31 outubro 2016

Rompendo o escuro

Claro, meu amigo, depois do dia escuro de ontem, o alvorar hoje parece-nos mais claro e luminoso. Estúpido foi teres ficado em casa sem te mexeres, a cabeça sob a almofada para não enfrentares o escuro. Nunca imaginei que fosses estúpido e, claro, de ficares inerte. Mexe-te. Pensei que fosses um rapaz esperto, que caminharias rompendo o escuro para vires ao meu encontro. Estúpido mas esperto, se não te mexeres e não disseres nada passas por esperto.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 112 – 3x5 palavras no texto

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