anos, Vila Nova de Gaia

O elefante esmagou um lírio quando tentou apanhá-lo para presentear à sua amada. Soltou-se tanto pólen que o animal, até então sadio, começou a padecer de uma tosse seca, persistente, acompanhada de espirros que atravessavam a floresta.
O guarda fartou-se de ouvir: Atchim! Atchim! Procurou um agrafador e agrafou-lhe as narinas! Por isso o elefante passou a andar sempre de tromba empinada. Ganhou fama de peneirento, nunca mais ofereceu flores e sozinho ficou até morrer de tédio...
Faísca Maria, 58 anos, Faro

O passeio de Kip
Kip, o elefante, sacudiu o lírio pela centésima vez.
– Podes parar com isso? – diz-lhe a avó
– Mas cheira tão bem... vou levá-lo
– Nem penses! A tua mãe tinha um ataque de tosse daquelas tosses secas que não têm fim! 
– Oh, que pena! Olha avó, uma coisa a brilhar...
– Mas tu sossegas um minuto?
– Que coisa estranha! Que será?
– É um agrafador.
– Como sabes?
– Vi um quando vivi no circo.
– Tens saudades?
– Às vezes... principalmente dos amigos
Carla Silva, 40 anos, Barbacena, Elvas

Olhou-o de soslaio. Percebeu-lhe um sorriso de agrafador encravado e o sono nas pálpebras. Ouviu-se-lhe uma tosse seca.
– Pssst! Ó trombudo, bom dia!
– Quem ousa perturbar-me o doce despertar? 
«Que a paz te suba pela tromba!», sorriu-lhe. «Vou fazer-te rir». 
– Ah! E como é que um atrevidote como tu vai conseguir tal façanha? 
O lírio, balançando-se numa brisa corrente, roçou na pata erguida – que o poderia esmagar – a sua colorida flor fazendo-lhe cócegas. O elefante gargalhou, gargalhou…
Génio G., 58 anos, Tondela 

O solitário agrafador adormecera inebriado pelo perfume do lírio. A poeira do recanto criativo preenchia as rugas de espera do livro inacabado. Nele, o miserável elefante aguardava que a sua tosse seca ecoasse acordando a criatividade do escritor. A cena inacabada deixara-o pendurado num ramo que prometia quebrar. Se ao menos o agrafador despertasse daquela solidão… precisava reforçar o galho. Perdido no desalento, o livro revolve as folhas, desequilibrando o elefante que tomba sobre o escritor, matando-o…
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Elefante/ tosse seca/ lírio/ agrafador
Não conseguia dormir e a culpa não era só da tosse seca. O caso estava encerrado, mas imaginou-se na situação e teve medo: durante décadas ela aguentou o vizinho que ressonava como se fosse uma manada de elefantes em fuga, bordou lírios de todos os tipos e feitios nas horas de insónia e desesperada envenenou-o e usou um agrafador para lhe fechar a boca de vez.
E os seus vizinhos, seriam mais benévolos com a sua apneia?
Paula Isidoro, 34 anos, Salamanca

Elefante/ tosse seca/ lírio/ agrafador
Sentia uma enorme frustração que já não podia esconder. Tinha tratado todo o tipo de fobias, desde caçadores com medo de elefantes, otorrinos que suavam desalmadamente quando ouviam uma simples tosse seca, ou floristas que entravam em pânico quando viam lírios, mas isto, isto era demasiado. Tinha-se tornado uma verdadeira epidemia: secretárias que se escondiam quando viam um agrafador? Um simples e inofensivo agrafador?
Estava prestes a desistir, quando, dando voltas a um aramezeco, inventou o clip!
Paula Isidoro, 34 anos, Salamanca

Que estranho um elefante! Um grande elefante, o estranho era um lírio rosa que estava na sua longa e enorme tromba. Continuei a andar e pensei, deve ser apenas e somente um elefante vaidoso! Mais à frente um leopardo, na sua bocarra um agrafador minúsculo. Estou doida, muito mesmo, já vejo coisas. Só que não via, também ouvia, uma cobra tosse, uma tosse seca. Onde estou? Que história é esta? Acordei, afinal era apenas um sonho diferente!
Maria João, 44 anos, Lisboa

