30 maio 2015

Oportunidade de ser melhor

Felicitar
o que faço agora
Lindas datas!
Impregnadas de amor e
Zelo pela vida

Natal, nascimento, novidade, bons fluidos, Jesus!
Aquele que veio para nos redimir,
Trazendo graças, luz, esperanças.
Amor infinito por cada um
Linda criança abençoada entre nós!

Boas novas
Olhar de venturas e
Muito mais!

Abençoados sejam os próximos 365 dias
Nos quais tenhamos Paz abundando
Olhar para o futuro

Nos edificando
Ofertando novas chances
Vez de ser feliz,
Oportunidade de ser melhor.

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano

Aceitar a dádiva

– “Não ponhas a carroça à frente dos bois”. – Estava farta! A mesma resposta sempre que alvitrava marcar o casamento. Acabou! Leva a carroça e os bois!
E aconteceu… Encontrara a sua alma gémea. A paixão cresceu. Uma sinfonia que lhes alargava o mundo!
– Quero falar contigo! – Despeitado, dedo em riste, acusa-a: – Foi rápida a minha substituição!
– Lembras-te da carroça? Gosto mais: “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”! Limitei-me aceitar, hoje, a dádiva do destino!

Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Programas Rádio Sim Maio 2015

Todos os programas, sempre com Helena Almeida, na Companhia da Rádio - podem ouvir-se aqui
(ou pelos links que estão em baixo)

Indicativo do Programa - Música e letra: Margarida Fonseca Santos; Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso - Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 21h20, todos os dias




Quer ouvir as histórias lidas em Maio de 2015? Vá por aqui:

Chá inusitado

Dona era seu nome no mundo místico. Cabelos fartos, esguia, o que mais a assemelhava as bruxas era o olhar, misterioso, indagador, invasivo, profundo, às vezes distante. Naquele dia, preparou o famoso caldeirão, várias especiarias para os normais, intrigantes, mas apropriados ao momento. As amigas chegaram e logo serviu a entrada, chá detox (de corpo e alma)! Após o primeiro gole (delicioso), um grito estridente ecoou!
Também que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata...!

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio nº 13 – Frase para terminar: Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!

Desafio nº 91

Hoje vamos regressar às imagens e, a partir delas, construir a nossa história.

Aqui fica a de hoje:
Uma gota de chuva escorre sobre algo, serpenteando e ganhando velocidade, até se juntar a uma pequena poça. 

Esta é a imagem metafórica que iremos usar num texto de… 77 palavras, claro!

Eu escrevi assim:
Celeste desumanizava-se a cada palavra que engolia, sem ter a noção do quanto se desfazia. A mãe, gritando palavras sem pena, aprofundava o destino da filha, criticando, desdenhando, menosprezando. Quanto mais Celeste tremia, mais a mãe a desfazia. Contudo, foi de repente surpreendida pelo fim do tremor de Celeste. Ninguém o poderia prever, ninguém. Quando a viu sorrir e afastar o medo, a mãe entendeu. Empurrara a filha para lá do seu mundo. Perdia-a, agora, para sempre.

Margarida Fonseca Santos, 54 anos, Lisboa

29 maio 2015

Programa Rádio Sim 520 – 29 Maio 2015

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim



Pudera eu abraçar-te
Que um cigarro nos deixe conversar.
Que nos arranhe a garganta de tanto falar.
Tal qual uma tosse seca e um abraço mal dado.

Que um agrafador nos prenda bem perto.
Que nos algeme punho a punho, beijo a beijo. 
Tal qual duas folhas de papel gastas, 
onde o poeta escreveu um lírio pisado por um elefante;
metáfora para um abraço mal dado, que pisa a alma.

Pudera eu abraçar-te bem, sem garganta arranhada nem alma pisada.

Gonçalo Gil, 18 anos, Lisboa
Mais textos aqui: facebook.com/versifico 
Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

28 maio 2015

Programa Rádio Sim 519 – 28 Maio 2015

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim



Queria ir ao bailarico
Queria ir ao bailarico
Mas meu pai não me deixava,
Estava em cima da ponte
Como a cabra tresmalhada!

Queria ir ao bailarico
E o que havia de fazer?...
Tinha qu´enfrentar um rio
Sempre em fúria e a crescer!

Queria ir ao bailarico,
Mas vencer era um pavor…
Era como ir à conquista
E enfrentar o Adamastor!

Queria ir ao bailarico…
E o rio? Oh que maçada!...
Tinha que saltar da ponte
Como a cabra tresmalhada!

Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante
Desafio nº 87 – ponte, rio, cabra

Traição inocente

Joana estava em guerra desde aquela cena de ciúmes do marido. Vivia entrincheirada, esperando um cessar-fogo. Sentia-se inocente. Apenas cumprimentou com dois beijos o ex-namorado. 
Porém, para Marco era traição que transformava em violência.
Joana não podia aceitar tal situação. 
Um dia, saltou da trincheira, correu direita à praia. Mergulhou e nadou rumo a um novo destino. O apelido de casada ficou preso no arame farpado que atravessara para sair do palco de guerra.
Sentia-se agora livre!

Domingos Correia
, 57 anos, Amarante
Desafio nº 60 – apelido preso no arame farpado (frase obrigatória)


"O mal e o bem à cara vem // Quem vê caras, não vê corações "

O mal e o bem à cara vem... Quem vê caras, 
não vê corações.
Eis o meu dilema de sempre. Parece que toda 
a gente sabe como estou pela cara, aliás pensam 
que sabem. 
Hum... não estás nos teus dias, com essa cara... 
Irra, sempre a mesma coisa. Posso até nem estar mal, 
mas fico de imediato, com aquelas palavras "chave".  
Porque o que nos define é a essência, logo:
"quem vê caras, não vê corações"... Certo?

Maria Cabral, Azeitão

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Fui a Ponta Delgada e, depois do curso de escrita, veio a «vingança»!

Margarida, Fonseca, Santos, Ponta, Delgada, Ginásios, Lançamento, Zero, Crónica 

(Usar as primeiras sílabas de cada uma das 9 palavras dadas e construir palavras onde estas também iniciem a “nova”. Proibido usar que, mas, ser, estar, ter, “-mente” e possessivos)

A propósito da viagem aos Açores
Então, a noite gritava por uma maresia navegável já que os ventos perderam a deliciosa provocação de arrancarem até os mais aprumados dos cabelos. O lânguido balancear marítimo tornara-se tão irreal como as riscas de uma zebra em ginitria. O humano respirar mostrava-se agora possível através das sanadas gotas em chão caídas. As fontes do céu perderam a alfinetada do toque. O agora ponderado tempo convidava a sair do abrigo em vez de um desfrute de cró.


Carolina Cordeiro, 34 anos, Ponta Delgada, São Miguel, Açores  

(desta vez, foi a Carolina a brincar comigo e a inventar algo ainda mais louco do que os desafios o blogue...
um beijinho, Carolina
Margarida)

27 maio 2015

Programa Rádio Sim 518 – 27 Maio 2015

OUVIR o programa! 
No site da Rádio Sim


77 Palavras
77 palavras,  bem contadinhas e certinhas. 
Enquanto vou escrevendo conto as palavrinhas.
Vou ter de esticar mais um pouco a "converseta"
Vamos ver se estão 77 e conto-as com a caneta.
Se fossem só 7 mas, as 77, dão mais escolha.
Bolas, entornei o café e até sujei a folha.  
77 palavras. Irra, já me dói o dedo de tanto recontar.
Pronto e desta feita, ao final vou chegar.
Concluí as 77 palavras mas...  tive de "labutar"!

Maria Cabral
Mais textos aqui: http://dialogarpodesertil.blogspot.pt/

Entre 1 e 4

Sutis detalhes.
Entre 1 e 4
Aos 14 desabrochando
Flor cheia de frescor.
Corre vida em 4G
E logo tempo vai passando...

A beleza da mulher.
Vai como que surgindo
Sedução ganha vez
Segurança transborda
Aos vinte é bela tez
Transforma-se doce menina
Faz sensual sua forma

30: arrebatadora
40: charme e magia
Intenção de gesto olhar
Madura, sim, e daí? Encantadora!
Sabe o chão que quer pisar,
Viva então o seu tempo!
41 já pode chegar!

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil
Desafio nº 14história onde entram duas personagens de idades 14 e 41


26 maio 2015

Nem sempre enganar compensa

Tinha um apelido importante cheio de Rs e Ss. Pertencia à fina nata nacional. À sua passagem sorrisos abriam-se, colunas dobravam-se, cabeças baixavam. O seu olhar poderoso dominava. Era considerado um líder.
Sentia-se grande. Entrou por maus caminhos. Enganou muita gente. Depois, ralharam as comadres e se descobriram as verdades. O seu apelido ficou preso num arame farpado. Até os velhos amigos o abandonaram. Assim, como castigo foi acusado e preso. Por isso, enganar nem sempre compensa.

