15 outubro 2016

Filatelia e 77 palavras - dois textos

Ao chegar ao fosso do castelo, o cavaleiro estacou. Embora tivesse a certeza de que era ali que deveria entrar e pedir ajuda para a demanda, um arrepio agitara-lhe a coluna vertebral e os receios. E se não o quisessem ajudar? Se tudo não passasse de uma ideia pouco realista? Pior… E se ele, cavaleiro do Rei, não fosse suficientemente experiente ou corajoso para cumprir o que Sua Majestade lhe confiara? Um cansaço doentio abateu-se sobre ele.
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Para o segundo excerto, era necessário incluir, isto: (aquele/o/um) rosto não era preciso. Quem seria?

O ranger sombrio dos pesados portões invadiu-o de maus pressentimentos. Agarrou as rédeas com garra – mantendo-as curtas –, tocou o cavalo, incitando-o a caminhar, e lançou um último olhar aos arredores submersos em neblina e mistério. Quando os portões se fecharam atrás dele e o pajem segurou as rédeas do animal voltou a sentir um frio na nuca ao reparar numa figura sinistra que, apesar do elmo, sabia que conhecia: o rosto não era preciso. Quem seria?
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão 

O próximo texto, de 77 palavras, claro, terá de incluir (no fim) isto: 
... e nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.

Vamos a isto? Temos até dia 28 de Outubro!

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