31 julho 2015

Programa Rádio Sim 565 – 31 Julho 2015

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O pedido

Entrei no Templo, sem sequer ter definido bem certo, o meu pedido. 
Pedirei em prece, o que pretendo. Luz no meu espírito.  Neste momento 
é disso que necessito. 
Existem tempos menos bons, estou num deles.  Fé...  foi o que me guiou.  
Orei, roguei pedi... Deus no seu divino Ser ouviu-me e de repente, senti 
um conforto enorme, como se tudo fosse ser diferente no futuro. 
Ergui-me...  deixei o Templo, crente que tudo o que pedi foi ouvido. 

Maria Cabral - Azeitão 
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Brístola

Verdadeira transferência de aptidões adquiridas graças à música da borboleta.
Para ajudar o batalhão de caráter retardado a integrar mais enriquecedoramente.
Embelezamento é voz da experiência que gratifica quem doa e quem recebe a vida inaugurada.
Guarda-freios não é ser bitolado, mas teimar em alegrar-se e abestalhar a raiva.
Os baitolas foram vaiados porque tinham ares afeminados apesar de serem muito rígidos.
Fixe! O respeito aprendido ficou para trás, deu vazão ao brístola dos viticultores do ódio.

Renata Diniz, 39 anos - Itaúna/Brasil

Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

Azar?... Talvez não!

Férias! Eu e o Luís decidimos fazer campismo na Caparica! Assim que chegámos, montámos a tenda, um pouco à pressa, e fomos meter conversa no bar.
Adormecemos já tarde.
De manhã, acordámos boquiabertos. Onde está a tenda? Desapareceu!
As pressas dão nisto… deixámos a tenda tão mal montada!... De noite o vento levou-a sabe-se lá para onde!
E agora?
Agora… a sorte foi aparecerem duas meninas caridosas. Partilharam connosco as suas tendas até ao fim das férias.

Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Desafio nº 49 – história louca de férias!

Ansiada partida

Liberato tinha razão. Baltazar sempre fora brilhante, mas bate-língua também e turibulário então... Determinado, percorria a vida com ar bulhento. Brigava e a raiva só parava de turbilhonar, quando pegava o batel e se deixava embalar pelo seu batilhar.
Hoje, continua a ser um trabalhador barulhento, abrilhantando as reuniões semanais, ao mesmo tempo que oculta dos bisbilhoteiros o verdadeiro sonho: viver em Bratislava quando lhe pagarem uma batelada para o verem pelas costas.
Só então irá gargalhar!

Quita Miguel, 55 anos, Cascais
Leiam outros textos aqui: http://quitamiguel.blogspot.pt/

Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

Haja criatividade

Aí está. Um novo desafio. A Margarida chuta e do outro lado há quem espere e remate.
O blog das 77 palavras espera. É como uma porta que bate e nos impele a olhar e querer ver através dela.
De repente, um clarão! Haja criatividade. Criar personagens, contar palavras, cortar, substituir, ler e reler.
Uma pausa para refletir. Um sorriso alia-se à ilusão de quem escreve só por prazer.
São histórias oriundas dos quatro cantos do mundo.

Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

Vida nova

O bem não tem preço. Em pensamentos, Belita tabulava o seu labirinto. Naquela biblioteca esperava o publicitário que a salvara.
Teobaldo, moço de Jabuticabal, dono de um tabloide, a salvara, doando medula, a única compatível, livrando do sofrimento, desde o acidente no dia do maldito blecaute.
Aquele, o primeiro encontro pós-recuperação. Tomava café, e colocava no tabuleiro da vida, o passado, e principalmente, futuro.
Seria um dia emblemático. Olhava a vida com a teleobjetiva pelo melhor ângulo!

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

O vento

Ana dançava no corredor da casa da avó, quando, de repente, um clarão iluminou todo aquele espaço.
De onde vinha aquela luz? Seriam as luzes do palco onde Anita se imaginava bailarina? Não eram! Era o Sol que brilhava nas janelinhas de vidros coloridos da porta de entrada! Um verdadeiro caleidoscópio!
Uma porta bateu. Ana assustou-se. Era o vento!
Então, era ele que tinha andado a brincar com as cortinas de renda, fazendo aquele jogo de luz?

