18 outubro 2016

Seria livre?

Depois de muito andar, perambular, ela chegou, disse olá, pediu uma dose. Estava seca, gastara a sola toda do sapato. A barriga oca. Ainda sentia o asco da cela fétida. A imagem da ala escura ia e vinha na mente, os gritos das parceiras de cárcere sendo torturadas fazia eco,
Cada caso um sofrimento, um pavor...
No pequeno saco plástico as lembranças de três décadas...
A lembrança vem, e soca o presente com o passado.
Agora era livre... Seria?
Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil

Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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