06 dezembro 2016

Espantar-se eternamente

Lembrava-se de escrever em breve texto, uma forma de poema: “espantar-se eternamente com as coisas”. E tal parecia-lhe a chave para tanto na vida. Para a alegria, para a esperança, para o amor até. 
Receava o dia em que perdesse essa capacidade, tão simples e preciosa. Esse dom de apreciar as cores do mundo, o aroma das flores, o canto dos pássaros, uma particular forma da luz entrar pela casa, 
beijando o chão num convite a brincar. 
Paula Coelho Pais, 55 anos, Lisboa

Desafio RS nº 34 – frase de Mia Couto

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