Ana Maria Santos, 61 anos, Seixal

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

Manhã dolorosa

Foi no dia em que o imperador se curvou perante a morte.
A guarda imperial prostrou-se nas escadarias do palácio.
Suavemente, os outros guerreiros ajoelharam depondo as espadas, as lanças, os escudos. Faziam-no ingenuamente: inútil é lutar com a morte: se esta levara o imperial senhor, por que não o faria com eles, os mais fortes de entre os mais fortes de todos?
Agora, o império era um campo desguarnecido, território jacente numa aflitiva abertura à Europa.

Jaime A., 51 anos, Lisboa


Bertília


Logo cedo, Bertília subia à sua torre para suspirar pelo seu belo amado Adalberto que tinha partido para uma batalha!
Mas, apreciava também os campos em redor e a sua borboleta Florisberta poisada nas roseiras.
O seu tabelião ia-lhe lendo histórias de cavaleiros e princesas!
Quem me dera poder viajar!
De repente, desceu dos céus, aos trambolhões, um tapete voador!
Nele vinha o seu jovem Adalberto com quem viajaria para o País das Mil e uma Noites.

Ana Maria Santos, 61 anos, Seixal

Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

O dia em que partiste

Recordo o dia em que partiste. Tu, que foste um enorme clarão na minha vida. Foste sol e fogo, porto de abrigo, sustentáculo, tormenta e paixão. Um dia partiste arrasando o mais belo sentimento e o meu mundo desmoronou-se.
Há um silêncio que dói, que se entranha e há aquela porta que bate, que agita o meu pensamento, que cria em mim a esperança de que, um dia, passarás através dela.
Nada acontece e a ilusão esvai-se.

Joana Marmelo, 50 anos, Cáceres, Espanha
Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão


Novo dia


A porta bateu, e caiu como uma pesada pedra sobre o seu futuro.  Sem esperança, sem ilusão, apenas podia confiar no seu fiel cão, sempre ao seu lado mas sem perguntas. Como é que as coisas chegaram até esse ponto? Onde ficaram as promessas, os projetos comuns, as palavras, tantas e tantas lembranças? E agora, só a casa vazia, fria, escura. De repente, um grande clarão apareceu na sala, um novo dia, uma nova vida, sem ele.

Jesús del Rey, 46 anos, Salamanca, Espanha
Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

30 julho 2015

Programa Rádio Sim 564 – 30 Julho 2015

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Profetisa
Cumpriste a profecia:
aos teus olhos
a poesia foi dispersa
e esparsa;
nas tuas mãos 
o romance verteu-se,
enxurrada quase banal;
no teu colo
já não se abrigavam
sonetos ou contos.
Esmeraste-te:
as palavras foram-se
despindo,
as sílabas empobrecendo-se,
num tropel de fuga cega.
(Outra vez)
as tuas mãos
gélidas,
na asfixia do verbo,
na doce tentação do fim...
Adeus, Lácio.

Trocistas,
alguns falavam numa "língua depilada."

Tu, profetisa da desgraça,
chamavas-lhe apenas
"Accordo Ortographico de 1990"

Jaime A., 51 anos, Lisboa
Também se pode encontrar em 
http://soprodivino.blogspot.pt/2014/10/profetisa.html#links

A blefarite de Betunila

É um desafio brutal. Sem bitola mas tabelado. Uma ideia brilhante, diga-se. A aceitabilidade é absoluta. Entra quem tem bilhete para o desafio. É emblemático. Vamos ao estabelecido: Betunila era minha amiga. Vivia cercada de tabloides. Uma blefarite impediu-a de publicitar os dotes. Seria substituível? Encontrei-a na biblioteca. De botelha na mão, tresandando àquele cheiro butílico, fez-me uma subtil proposta. Contrariando um intolerante bolchevista, concedi-lhe o absolvimento. A bestialidade da proposta era a voz do vinho. Certamente…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

EXEMPLOS - desafio nº 95

Havia além do batatal desbravado uma toca labirinto que se encontrava sob as raízes do malóbatro. Um Lobato espantado escolheu-o como latíbulo. O animal tinha de fugir dum malabruto, armado com uma horrível manubalista. Sem dúvida, neste tabernáculo inseguro esperava-o uma libitina certa. 
Ao longe soava o tão-balalão do carrilhão municipal, tocando em bitonalidade a música dum libreto popular.
Passos aproximaram-se, o inquietado fitou as orelhas, o perigo ainda estava lá fora e obstaculiza a sua fuga.
Theo De Bakkere, 62 anos, Antuérpia, Bélgica

