31 março 2016

Programa Rádio Miúdos 22 – 31 Março 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!
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Não digas que não
Não fiques desanimado quando não tens o que queres. Não desistas à primeira chamada. Os medos já não existem para ti. Porque não é verdade que tu não os consegues ultrapassar. Não te preocupes com o que os outros pensam. Pois isso não interessa! Não, não te inquietes porque a tua vontade de melhorar é mais forte. Não, ninguém te consegue tirar o que te pertence. Portanto, não... não digas que não consegues, se tudo podes alcançar.

Soraia Salgado, 9 anos, Torres Vedras, prof. Ana Lúcia Agostinho
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não


Programa Rádio Sim 730 – 31 Março 2016

Ouvir o programa em podcast na Rádio Sim


Vida inteira
Não sei o que fazer com a vida. Talvez pô-la numa gaveta, fechá-la à chave para nunca mais abrir. Penso nisso enquanto olho pela janela. As pingas de chuva a cair, formando poças de água. Bato com os dedos nos vidros, mas isso não melhorará esta situação. De repente fiquei sozinha num vazio, numa escuridão imensa sem ninguém à minha volta. Mas isto é só um pequeno mau momento numa vida inteira, cheia de grandes bons momentos.

Raquel Alves,12 anos, Escola Básica D. Pedro I Canidelo, prof Arménia Madail
Desafio RS nº 25 – dedos que batem no vidro (cena)

Apesar da culpa

Picou o ponto e acelerou o passo como fazia há dez anos, de segunda a sexta, numa rotina só interrompida nos magros dias de férias.
Encarou a íngreme subida, mirando a paragem. Porém, a meio interrompeu os passos, sentindo-se, inexplicavelmente, ridícula. Para quê aquela ânsia de ser espremida entre iguais?
Viu o autocarro passar, atravessou a estrada e sentou-se na esplanada, oferecendo-se um momento de prazer, ignorando a culpa que espreitava. Pela primeira vez, apanharia o próximo.

Quita Miguel, 56 anos, Cascais
Faça aqui o download do livro infantil «O Chapéu-de-chuva às Bolinhas» http://ow.ly/ZtAG0

Desafio nº 105 – frase de Einstein

Inquietação

Desde aquela mensagem registada no seu telemóvel, ela errou inquieta pela casa e não sabia com que santo se pegar. As notícias na rádio aplicavam a sua inquietação.
Uma vez mais limpou o pó, sempre olhando através da janela na esperança de ver o filho apear-se da camioneta.
Inúmeras vezes   telefonava ao filho, mas não atendeu. Uma vez mais ouviu temerosa para a mensagem registada.
"Olá, mãe, cheguei bem ao aeroporto de Zaventem".
Seguidamente, uma explosão estrondosa.

Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 105 – frase de Einstein

Loucura

A monotonia do trabalho enlouquecia-a. Vagares de imaginação atordoavam-lhe a cabeça. Em vão tentara dar novas ideias ao patrão. Era um obtuso, sem visão.
Naquela manhã tudo seria diferente. Num ataque de loucura desregulou todas as máquinas. Então as peças tomaram formas diferentes, desordenadas, desconcertando quem as fazia.
Apesar dos gritos aterradores do patrão, a pouco e pouco o riso apoderou-se delas, tomando conta de todas as suas emoções. E pela primeira vez naquele local fabricaram-se ALEGRIAS....

Isabel Lopo, 70 anos, Lisboa

Desafio nº 105 – frase de Einstein

Mude

Sugiro que mude de esquina. De caminho.
 Troque de roupa, de planos.
Troque o cenário, palco, os atores.
Mude a cor do cabelo.
Troque de música, mude o disco, troque de canal.
Corra risco. Transgrida, mude regras, troque as exceções.
Mude de relação. De casa, de carro, de vida.
Mude a comida, a atitude, o rumo, a rima.
Mude a ação. O gesto, a fala, o texto.
Troque de amor, saia do igual...
Do normal...
Do racional...

Roseane Ferreira, Macapá, Amapá, Extremo Norte do Brasil
Desafio nº 105 – frase de Einstein

O castelo do leitor

Escrever, é arte, ou dom, não sei,
para mim, é um doce vício,
que faz bem à alma.
Comparado com as quedas de água,
da serra do Gerês, transmite paz,
sensação de uma suave tranquilidade.
Através da escrita mostramos um pouco,
do que fomos, somos, ou gostaríamos de ser.
Por vezes revelamos até os nossos sonhos.
A escrita sobrepõe-se às palavras,
que por vezes leva-as o vento.
Nela, constrói-se um castelo,
para aquele que lê poder habitá-lo.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 77 – texto sobre o blogue

Vida de pitosga

Sou míope e uso óculos a condizer: grossos e pesados (e feios!). Mas também uso lentes de contacto para aligeirar a feiura da coisa. Ao domingo, dia de aspirar, teimo em descansar os olhos e fazer a tarefa de óculos. Mas procurar pó no chão encoraja a gravidade e os óculos grossos e pesados (e feios!) começam a escorregar pelo nariz abaixo.
Resultado: desfoca-se-me a imagem e o raio do chão fica mal aspirado… todos os domingos!

