30 julho 2016

A barreira

Encontrava-a todos os dias no mesmo local, antes do início das aulas da manhã. Passava por ela. Nada lhe dizia. Rapariga estranha, aquela, sempre sozinha, e absorta num mundo, que, aparentemente, ninguém conhecia. De início, a minha curiosidade era mais forte. Pensara aproximar-me dela, meter conversa, saber, pelo menos, o seu nome. Não tive coragem. Não sei porquê. Talvez porque o seu aspeto físico, de preto, com tatuagens e piercings, acabara por impor uma barreira entre nós. 
Maria Clara Almeida, 45 anos, Tomar

Desafio nº 109 – solidão no meio de gente

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