18 outubro 2016

Um elo, um eco

Era o elo que unia a família!  Funcionava como um eco do passado, o selo que marcava todas as gerações. Uma maravilha aquele espírito: encontrava em qualquer conversa, por oca que nos parecesse, um eco luminoso, um caso interessante, uma reminiscência que remetia para o Eça que conseguia descobrir em nós. Era a cola dos nossos afectos, a soca subterrânea que segurava a haste que abanava os nossos quotidianos. Era a cela onde escondíamos a nossa intimidade.
Teresa Varatojo, 67 anos, Lisboa 

Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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