É um desafio brutal. Sem bitola mas tabelado. Uma ideia brilhante, diga-se. A aceitabilidade é absoluta. Entra quem tem bilhete para o desafio. É emblemático. Vamos ao estabelecido: Betunila era minha amiga. Vivia cercada de tabloides. Uma blefarite impediu-a de publicitar os dotes. Seria substituível? Encontrei-a na biblioteca. De botelha na mão, tresandando àquele cheiro butílico, fez-me uma subtil proposta. Contrariando um intolerante bolchevista, concedi-lhe o absolvimento. A bestialidade da proposta era a voz do vinho. Certamente…
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Ansiada partida
Liberato tinha razão. Baltazar sempre fora brilhante, mas bate-língua também e turibulário então... Determinado, percorria a vida com ar bulhento. Brigava e a raiva só parava de turbilhonar, quando pegava o batel e se deixava embalar pelo seu batilhar.
Hoje, continua a ser um trabalhador barulhento, abrilhantando as reuniões semanais, ao mesmo tempo que oculta dos bisbilhoteiros o verdadeiro sonho: viver em Bratislava quando lhe pagarem uma batelada para o verem pelas costas.
Só então irá gargalhar!
Quita Miguel, 55 anos, Cascais

Logo cedo, Bertília subia à sua torre para suspirar pelo seu belo amado Adalberto que tinha partido para uma batalha!
Mas, apreciava também os campos em redor e a sua borboleta Florisberta poisada nas roseiras.
O seu tabelião ia-lhe lendo histórias de cavaleiros e princesas!
Quem me dera poder viajar!
De repente, desceu dos céus, aos trambolhões, um tapete voador!
Nele vinha o seu jovem Adalberto com quem viajaria para o País das Mil e uma Noites.
Ana Maria Santos, 61 anos, Seixal

Vida nova
O bem não tem preço. Em pensamentos, Belita tabulava o seu labirinto. Naquela biblioteca esperava o publicitário que a salvara.
Teobaldo, moço de Jabuticabal, dono de um tabloide, a salvara, doando medula, a única compatível, livrando do sofrimento, desde o acidente no dia do maldito blecaute.
Aquele, o primeiro encontro pós-recuperação. Tomava café, e colocava no tabuleiro da vida, o passado, e principalmente, futuro.
Seria um dia emblemático. Olhava a vida com a teleobjetiva pelo melhor ângulo!
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Brístola
Verdadeira transferência de aptidões adquiridas graças à música da borboleta.
Para ajudar o batalhão de caráter retardado a integrar mais enriquecedoramente.
Embelezamento é voz da experiência que gratifica quem doa e quem recebe a vida inaugurada.
Guarda-freios não é ser bitolado, mas teimar em alegrar-se e abestalhar a raiva.
Os baitolas foram vaiados porque tinham ares afeminados apesar de serem muito rígidos.
Fixe! O respeito aprendido ficou para trás, deu vazão ao brístola dos viticultores do ódio.
Renata Diniz, 39 anos - Itaúna/Brasil

O meu batel
Belita está eufórica, a batalha para conseguir o bacharelato, libertava-a. Ganhou asas, voar tornar-se-ia agora mais fácil. Ao fim de tanta labuta, lembra ainda a brutalidade das resmas de fotocópias e livros que enchem estantes e lhe custaram uma batelada. Hoje estrela, sem estrelato, diz não ser preciso tabuleta para afixar o seu nome. Seu sonho é navegar no seu pequeno batel, arranjar dinheiro para com seu amor desfrutar de uns dias num bonito e bom hotel.
Maria Silvéria dos Mártires, 69 anos, Lisboa

Felisberto e Albertina, naturais da Batalha, eram amigos desde a infância, mas os labirintos da vida separara-os. Ele, celibatário inveterado, fora sempre labutador tendo tirado o curso de tabelião. Ainda pensou em ser publicitário, mas malabarista como era mudou de ideiasO reencontro deu-se à porta do Tribunal. Albertina desequilibrou-se e caiu com uma labirintite, ficando bastante debilitada. Ao transpor a porta, reconheceu-a. Num gesto libertador inclinou-se e levantou-a ternamente. Iniciava-se ali uma brilhante história de amor.
:))!
Emília Simões, 63 anos, Mem-Martins (Algueirão)

