10 dezembro 2016

À lareira

Pode ser que a chuva caia com força, limpe a rua das folhas do outono, que o céu azul se encha de nuvens, que o vento sopre forte, que o inverno chegue depressa, que os vidros da janela se encham de gotas de água.
Que chegue a hora de acender a lareira e ficar, amor, a olhar o fogo vermelho, sempre diferente, ouvir estalar os galhos, assar castanhas na brasa, beber vinho tinto, e ficar, só ficar.
Marina Delgado, 52 anos, Tramagal, Abrantes

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

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