19 agosto 2016

Último da espécie

Ontem, num restaurante com guardanapos de pano e alguma cerimónia, o empregado enganou-se numas coisas e atrapalhou-se com outras.
– Perdoa-me se lhe disser que estou apaixonado?
Não só perdoei como tive vontade de o sentar à mesa para que me contasse tudo, quem era a pessoa por quem os olhos dele brilhavam. Não resisto a um homem apaixonado, comove-me, parece-me sempre o último de uma espécie, um derradeiro Dodó a precisar de protecção.
Sou parva, eu sei.
Inês do Carmo

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