Alberta saiu de casa com a alma pesada. Montou a bicicleta e voou estrada fora perseguida por mil borboletas escapadas dos seus sonhos, há tanto aprisionados. Chegara a hora de batalhar, de obliterar o casamento, qual bilhete caducado, de se libertar. Ganhou coragem e, quando regressou, despojou-se da culpa, como se tivesse esvaziado os armários de toda a inutilidade. Junto às bétulas do jardim, pousou as malas, olhou a casa e, mesmo não sendo decisão bilateral, partiu. 
Ana Paula Oliveira, 54 anos, S. João da Madeira

Princesa do Báltico
Os Reis fugiram e levaram Sibilla!
Se tivesse uma bicicleta teria fugido e até já tinha comprado um saco inteiro de bolotas por uma bagatela, para se alimentar durante a fuga.
Não conseguira escapar.
Entrara atabalhoadamente no avião emprestado pelo tio russo da Anastasia, dando um enorme trambolhão na passagem para o outro lado do mundo.
Borboleta suave, mas barulhenta e divertida ao mesmo tempo, Sibilla deixara saudades na vizinhança.
Difícil ser uma linda Princesa do Báltico!
Sandra Pilar Paulino, 44 anos, Barreiro

História de Bertolino
Chamava-se Bertolino. Iniciou-se nos estudos de balneaoterapia mas gostava de coisas mais tribales, não ficar o dia todo num laboratório branco com o tabulado de madeira. Como sempre media tudo pela mesma bitola, decidiu escrever um libreto, uma história bestial onde aparecia um lobito timbaleiro, mas foi acusado de libertino. Finalmente, entrou num bar chamado A BOTELHA e encontrou um bulista reformado muito simpático que lhe recomendou ouvir as canções dos Tribalistas e relaxar a sua vida.
Jesús del Rey, 46 anos, Salamanca, Espanha

Prova de Resistência
Abrilhantando a bem aboletada saleta longe do barulhento átrio, o magnífico aparador pompeava botelhas de licor, chávenas antigas, rendas de enxoval...
No topo, apanhando por tabela, cinco libertadoras matrioskas, estáticas qual soldadesca em dia de parada, eram as guardiãs.
Súbito, em batalhão, as crianças irromperam; a tamborilarbotilhar , até que... as bonecas tanto rodaram que a compostura claudicou. As faces viradas a norte, apontavam a sul.
Unicamente, o aparador, não se atabalhoando, salvou a honra da saleta.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 70 anos, Lisboa

Para Alicia, trabalhar era algo libertador. Estabelecera metas na sua vida quotidiana.
Tinha uma saúde frágil, seu metabolismo era muito inconstante, conseguia esconder a dor. Tinha uma força incrível de superar os obstáculos do dia-a-dia.
Tinha o apoio do seu médico, que ajudava a minimizar a dor… mas, continuava a batalhar contra essa dor turbulenta. compatibilidade de horários do Adalberto era uma mais-valia, sua ajuda é fundamental. Era brutal a forma que Alicia encarava a dor.
Prazeres Sousa, 52 anos, Lisboa

Esta é a história atribulada da Albertina Casimira que decidiu libertar-se do Baltazar, seu marido, um autêntico biltre. Trabalhar não era com ele, só tinha habilidade para abrilhantar o cabelo e passear-se todas as tardes na sua lambreta, vagueando num labirinto viciante e sem sentido de libertinagem.
Muitos trambolhões emocionais depois, a tolerabilidade de tal situação chegara ao fim para ela. Deixou escrito um bilhete definitivo. Seguidamente avançou, deambulante, pelas ruas lisboetas, ao encontro de si mesma.
Ana Paula Fernandes, 51 anos, Torres Vedras

