22 maio 2016

A Besta

Lembro-me da primeira vez que o vi. Estava na Veracruz, ajudava um grupo de Jesuítas que acolhiam migrantes. Estava a preparar comida quando alguém gritou: “Estão aqui”. Deixei o que estava a fazer, batimento rápido do coração. Corri pelas vias, então entendi porque se chamava a Besta, o imponente ferro fazia o seu caminho sem se importar com nada, no entanto as pessoas tinham fé de chegar depois do rio Bravo, era o que restava para eles.

Camila Martínez, 19 anos, Cidade do México, prof Paula Pessanha Isidoro

Desafio Escritiva nº 5 – cruzar comboios

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