02 fevereiro 2016

Sapatilha cirandeira

Andei muito. Ou caminhei. Por tanto lado. Com sol, chuva; calor, frio. Por vezes estafada. Mas andava, andava, pela alegria, prazer de conhecer. Conhecimento sofrido. Ai, também pela mágoa, dor. A tristeza, o choro intenso; misturando lágrimas e chuva. Amassada, pisada. Oh! Parar de tanta caminhada solitária em vão. O tempo arrastou-se pesado a esgotar-nos. A ‘alma’ exposta em tanto cirandar, ainda assim, fui companheira. Condoeu-se de mim e, enfim, no caixote do lixo me deixou descansar.

Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra

Desafio Escritiva nº 4 – homenagem às sapatilhas 

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