Catarina Azevedo Rodrigues, 43 anos, Venda do Pinheiro
Desafio nº 105 – frase de Einstein


Etapas

A etapa da vida de Célia,
era uma criança alegre e feliz,
na aldeia que a viu nascer e crescer.
Seguiu-se a juventude, nem sempre
 vivida de facilidades, mas sim das falsidades
que surgem sem que sejam esperadas.
Viaja para a cidade e estuda na faculdade 
difícil da vida. Que lhe ensina a maneira 
mais fácil de tentar ser feliz.
Às vezes pensa na mãe,
sente saudades dessa pequena etapa bem distante,
mas tem-na guardada na alma.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

30 março 2016

Eu vou

Estou cansada, de te avisar. De te esperar, dia após dia.
Não ligas aos meus tormentos, nem ouves os meus lamentos.
Não sei como ainda te aturo, como ainda te desejo,
já não sei se a minha sanidade mental estará no seu melhor.
Uma vez que continuo na esperança que um dia mudes
o teu comportamento.
Tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia
lá deixa a asa.
E eu. Vou deixar de te esperar.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 105 – frase de Einstein

Nada a fazer

Francisca e Beatriz eram como irmãs. Tinham muitas afinidades, confiando uma na outra. Quando nada o faria supor Francisca afastou-se e durante anos não deu notícias. Beatriz vivia triste e um vazio instalou-se no seu coração. Reencontraram-se mais tarde numa festa de amigos comuns e Beatriz pediu-lhe para esquecerem o passado e recuperarem o tempo perdido, interrompido de forma abrupta. Durante algum tempo tudo decorreu normalmente mas, Francisca, voltou a afastar-se. Beatriz desanimada, nada mais poderia fazer.

Emília Simões, 64 anos, Mem-Martins (Algueirão)

Desafio nº 105 – frase de Einstein

Remédios naturais

Estudava, estudava, estudava.
No dia seguinte a mesma coisa.
Esperava sucesso nas provas.
Esclarecia os pontos, repetia, distinguia, exagerava.
Apertava-se diuturnamente.
Pensava cobrir todas as extremidades.
Mas, perdia-se nos estudos.
No dia seguinte, o resultado era o mesmo.
Por isso, ia mal nas provas.
Abusava dos livros, exagerava.
E estes, abundantes, escravizavam-no.
Estava espalhado o vício.
A energia vital foi esgotada.
Esquecera dos remédios naturais.
Alimentação, água, ar, atividade física.
Luz solar, temperança, descanso, confiança em Deus. 

Renata Diniz, 40 anos - Itaúna/Brasil
Desafio nº 105 – frase de Einstein

Não digas...

Mas tu não me dás ouvidos?
Nunca aprendes nada.
Devias saber como os negócios são geridos.
Está bem.
Que posso fazer?
Aprender a gerir o que será teu.
A minha vida não é esta.
Que queres fazer da tua vida?
Gosto de cantar.
Achas que a vida leva-se a cantar?
A minha sim.
Tu não sabes nada da vida.
Nem quero aprender.
Eu já não digo mais nada.
Não digas.
Depois não digas que ninguém te aconselhou.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio nº 72 – frases de 2, 3 6 ou 7 palavras

Programa Rádio Miúdos 21 – 30 Março 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
É a rádio mais fantástica que há!
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Não te quero mais, não quero mesmo! Não vou voltar a ser a tua boneca.
Não vou quebrar, desta vez não! Podes continuar a implorar, mas não volto atrás. Hoje, quem não quer sou eu! Já não preciso de ti do meu lado, já não te desejo. Já não me tens, já não és meu dono. Desta vez, não te vou mostrar o meu lado apaixonado, não. Desta vez, aprendi a dizer-te não quero. Fica longe, sim?

Mariana Bastos, 13 anos, Arrifana 
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

Mudança de rota

Sempre repetia os mesmos sentimentos e as mesmas histórias. 
Um belo dia, resolvi mudar não pelo amor e sim pela dor. 
Fui obrigada a bater-me em retirada de determinada situação onde meu coração sofreu 
muito mas não teve jeito pois as pessoas só me queriam usar e usufruir do que tinha para ofertar como se fosse uma supridora de suas necessidades e caprichos. 
Foram dez anos de abdicação dos meus gostos em prol do deles, em vão.  

