30 janeiro 2016

Fragilidade

Era aquele, então, o momento definitivo do não retorno? Nada mais havia a fazer. Ser forte, prosseguir. Falavam-lhe em coragem. Que a vida continuaria. Mas porque tudo lhe parecia vazio e absurdo? Se tivesse evitado algumas palavras. Construído mais sorrisos, talvez tudo fosse diferente. Mas era tarde. Agora, restava o futuro e o futuro era um lugar que lhe parecia duro, estranho e difícil de encontrar.
Então, na imensa fragilidade da sua alma, um pequeno pássaro cantou…

Paula Coelho Pais, 54 anos, Lisboa

Desafio nº 103 – 3 frases impostas por ordem

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