20 julho 2015

O pesadelo do Tio Arlindo

O tio Arlindo acordou sobressaltado: parecera-lhe o estrondo de uma porta! Àquela hora, isso só podia significar uma coisa: estava a ser assaltado. Levantou-se devagarinho, tentando atenuar os rangidos da cama. Calçou os chinelos e pegou na caçadeira. Pé ante pé, avançou pelo corredor. Silêncio. Será que os ladrões estavam à espera de o apanhar desprevenido? De subido, um clarão iluminou a janela. Segundos depois, novo estampido. Arlindo suspirou de alívio. Pura ilusão: era apenas uma trovoada.

Carlos Alberto Silva, 56 anos, Leiria

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

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