14 junho 2016

Parábolas

Gostava de criar, de adicionar às palavras um significado novo. Era um contador de histórias, num mundo recheado pelas equações da vida. Pela sua voz multiplicavam-se suplícios de amores divididos pela partida de alguém, diminuíam-se prazeres e adicionavam-se dores.
Dentro de si formavam-se teoremas, que ganhavam vida através de operações desiguais, ordenando-se de modo arbitrário. Não havia padrão no que construía, apenas procurava que cada parábola tornasse o perímetro da vida mais rico e sem resto zero.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
Desafio RS nº 38 – a matemática dos dias

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