21 julho 2015

Jogos

Anos sessenta. De manhã, Escola. À tarde rua que Tempos Livres é luxo por inventar.
Jogatinas sucessivas. “Muda aos cinco. Acaba aos dez”. Baliza de pedras.
Interrompidas apenas pela chegada abrupta do polícia.
Naquela tarde, fuga e bola levada atrás das costas.
O Arnaldo que tinha tanto jeito para jogar como o polícia para entender os sonhos dos jovens, correu e roubou-lhe o corpo delito.
Durante uma semana o polícia, envergonhado, foi roubar sonhos a outras crianças.

Leonel Dias, 65 anos, Setúbal


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