30 agosto 2016

Roseiral

O meu tio comia pipocas como se não houvesse amanhã. Escondia-se no refúgio, no meio das rosas, apesar dos espinhos, e saciava-se. 
O problema foi que, naquele dia, uma pipoca se lhe atravessou no gorgomilo e a solução foi carregá-lo para o hospital. E se ele era pesado, quando se debatia. Foi tratado por um médico jovenzinho, que o fez sofrer. 
Enraivecido e dolorido, chegou a casa, pegou no martelo e o roseiral tornou-se num ser desmembrado.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
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Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

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