14 outubro 2016

O vagabundo

O vagabundo já atravessara de lés a lés o país. Quando buscava um lugar para dormir, o céu era por força o seu telhado. Como cama usava uns papelões, e o saco onde reservou os seus insignificantes ativos serviu como cabeceira. Embora esfarrapado, tentava vestir-se de forma aceitável, com camisa e laço para não fazer asco. Um sapato estragado foi invisivelmente consertado por cola e cartão duro.
Hoje está um frio seco. Oxalá encontre um abrigo quentinho.
Theo De bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica 

Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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