22 março 2016

Promessas

Ele prometeu:
Um dia, havemos de lá ir.
Havemos de lá ir, era sempre a conversa de todos os dias.
Todos os dias, quando queria alguma coisa.
Alguma coisa que lhe elevasse o seu ego de futilidade.
Futilidade, que para mim já não era novidade.
Não era novidade, mas no coração ninguém manda.
Ninguém manda, porque o amor é cego e faz de nós uns idiotas.
Idiotas, porque acreditamos em tudo que nos dizem,
mas ele prometeu.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 63 – fim de cada frase é igual ao início da próxima…

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