22 julho 2015

Riso de paraíso

Era assim... O teu sorriso apagava a luz do dia. E tua existência preenchia a minha na total exatidão.
Ao toque invasivo de teus olhos: clarões, radiosas sensações.
E se respiravas bem próximo do meu cheiro, um quase morrer me acudia.
Navegava, náufraga por completo em te pertencer. E meu tempo, corpo, alma e pensamento pertenciam ao amar, perfeita inexata exatidão...
Tudo, porém foi efemeridade.
Como a pequena morte, o culminar. Se ao nos matar nos nasce... 

Textos:
O teu sorriso apagava a luz do dia - Fazes-me falta - Inês Pedrosa
Se ao nos matar nos nasce - Mulheres Eduardo Galeano

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor


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