27 julho 2015

No presente

Depois do fim, renascia. Fugira da guerra, agarrada à vida. Diante da guerra a vida eleva-se. Nada se assume com tamanha grandeza. Perde-se o nosso mundo, o aconchego dos dias feito ao nosso jeito. Perdem-se as ruas, os amigos, o odor da chuva batendo na terra. Acredita-se que outro sol irá brilhar, outro marulhar virá. E, não querendo perder tudo, amarramos na lembrança o que se extinguiu. Para que o renascer se faça presente, depois do fim.

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 64 – texto começando por “Depois do fim…”

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