17 novembro 2016

Primavera

Comprado nos Uffizzi, guardava-o religiosamente. Como abordaria o Renascimento, levei-o para me inspirar. Discretamente, o lápis rolou para debaixo da secretária. 
Depois apanho. Continuei a falar. Olhei de soslaio para baixo. Nada! 
Nunca soube quem o apanhara.  
Passados anos, chega-me um envelope. Remetente: “De alguém que jamais a esquecerá ”.  
Vejo o lápis e um bilhete: “Por sua culpa, apaixonei-me por Itália. Grato, ofereço-lhe este caderno”. E, estampada na capa, A Primavera de Botticelli sorriu para mim.
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

Desafio RS nº 37 – o lápis caído no chão

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