27 julho 2015

A saudade

Era aquela hora sem tempo em que o corpo relaxado e livre desliza lentamente para o sono.
Estranho nunca termos consciência desse momento feliz.
Naquela noite, o estrondo de uma porta a bater rasgou a madrugada e acordou Luísa.
Sentada, de olhos muito abertos via o clarão enquanto o coração batia descontrolado.
Silêncio, nada que explicasse aquilo. Só uma forte sensação de presença e a terrível saudade do pai se apoderaram dela.
Não, não era uma ilusão.

Concha Cassiano Neves, 66 anos, Lisboa
Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão


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