31 julho 2015

Manhã dolorosa

Foi no dia em que o imperador se curvou perante a morte.
A guarda imperial prostrou-se nas escadarias do palácio.
Suavemente, os outros guerreiros ajoelharam depondo as espadas, as lanças, os escudos. Faziam-no ingenuamente: inútil é lutar com a morte: se esta levara o imperial senhor, por que não o faria com eles, os mais fortes de entre os mais fortes de todos?
Agora, o império era um campo desguarnecido, território jacente numa aflitiva abertura à Europa.

Jaime A., 51 anos, Lisboa


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