17 setembro 2016

Vida queimada

1 homem desconhecido, 1 floresta, 1 isqueiro, 1 vida apagada para sempre nas chamas que ele nunca quisera atear.
Traíra-o o excesso de zelo e a natureza da fisiologia humana.
Traíra-o a consciência, a responsabilidade.
Nada havia a fazer, não podia apagar o fogo, nem salvar aquela vida. Restava-lhe entregar-se.
O fim? Foi o esperado: queimaram-no na praça pública para exemplo das gerações vindouras que não conheceriam a floresta.
Sem querer, encontrara uma saída fatal do anonimato.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 35 anos, Salamanca

Desafio nº 109 – solidão no meio de gente

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