21 julho 2015

Fechada pela guerra

Fazia tempo que a vida se despira da tranquilidade. A guerra assomava-se cada vez mais. Da janela, Maria podia perceber, ainda que ao longe, a cada estrondo, um clarão sublinhando o impacto das bombas caindo. Naquela noite ouviu a porta bater. Saltou do sono e correu para a porta, na ânsia de abraçar o seu amado Zé. A guerra  havia-o levado… Há muito os dias eram tecidos com a ilusão do seu regresso. A porta permanecia fechada…

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

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