Já atabalhoado por tamanha trabalheiraBotelho relia o boletim onde listava as namoradas que arranjara no lar “Amizade bilateral”. Um brilharete! Conquistava-as com bagatelas: uma música dos Beatles, uma borboleta do jardim, um trabalho de escrita… E desengane-se quem pensar que qualquer uma lhe servia. Não, não, a bitola era alta. Agora, fascinava-o a Liberata, uma garota de oitenta que passeava de bicicleta. Partilhar, à ceia, uma lata de pêssego em calda com ela, seria a solução.
Paula Dias, 50 anos, Lisboa 

Escondida pelas bétulas, soerguia-se, esbelta, do rio onde lavara os seus longos cabelos. Escondia-os de todos, que não lhe perdoavam o sortilégio. Nas batalhas da vida eram eles a sua companhia. Entrançava-os, punha-lhes fitas. Mas quando pressentia alguém, cobria-os. Eram só seus; uma coisa sua. Farta da brutalidade do mundo, esquivava-se. Entabular conversa era-lhe difícil. Na labuta dos seus dias conhecera plantas e bichos, fios de água e estrelas perdidas, numa vida que só ela sabia entender…
Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa

O Herói de Baltimore
Baltazar, um ambientalista que vive em Baltimore, possui uma brilhante carreira.
AtabalhoadoAlberto percorria de bicicleta o labirinto daquela emblemática cidade.
bibliotecário trabalhava perto do rio Patapsco.
À porta do laboratório, um batalhão de pessoas bisbilhotava o comportamento.
De repente… silêncio absoluto!
Ao que parece, aprisionava habitualmente borboletas na bilheteira.
Baltazar desfez tal brutalidade deixando comovida a população. Que brilharete!
Albertina, bloguista, procurava a tabuleta para a biblioteca, afinal encontrou um tema para o boletim bimestral.
Celeste Silva, 44 anos de Coimbra

Malawi
Cresceu a olhar aquela tabelaballet, depois francês, passando pelos horários na biblioteca, salões de estética e festas glamorosas. A mãe assim queria. Mulher assim se tornou.
Detestava brutalidadesturbulências, sujidades.
Chegando a Troika, a bagatela que ganhava não sustentava tal vida.
Sabendo francês, arranjou emprego em Blantyre entre operários na construção de via-férrea. País pobre. Cada dia uma batalha. Dominava agora termos como balastrobitola, e carril. A brutalidade do terreno libertou-a da prisão da futilidade.
Vera Viegas, 31 anos, Penela da Beira

Seria de loucos chamar bagatela à tão estável instabilidade com que o mundo gira sobre si mesmo e em torno do sol. Se pensarmos bem a terra é assim como que uma bicicleta num trilho de alta competição. Ciclista atribulada constantemente a batalhar nesta mesma batalha de forma a concluir este circuito elipticamente interminável. É uma espécie de automobilista analfabeta que desconhece outros caminhos pois guia-se por um astrolábio, condenada a percorrer eternamente aquele tão entediante percurso.
Liliana Macedo, 16 anos, Ovar 

Na tropa foi sempre o primeiro do batalhão. Por mais atribulado o dia.
E assim aprendeu que a batalha é ganha pela libertação dos sentidos.
Mais uma bagatela para colocar na tabuleta que o prende à vida. Analfabeto é que não.
A velhice chegou e com ela renovou o sonho de marear. As cartas e o astrolábio estão guardados. Falta o registo do batelão, a fazer no tabelião. Depois será apenas ele e a turbulência do mar.
Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

BARTOLOMEU queria mudar de vida. BATALHAVA pelo seu sonho, mas ninguém acreditava nele. Como poderia um ANALFABETO, LABUTANDO na terra, ganhando uma BAGATELA, partir mar fora vivendo do nada? NÃO desistiu... Noite após noite foi construindo a jangada que o LIBERTARIA daquela vida. Até que Não apareceu. Procuraram-no em vão. Só ALBERTO, seu velho amigo, percebeu. NUNCA mais o viram.
Anos mais tarde, alguém o reconheceu na tv. Entrevistavam um velho marinheiro que vinha falar de liberdade...
Isabel Lopo, 69 anos, Algarve

O Burro Subtil
Que trabalheira! Diariamente, Dona Botelha, ia buscar os ovos. Um dia encontrou um ovo gigante.
Era pesado!
Pediu ajuda ao burro Subtil que andava triste porque perdera a sua burra. Com muito trabalho, arrastaram-no até casa.
Subtil, sem subtilezas, deu um coice no ovo e partiu-o. De dentro, subtilmente, saiu a sua querida burra.
Que mistério!
Mas o Subtil, mais a sua burra, não quiseram saber. Bisbilhotando, foram juntinhos namorar.
E assim acaba esta história de pasmar!
Domingos Correia, 57 anos, Amarante

Bartolomeu e Albertina
Alberto Bartolomeu
Era homem trabalhador,
Habituado no mar,
Sonhava com o Amor!

