03 setembro 2016

Pobre martelo

problema do martelo não tinha solução. Estava tão carcomido pela ferrugem, que já não ousava dar uma martelada por mais suave e lenta que fosse. Passava o tempo todo no seu refúgio escuro e, quase sempre, malcheiroso. Só pensava na sua querida Ana Rosa e no quanto ela devia sofrer… e isso era um autêntico espinho espetado na sua alma. Bem tratado, sempre cumprira, com rigor e mestria, as suas funções. Agora, sentia-se desmembrado, pobre martelo!
Domingos Correia, 58 anos, Amarante
Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

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