13 dezembro 2016

Mau presságio

Sempre que a velha me sorria, mostrando os dentes amarelos, sabia que era desastre anunciado. Por isso, procurava evitar passar à sua porta, o que implicava fazer mais um quilómetro a pé, por vezes debaixo de chuva ou sob o sol escaldante. Era duro.
Hoje, a pressa era muita, havia que encurtar caminho. Ao ver o maldito sorriso, corri para casa, adivinhando o pior, mas ao contrário era o melhor que me aguardava: bilhete de euromilhões premiado.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
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Desafio RS nº 44 – reflexão em 44, contrário em 33

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