11 outubro 2016

Preso

Estava preso. Como pertences tinha apenas um saco com um tubo de cola e um pequeno laço rosa, em memória da mulher.
O clima era seco e sufocanteQue fazer? Que asco aquela vida. Uma tortura...
Como tinha calos nos pés, pela tardinha, na cela, mergulhava-os em água com sal. Que alívio!
Das grades espreitava os alces em correria pela floresta e ocorria-lhe dar à “sola”, mas tinha de cumprir a pena.
Era o preço da liberdade!
Emília Simões, 65 anos, Mem-Martins (Algueirão)
Mais textos aqui: http://ailime-sinais.blogspot.pt/
Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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