20 julho 2015

A quinta

De repente um clarão rasgou todo o amanhecer. Línguas de fogo estendendo-se pelo horizonte, numa ilusão bíblica e metafórica, iriam preencher mais um capítulo da história de uma família arruinada e precocemente extinta. Sentado, observava em redor. Apenas deserto e morte, qual estrada de Damasco, não fora a porta do alpendre permanecer aberta a bater para lá e para cá. Onde há vida, há esperança, e o projeto de reabilitação da quinta estava pronto para ser implementado.

Alda Gonçalves, 47 anos, Porto

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

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