11 agosto 2016

Olhando o infinito

A transparência e nitidez da noite eram prenúncio de grande animação.
Era o mínimo, aquele convite no meu aniversário.
A nossa união vinha a degradar-se e nessa noite ele pareceu-me de granito.
Marimbei nisso, apesar do pânico que me invadia.
Não queria sentir animosidade, tentei estar em sintonia com ele.
Olhei para o infinito e deixei-me embriagar pela sinfonia de sons e de luzes.
O nível daquela noite conseguiu apagar as ninharias que me atormentavam a vida.
Isabel Lopo, 70 anos, Algarve

Desafio RS nº 40 – 14 palavras com a sílaba NI

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