26 fevereiro 2016

Reencontro

A mulher sentou-se no comboio ao lado dum jovem. Na rádio, uma notícia sobre refugiados. Simultaneamente, uma lágrima escorregou-lhes pelo rosto. Olharam-se.
– Porquê essa lágrima?
– Também já fui refugiado, perdi-me da minha mãe quando fugimos – respondeu o jovem, arregaçando as mangas devido ao calor.
A mulher estremeceu…
Aquele sinal no braço era inconfundível. Há vinte anos, eles, mãe e filho refugiados, na confusão da fuga, seguiram caminhos diferentes.
Destino? Talvez… importante é agora estarem juntos de novo.

Domingos Correia, 58 anos, Amarante
Desafio Escritiva nº 5 – cruzar comboios


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