15 abril 2016

Ninguém

Naquela manhã, fui despertada por um leve repetitivo bater de dedos no vidro que refletiam pouca convicção ou receio. O gesto repetiu-se por alguns minutos e senti uma mistura de sentimentos. Mantendo sempre o mesmo ritmo calmo, o som repetia-se como uma melodia. Fiquei indecisa sem saber o que fazer. Deveria aproximar-me e ver o, ou quem era, ou pelo contrário deveria manter-me afastada. Por fim, decidi abrir e não encontrei nada nem ninguém. Tinha desaparecido.

Sara Catarina Almeida Simões, 28 anos, Coimbra
Desafio RS nº 25 – dedos que batem no vidro (cena)


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