02 dezembro 2016

Agrafador ao peito

De agrafador no peito vivia donzela Maria. Guardara até aquele dia o amor bem agrafado. De tão apertado que estava o peito, Maria tossia, tossia. A tosse era seca parecia um elefante na savana ao calor abrasador, deitado. 
Já cansada e desesperada arrancou os agrafos, furiosa. Findara aquele amor. Sangrou de dor o peito. A tosse terminou. 
E agora Maria – a donzela vive no jardim de noite e de dia e lá figura o seu lírio predileto. 
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

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