Que tosse seca lhe desassossegava o dia. Seria alergia? Seria constipação? De agrafador na mão lá foi pespegando os desenhos dos meninos na parede de cortiça ao fundo da sala. Primeiro um elefante azul com riscas verdes, depois um tigre com pintas vermelhas, uma vaca que voava. Tudo fantasioso, como se esperava naquela idade… Tossiu novamente. Parou, agrafador na mão. Ficou a olhar para aquele lírio amarelo que salpicava a folha, tão diferente de tudo o resto.
Sandra Fonseca, 41 anos, Odivelas

Uma tosse seca agarrou-se-lhe à garganta dorida. Sentada à velha secretária sentiu-se exausta, doente, pesada, como um elefante que esmaga um lírio, sem que este consiga fugir ao destino. Hoje não era dia de escrita. Pisava as teclas e martelava as palavras quais lírios desfeitos. Pegou um agrafador, juntou na mesa as folhas dispersas e riscadas, enrolou-se no xaile de malha e saiu para a manhã radiosa. Pensou na sua história, mas afinal que história é esta?
Rosa Duarte

Havia quem a visse frágil como um lírio, mas só eu sabia que tinha a elegância de um elefante em loja de porcelanas. Com aquele pigarrear e uma tosse seca, qual bruxa, incomodava tudo e todos. Eu só sonhava com um agrafador para fechar a boca, não à tosse, mas às maldades e aos insultos gratuitos.
E se alguém a chamava à atenção, ainda perguntava com aquele ar inocente: mas que história é esta? Que disse eu?
Ana Paula Paiva, 50 anos, Porto

Que história é esta?
O elefante chamava-se Dengo. Estava cá com uma tosse seca, que não passava nem por nada. Foi ao médico. Este tinha lá no consultório numa jarra um lírio azul. Dengo cheirou o lírio e deixou de tossir. Estava encontrada a solução para a tosse do elefante. Remédio de lírios! O médico pegou no agrafador e agrafou a receita. O elefante foi a farmácia e o remédio comprou. Essa, a tosse nunca mais voltou!
Fabíola Valente, 39 anos Marinha Grande

A Maria Laura abre rapidamente a porta, tira o casaco e corre à procura da sua mãe. Esta pressente que a tosse seca da Laura ainda não acabou.
– Mãe, preciso que me compres um novo agrafador.
– Outro?! – perguntou-se a mãe.
– O outro já está estragado, mas não fui eu, juro!!
A mãe pensa enquanto coloca o lírio amarelo na jarra da sala "A minha filha deve usar o agrafador com a força da pata de um elefante".
Rute Baldaia, 32 anos, Amarante

Ao Zacarias pareceu-lhe ouvir uma tosse seca. Tossicada. Curta. Olhou em redor e não viu ninguém. Então, um elefante enorme surgiu no monitor da televisão. Caminhava pela savana com calma e solenidade. Na jarra, havia um lírio branco a suavizar o ambiente. Fechou os olhos. Ia passar pelas brasas… De repente, um agrafador voou pelos ares.
– Que história é esta? – pensou Zeferino, quase inquieto.
– Brincadeirinha – respondeu-lhe a filha mais nova, aparecendo risonha à porta da grande sala.
Fátima Beja

Foi acometido por uma tosse seca, tão profunda e forte que assustou até o elefante que, prestes a tocar o sino, recuou assustado, esmagando o lírio branco que insistia que aquele era o seu jardim. Sempre o respeitara, mesmo quando convenceu o agrafador a pregar-lhe na orelha o requerimento para o mudar para o outro lado do parque. Foi um acidente, é certo, lamentável, claro, mas o luto ainda dura e o sino nunca mais se ouviu.
Elisabete Canteiro

– Que história é esta? – inclinava-se a Dona Gervásia sobre o dono do animal. – Não é a primeira vez que traz um elefante que me espezinha as plantas todas, vizinho!... Tenho ali um lírio de estimação. – E a gritar, continuou: – Não me faça perder a cabeça! Ouviu?!
Então o mágico puxou da sua cartola, levou-a à boca, soltou uma tosse seca e proferiu:
– Já não há elefante… um agrafador será bem melhor!... Já não preciso de um pisa-papéis.
Graça Pereira, 57 anos, Setúbal

