08 novembro 2016

Um dia...

Ouvia-te sempre à mesma hora. Um toque, uma cadência e depois nada. Das primeiras vezes corria para te conseguir ver. Mas não. Perdi dias a pensar como serias. Contavam-se lendas sobre estes barulhos que se ouvem nos vidros em noites de tempestade. Que seriam nefastos, diziam. De mau agoiro, asseguravam. Mas eu sabia que eras um sinal bom. Uma luz na minha vida. Talvez fosses uma ave noturna, uma estrela, uma fada. Um dia a janela abriu-se.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 55 anos

Desafio RS nº 25 – dedos que batem no vidro (cena)

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