Isabel Sousa, 63 anos, Lisboa
Desafio nº 60 – apelido preso no arame farpado (frase obrigatória)


Programa Rádio Sim 517 – 26 Maio 2015

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No site da Rádio Sim



Era uma vez...
Era uma vez um elefante que estava com tosse seca e entretanto, encontrou um lírio na floresta. A flor estava murcha e o animal foi ao lago buscar água. A flor ficou contente  e sorriu. Apareceu um homem que queria levar o lírio, mas o elefante esteve a vigiá-lo de dia e de noite. O animal viu um agrafador na mesa e ele pensou que era para matar a flor. Por isso, ele levou o lírio dali.

Nuno e Santigo, 8 anos, Escola EB do Largo do Leão, Agrupamento de Escolas Luís de Camões, prof. Margarida Belchior
Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

25 maio 2015

Programa Rádio Sim 516 – 25 Maio 2015

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O tesouro do tempo
Esses dias tinham sido o meu tesouro de tempo. Dizias que tudo teria essa luz. Acertavas as manhãs e as tardes pelo nosso olhar. Pelo riso nas ternuras das nossas mãos trémulas.
Porque se treme tanto quando se sente assim? Terríveis as emoções, vergastando a alma entre o sonho e o pudor.
Mas tu sabias. Descartavas, sereno, o meu modo de fuga. E acertavas sempre.
Nunca se disse nada. Mas no meu olhar restariam, eternas, as perguntas.   

Paula Coelho Pais, 53 anos, Lisboa
Desafio nº 88 – todas as palavras com mais de 6 letras têm de ter RST

Palavras

“As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras” – afirmava a professora maravilhada com as intervenções sagazes de alguns dos seus alunos. Explicava ela como era importante, deveras importante, a linguagem verbal. Durante a avaliação da aula, deteve-se no Pedro, criança tímida e pouco participativa, pelo menos quando diretamente abordado. “Devias participar mais, devias…”. A medo – embora convicto da sua verdade – o menino questionou: “Mas, professora… também não é verdade que palavras, leva-as o vento?”

Elisabete Bernardo, 47 anos, Santo António dos Cavaleiros
Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios


O pescador

“De manhã é que se começa o dia” é o meu lema de pescador.
Chego sempre ao mar ainda madrugada e faço pescarias razoáveis.
Mas uma vez, após uma noitada na taberna do Pitocas, acordei já com Sol alto.
Porém, lá fui.
Sem fé, lancei as canas. Surpresa! Peixe atrás de peixe… Fiz a maior pescaria da minha vida.
Fiquei a pensar no meu avô que dizia: Mais vale quem Deus ajuda, do que quem cedo madruga!

Domingos Correia, 57anos, Amarante

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Amigos para sempre

Ouviu-se um estrondo e a cabra parou hesitante, no meio da ponte velha que desabou. Foi atirada ao rio e arrastada pela corrente. Estava quase a afogar-se, quando um tronco montado por um rato passou por ela. O rato gritou:
– Agarra-te!
E assim se salvou.
Quando a corrente abrandou saltaram para a margem e alcançaram terra firme. Agradecida a cabra disse:
– Monta-me rato e vem comigo para a terra dos impossíveis.
Ele aceitou e tornaram-se amigos inseparáveis.

Isabel Sousa, 63 anos, Lisboa

Desafio nº 87 – ponte, rio, cabra

Não!

Não aos que já não esperam, por isso desesperam.
Não a quem nada diz e não vive feliz.
Não aos que muito odeiam e amor não ateiam.
Não aos amores que dormem e na dor se consomem.
Não a quem muito abusa, não limpando o que usa.
Não ao que mente por opção para ter promoção.
Não ao que não dá por querer e não quer ver.
Não a quem tudo consome e deixa dor e fome.

Isabel Sousa, 63 anos, Lisboa

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

22 maio 2015

Programa Rádio Sim 515 – 22 Maio 2015

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

A pequena F.
Era um dia de calor. 
As crianças brincavam alegremente.
Ora salta, ora corre.
Quietas é que nunca estavam!
Alegria era coisa que não faltava.
Por isso, quando os meus olhos pousaram sobre a pequena F.,
Sentada a um canto, sozinha, com um olhar triste,
Senti um aperto no coração.
Timidamente, sentei-me ao seu lado,
Dei-lhe o abraço que ela precisava, queria.
Demos asas à imaginação.
E não é que consegui?
Sorriu!
... e o meu coração também!

Tatiana Santos, 23 anos, Leiria

Sobre alegria

Porque o riso muitas vezes não se completa. A música é destoante, perdem-se cores, sabores.  Já o riso, esse é desconcertante, desarma a ira, acalma, inspira.
Mas há que ter peito aberto, enfrentar tudo sorrindo nem sempre é simples.
Tem gente que desacolhe a felicidade. Bate portas, janelas para alegria.
Afugenta a felicidade.
Sim, requer mais coragem a alegria que a pena.
Passar atropelos, contornar pedras, vencer abismos, com fé inabalável, riso no rosto, é quase utopia...