Quando ia para terra,
Namorava a Albertina,
Ficava de olhos brilhantes
Ao ver aquela menina!

Ela, tinha bom salário,
Lá no café Mar-à-Vista
Trabalho não lhe faltava,
Parecia malabarista!

Ao ver a sua borboleta,
Com o tabuleiro no ar,
Queria tê-la mais liberta
Para poderem casar!

Sonhava com o casório
E, então, com a lua de mel!...
Um “batalhão” a acenar,
Eles partindo no batel!  
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

O brilharete
Baltazar Libertário parou a bicicleta e olhou a tabuleta, perdera-se!
Lisboeta de nascença, teve a brilhante ideia de aceitar o trabalho de tabelião na província Alentejana.
Precisava libertar-se dos seus fantasmas, contra os quais batalhava constantemente saindo sempre perdedor!
Estava um calor brutal. Procurou sinais de vida, só borboletas! Regressaria, tinha a certeza que passara por uma quinta... alguém deixaria a labuta diária para ajudá-lo a chegar ao tribunal.
Que brilharete! Logo no primeiro dia de trabalho!
Carla Silva, 41 anos, Barbacena, Elvas

Belita pedalou na bicicleta até um carvalho com bolotas, perto dum batatal onde esvoaçam borboletas de cores brilhantes. Ficar fechada na biblioteca bastou no tempo de aulas. Beltrão aparece de bilhete na mão, ‘queres ir andar de batel?’ Aceita e dirigem-se para lá. Encostado à balaustrada da entrada para os barcos, numa atitude bloqueante, o eterno rival dos dois; beligerante, pronto para a bisbilhotice, com ar de biltre, exibia o boletim das notas: ‘20 a tudo!’
‘Parabéns’.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

BALTINA e ALBERTA, eram gémeas, iguaizinhas,
mas só por fora.
BALTINA vivia enfiada no seu trabalho.
e LIBERTA de preconceitos.
Enquanto, ALBERTA, despreocupada
pouco ou nada, se interessa com o amanhã.
Começou um namorico, com o TABELIÃO lá da vila.
Nada de sério, apenas para levantar uma BATALHA campal
com BALTINA, pois sabia que ela também tinha um fraquinho por ele.
E assim deu azo à vizinha que era PRBLEMÁTICA,
o mote perfeito, para mais uma BISBILHOTICE.
Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Os pais estão a fazer um trabalho contabilístico no tribunal; saíram de bicicleta como habitualmente, pois são absolutamente avessos a automobilistas poluidores, plenos de brutalidade.
Esta manhã, com a colaborante e balbuciante Albertina, dediquei-me a uma labuta bestial: estudar a atribulada batalha de Aljubarrota, brilhante baluarte histórico.
Depois, no parque vimos bateladas de borboletas; patos característicos do Báltico nadavam no lago. Este espaço tem bétulas gigantescas... parece um labirinto! Foi terribilíssimo encontrar a saída e ficarmos libertas.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

A toca

Havia além do batatal desbravado uma toca labirinto que se encontrava sob as raízes do malóbatro. Um Lobato espantado escolheu-o como latíbulo. O animal tinha de fugir dum malabruto, armado com uma horrível manubalista. Sem dúvida, neste tabernáculo inseguro esperava-o uma libitina certa. 
Ao longe soava o 
tão-balalão do carrilhão municipal, tocando em bitonalidade a música dum libreto popular.
Passos aproximaram-se, o inquietado fitou as orelhas, o perigo ainda estava lá fora e obstaculiza a sua fuga.

Theo De Bakkere, 62 anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL

Desafio nº 95

Quantas palavras conseguem encontrar 
que juntem as letras BTL?

Escrevam uma história com 
o máximo de palavras destas que conseguirem!


