01 setembro 2016

Dos Agrados

martelo do ouvido interno precisava ser tratado.  Não que o problema não tivesse solução, mas para já o incómodo era imenso. Na sala de espera do consultório, refúgio dos doentinhos auditivos, a vozearia exasperava. Aquilo era um grupo desmembrado: uns falavam muito alto, outros baixo.
A paciente para o otorrinolaringólogo, já com o aparelho corrector:  – Mas, Senhor Doutor, agora ouço tudo, o que quero e o que não quero.  – Dona Conchita, cada rosa tem seu espinho!
Elisabeth Oliveira Janeiro, 71 anos, Lisboa
Desafio Escritiva nº 11 - mensagens na garrafa

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