21 julho 2015

A estrela

Ao fundo da cama um clarão rasgava luz. Alguém vinha às horas marcadas trazer o parco alimento para a manter viva. Pensava-se que não ouvia e ninguém falava com ela. Ouvia uma porta a bater, longe. Um dia, duas pessoas, um rapaz e uma rapariga, chamaram-lhe mãe e sorriram. Uma lágrima contida nos olhos de cada um deles. Olhava um e outro, mas não conseguiu proferir palavra. Naquela ilusão olhou a estrela que a esperava e embarcou.

Maria do Rosário Oliveira, 49 anos, Leiria

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

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