12 maio 2016

O esboço

Esboçando a sua amada falecida, entristeceu-se pelo facto de não conseguia lembrar o seu delicioso sorriso e atirou zangado o lápis para chão. Quando o reencontrou, entre a tralha no chão, tocava turbulento o telefone no anexo. Daí a nada voltou para o inacabado esboço, mas já não soube onde deixava o lápis. Olhava desconsolado para a face da querida. Num ai, viu-a sorrir como se lembrava dantes e instintivamente pegou no lápis perdido atrás da orelha.

Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia Bélgica
Desafio RS nº 37
 – o lápis caído no chão

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