20 julho 2016

Lúgubre

Em certos momentos, revejo-me lúgubre. Interrogo-me se sentes o mesmo, se sobrevives pelo tempo como eu sem ti; se, disjuntivo, existes. Crês-me presente, mesmo que em inúmeros ensejos só em espectro. O presente flui e o crepúsculo vespertino destrói o meu espírito corroído e consumido. Vivo?... Somente um conjunto velho de músculos e ossos. O meu ser, esse ente de índole doce, esconde-se num fosso escuro e restrito. Um invólucro sem volume, cingido, esquecido, se és inexistente.
Vanda Gomes, 45 anos, Lisboa

Desafio RS nº 39 – história de amor sem A!

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