Eu escrevi assim:
Tibaldo Canário adorava a ribalta. Estar em palco libertava dentro de si uma borboleta sensível e brutal, capaz de enternecer uma bolota empedernida. Para medir o seu sucesso, não havia bitola. Mais ninguém conseguia uma tal batelada de palmas, mas os humores na floresta azedavam. Uma batalha de sussurros, numa atabalhoada tentativa de o derrubar, era liderada por Alberto Cuco. Só havia uma solução: deitar abaixo a árvore, tendo o cuidado de acertar em cheio em Tibaldo.
Margarida Fonseca Santos, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 95 – o máximo de palavras com BTL
EXEMPLOS
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29 julho 2015

Programa Rádio Sim 563 – 29 Julho 2015

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Sem arrependimento
Não deixo de pensar nos momentos que passamos, só tu e eu.
Só quero que sejamos felizes, mesmo depois do que fizeste. Lá diz o ditado, “Longe dos olhos, perto do coração” mas, infelizmente, este ditado não se aplica àquilo que estou a sentir agora, acho que é mais “O que os olhos não veem, o coração não sente” e nada mais.
Não me arrependo de nada do que aconteceu, até agradeço. Tornou-me mais forte, mais atenta.

Bruna Gomes, 12 anos, Arrifana, Santa Maria da Feira
Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Um fim

Pastorisa era um rasgo de sol. À sua passagem tudo se iluminava. Sorriso fácil, olhar amendoado, caminhava por entre as pedras saltitando com leveza. Gostava de ter por companhia o murmurar do vento. Naquele dia soalheiro, encorajou as cabras a subirem o monte. Junto ao regato deixou-se parar no tempo. Fechou os olhos e adormeceu, desejando que ele a encontrasse.
– Como pode ter acontecido? Pastorisa não merecia este fim!
A pedra, cansada do equilíbrio, deixara-se escorregar, matando-a…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 65 – chama-se Pastorisa.

Caminho

Uma porta que bate, fechando uma realidade até aí conhecida. Eras a minha vida. Tudo girava em teu torno, o meu mundo pulsava em ti. E no entanto partiste. Um clarão inundou a minha existência. Amorfo, caminho em busca de um rumo. Nada faz mais sentido. As forças abandonam-me aos cuidados da vida. Haverá mais vida em mim que mereça ser vivida? Não sei, deixei de me interessar. Desisto de perceber, entregue à ilusão de te encontrar.

Paulo Renato, 40 anos, Maia

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

Sol nosso de cada dia

Na Amazônia, sempre é verão. Diferem apenas que uns tempos são mais chuvosos que outros e em alguns estados, dada à localização geográfica esfria mais, outros como onde resido atualmente, costumamos dizer que “há um sol para cada pessoa!”
O Amapá, cortado pela linha do Equador, é muito quente! Há fatias de calor, quer no norte, quer no sul. Em julho, janeiro, ou dezembro, qual abelhas, dado o abafadiço, dá vontade de ficar de molho no cortiço!

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio Rádio Sim nº 3 – um dos provérbios dados no fim

Perspectivas

Raramente temos a ilusão que a vida não nos atropela sem piedade. Não apenas a nossa, mas as dos que amamos. Com a intensidade de um clarão, fundem-se numa tapeçaria que Penélope invejaria. Um emaranhado de fios de muitas cores que se tecem com raciocínios e emoções e que por isso mesmo ora se estranham, ora se entranham. Estou certa, todavia, que a vida não será nunca uma porta que bate, mas sim a janela que abre.

Sandra Évora, 40 anos, Sto. António dos Cavaleiros 

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

Na mira do coração

Alguns movimentos, do universo, nos deixam sem escapatórias.  Não adianta tentar burlar as leis naturais, querer desviar caminhos, fazer atalhos, se precipitar.
Só nos resta aceitar. Compreender, digerir, maturar, amadurecer. No mais é contemporizar. Deixa a “coisa” mais leve!
Certas paixões nos arrebatam, tiram do prumo, somos jogados fora do chão, e miramos um único alvo...
E desejamos invadir indefinidamente o amor. E por lá permanecer, pois que o mundo se torna algo à parte de tudo...

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio nº 53 – uma imagem, bola de basquetebol (literal ou metafórica)