O meu pai estava no escritório. Era inverno, ele tinha tosse. O lírio no meu jarro preferido, o que tem um desenho de elefante, bebia a água inocentemente. Que silêncio perturbador. O meu pai agrafava as folhas com o agrafador novo que comprámos. Ele está cansado, quase que não dorme para conseguir terminar o trabalho. Quase que não tem tempo para mim. Todo o dia ocupado, não descansa. Às vezes pergunto-me porque tem ele tanto que fazer.
Raquel Alves,12 anos, Escola Básica D. Pedro I Canidelo, prof Arménia Madail

Há meses que esperava uma ida ao Jardim Zoológico.
Nuca tinha visto um ELEFANTE, e logo naquele dia
tinha que voltar a tosse, uma TOSSE SECA, 
que era tão aborrecida.
Pensou: «Não tenho sorte nenhuma.»
Sentou-se na sua mesa de trabalho,
onde estava um LÍRIO, numa jarra,
tinha-a comprado com o primeiro salário.
Escreveu uma página do seu livro, que ainda
não sabia como seria o final da história.
 Pegou num AGRAFADOR e agrafou-a
com as outras.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Meu agrafador é muito usado sempre... 
Fui professora, mas, mesmo aposentada, não deixei de fazer uso dele... 
Me é muito útil em todo tempo pois gosto de manter meus papéis todos numa pastinha bem organizada.
Escrevo bastante, tenho uma estante pequena mas com tanta coisa de importância como se fosse do tamanho de um elefante... 
Mesmo quando me vem aquela tosse seca, pego minha garrafinha de água sempre à mão e persevero... 
Um lírio a todos hoje.
Rosélia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, Brasil

De agrafador no peito vivia donzela Maria. Guardara até aquele dia o amor bem agrafado. De tão apertado que estava o peito, Maria tossia, tossia. A tosse era seca parecia um elefante na savana ao calor abrasador, deitado. 
Já cansada e desesperada arrancou os agrafos, furiosa. Findara aquele amor. Sangrou de dor o peito. A tosse terminou. 
E agora Maria – a donzela vive no jardim de noite e de dia e lá figura o seu lírio predileto. 
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Na selva, os animais estavam preocupados com a gripe do elefante. As ervas deitavam-se quando ouviam a sua tosse seca. A flora começou a ficar contaminada com o mesmo vírus, apenas um lírio, entre tantosresistia, o que punha em causa a alimentação dos animais.
Durante a dança zangada da tromba, saía muco, que inundava o ar com bolas de sabão coloridas e semeava pântanos. A senhora elefante quis fechar-lhe a mangueira com um agrafador:
― Não!!!
Trindade Pereira, 54 anos, Leiria

Ana Fernandes, 43 anos, Santa Comba Dão

Fim de tarde na savana. Uma manada de elefantes levanta uma nuvem de poeira ao pisar o chão.
Num outro tempo e em outro lugar, um lírio roxo por entre a desolação de um canteiro abandonado.
Um céu de fogo, num pôr do Sol feérico, serve de cenário às duas imagens.
Belíssimas fotos para a minha coleção. Pego num agrafador. Agrafo-as cuidadosamente.
Uma tosse seca, insistente, rompe o silêncio. Havia um elefante alérgico ao pólen do lírio.
Regina Gouveia, 71 anos, Porto

A avó ofereceu-me um ramo de lírios no aniversário, mas devo ser alérgica, porque provocou-me uma tosse seca horrível!
Os pais ofereceram-me o livro " A Ilha ", tendo usado um agrafador para anexar no interior um envelope com dois bilhetes de avião para os Açores. Foi uma surpresa fantástica!
O namorado ofereceu-me um pijama vermelho e um elefante de peluche, pois sabe que é o meu animal preferido - apesar do seu porte gigantesco, nunca perde a sua graciosidade!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Era uma vez uma planície mágica, onde Fauna e Flora conviviam amigavelmente.
Numa bela manhã, enquanto o ELEFANTE deslizava graciosamente sobre os nenúfares do lago, as donzelas discutiam a novidade – o LÍRIO voltara a florir.
Uma TOSSE seca acabou com a algazarra.
O Velho Rei, que não era para brincadeiras, acordara. Abriu lentamente os olhos - era estrábico, coitado. Viu o elefante, acabadinho de sair do banho,….. zás. Atirou-lhe o AGRAFADOR à tromba.
Depois, enroscou-se e adormeceu novamente.

Margarida Freire, 75 anos, Moita