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil
Desafio nº 15 – com frase retirada de um livro

«Requer mais coragem a alegria que a pena», do livro Dias e noites de amor e guerra, Eduardo Galeano
Publicado aqui: http://www.anezinha.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=5254036

Mulheres

Mulheres são beleza
São botões de rosa,
São delicadeza
De pele mimosa!

Mulheres são doçura,
São a simpatia
São mães porventura
No seu dia a dia!

São o brilho no escuro,
Beleza ao luar,
Cheias de atributos
P’ró homem amar!

São também defeitos…
Não só perfeição,
Mas são pacientes,
Sabem dizer não!

Mulheres são orgulho
Em ser o que são!
Custa-lhes quebrar
Se têm razão!

Mulheres são no mundo
A moderação!
Trazem o amor
No seu coração!

Maria do Céu Ferreira, 59 anos, Amarante

Desafio RS nº 23 – história de mulheres

O que eu preciso...

Tens graça quando dizes que nunca é tarde para aprender. Com esta idade e cega, o que preciso é de amenizar a solidão. Qual braille, qual quê? A Luisinha foi para a praia, o Pedro está a trabalhar, a Rita anda de namoro com o pintor e a Marta e a Teresa estão deprimidas, para não variar. Minha querida, burro velho não aprende línguas e o que eu preciso é dos beijos e abraços dos meus filhos.

Paula Dias, 50 anos, Lisboa

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Que raiva!

“As aparências iludem”, mãe! – atirei-lhe em desespero.
Mais uma daquelas e a minha vida desmoronar-se-á, de novo. Afinal, se já ninguém duvida do meu amor pelas crianças, por que tenho ainda de me controlar?! Mas, agora, uma saída em precária para os ver era tudo para mim. Não podia ceder mais a impulsos. Que raiva!
Na última visita disparou na minha direcção, já num tom condescendente: 
– “À mulher de César não basta sê-lo tem de parecê-lo”…

Graça Santos, 56 anos, Paço de Arcos

Desafio nº 90 – com provérbios contraditórios

Avidez

Mesmo depois de tudo, ainda era ávido. Aquele encontro desconstruíra toda a muralha que preparou. Estava tão ávido pelo sabor de seus beijos que não ofertou resistência. Nunca se sentira tão ávido, qual tuareg no deserto. Amou como se fora a última vez.
Incompreensivelmente permanecia ávido por mais, ficar absorto, entregue, pleno. Parecia que se esquecera de tudo, que o tempo não passara. Era ávido por amor, fome infinda de amor. Ávido, cobiçoso de apenas ser feliz.

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio nº 12 – uma palavra que aparece meia-dúzia de vezes, pelo menos

Com calma, vamos lá!

Mariquita caminhava tranquila, passando na rua ampla, florida.
– Aiiiiiii, o raio da miúda! –  gritara a idosa, com mala azul na mão.
Madá chocara com Mariquita. Vivia na casa ao lado, a chata! Miúda bonita, sim, mas brusca, cansativa...
– Vou atrasada para a aula de filosofia – gritou.
– Totó! – sussurrou Mariquita, continuando na calma habitual.
Madá, com passo rápido, caiu no pátio comum, logo ali. Ficou parada, magoada, a chorar.
Mariquita passou a sorrir. Madá não foi à aula.

Sandra Pilar Paulino, 44 anos, Barreiro
Desafio nº 9 – sem usar uma letra (U, R, S ou E) – história conhecida


21 maio 2015

Programa Rádio Sim 514 – 21 Maio 2015

OUVIR o programa! 

No site da Rádio Sim

Um ninho diferente
Era um guarda-rios, voador exímio. Fez ninho no guarda-lamas do carro do guarda-florestal. Um dia o guarda-florestal descobriu. O guarda-rios, assustado,  voou pela casa dentro. Refugiou-se no guarda-jóias que estava esquecido num canto.  Enervado, o guarda-florestal, procurava em todo o lado. Abriu o guarda-fatos, as gavetas e, sem querer, até partiu um quadro com a foto do seu tio-avô que foi um famoso guarda-marinha.
E o guarda-rios, sossegadinho, lá chocou os ovinhos no guarda-jóias, esquecido num canto.

Domingos Correia, 57 anos, Amarante 
Desafio RS nº 24 – 6 palavras com GUARDA-