17 maio 2016

Acasos

Para tudo há um pretexto... O dia estava brumoso e nostálgico. Apetecia a sedução do espectáculo. No átrio do teatro, a fauna costumeira tagarelava, comprava ou via os artigos da loja. Na observância, alguém derrubou um renque de lápis... um caiu, rolou até estacar perto duma jovem que o apanhou e guardou, não sem antes o pagar.
Rolaram também os tempos. A agora novel pianista, encontrou inopinadamente, mas com júbilo, o lápis com que pautara os rudimentos. 


Elisabeth Oliveira Janeiro, 71 anos, Lisboa
Desafio RS nº 37
 – o lápis caído no chão

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