17 outubro 2016

Perdi a ceifeira!

Ia eu na minha sela, montado na minha mula Maria de saco na ilharga – devagarinho –, por entre os campos de trigo, quando ela me apareceu.
Disse-me 
olá e perguntou-me:
– Olha 
, homem, ninguém te cose essa bolsa? Tens o papo seco a cair pela costura.
A gaiata, uma ceifeira airosa e descarada, fez-me logo o coração disparar. Com os nervos, dei um coice na mula e dei à 
sola. E assim, estupidamente, perdi a magana da moçoila.
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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