Roselia Bezerra, 61 anos, Rio de Janeiro, BR
Desafio nº 105 – frase de Einstein

Uma vida

Acordava higiene, ia à cozinha com a família.
Café, sanduíche, palavras, desejos de bom dia.
Despedida:  06:30 hs. 
A porta abria.  Portão fechava, no ônibus entrava, empresa chegava.
Dia após dia, 51 anos: só 19:00 hs retornava.
Esposa alertava: não leva TÃO a sério,  dê um tempinho, relaxe. A firma não é tua, és só um número lá! Ele teimava.

Anos passaram. Adoeceu.
A firma nada reconheceu!
Continuava a esperar!
Mas a justiça o há de pagar!

Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 
Desafio nº 105 – frase de Einstein



Desafio nº 105

Conhecem esta frase de Albert Einstein?
Não há maior demonstração de insanidade do que fazer a mesma coisa, da mesma forma, dia após dia, e esperar resultados diferentes.
Que história em 77 palavras vos sugere?

Eu já experimentei, saiu assim:
Sentia-se encurralada. Nunca admitira que podia acordar para a solução. Mas não sabia disso, ainda. Por isso, persistia, repetindo, dia após dia, tanto o pedido como o perdão.
– Não me batas mais, magoas-me.
Ou:
– Não peças desculpa, eu sei que não fizeste por mal.
Contudo, naquela tarde, tudo mudou. Um filho tão pequeno, um bofetão tão forte, um aperto no coração de mãe tão violento…
Faltava saber se poderia continuar a ser mãe depois do que fez.

Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa
Desafio nº 105 – frase de Einstein

O boné e os sapatinhos

Conversavam sem cessar
Dois objetos esquecidos:
Um boné de andar no mar,
E sapatinhos garridos!

– Sou boné de marinheiro,
Andei de noite, de dia,
Percorri o mundo inteiro
Ao sol e à maresia!

– Fizemos muitos bailados,
Em Paris, em Roterdão,
Fomos muito desejados,
Vimos amor e paixão!

A dama que nos usou,
Amada no mundo inteiro,
Ousada, nos atirou
A um lindo marinheiro!

Com este dito certeiro,
O boné lacrimejou,
Pertencera ao marinheiro
Que essa dama arrebatou!

Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Desafio nº 62 – dois objectos, numa prateleira cheia de pó, conversam

Que momento mágico

Que momento mágico!
– Mas porquê?
Esta era a minha questão... tudo por fazer, casa virada do avesso... roupa para lavar, louça para lavar, camas por fazer, quartos dos filhos para arrumar!
Os meus nervos em franja.
Estava à beira de um ataque de nervos! Sentei-me no sofá e fechei os olhos, cansada!
Como por magia, na minha cabeça tudo aconteceu, parecia um sonho! O certo é que, quando abri os olhos, tudo estava "no seu lugar".

Ana Maria Roque, 58 anos, Carnaxide

Desafio Escritiva nº 6 – poderes mágicos no corpo

Procurando

Lá fora a vida percorre o seu rumo numa azáfama que outrora lhe fora familiar. Deste lado, seus dedos que batem no vidro estão frios e ásperos, marcados pelo tempo. Assim como cada ruga do seu rosto encerra em si histórias que a idade teima em apagar. Porém seu olhar percorre não só o espaço mas também o tempo procurando conforto na singularidade de cada sorriso partilhado.

Luís Miguel Reis, 43 anos, Cascais
Desafio RS nº 25 – dedos que batem no vidro (cena)

Dor de dentes

GRITAR, SUSTER a respiração, VERTER lágrimas,
IMOBILIZAR, nada aliviava a dor de dentes do JACARÉ.
CARAMELO, bolo de MÁRMORE, OVO, ao pensar
ficava a TREMER e a salivar.
A ABELHA pousou o LIVRO no NENÚFAR, 
sem PRONUNCIAR palavra, nem QUERER RUBORIZAR,
dirige-se ao amigo.
Não houve HIPÓTESE, este estava-se a BORRIFAR, queria
FUGIR, ENTERRAR a cabeça na areia, aos ZIGUEZAGUES
tropeça num XISTO, parte a UNHA, cai na FALÉSIA.
O DOUTOR é chamado, arranca-lhe o dente malvado.

Maria Madalena Moreira de Carvalho, 65 anos, Peniche

Desafio nº 58 – tabela de 2 palavras obrigatórias para o alfabeto, uma à escolha

A voz que arruma a casa

A casa num caos e eu tão cansada. Os rapazes a desarrumar roupa; eu a ficar com as terminações nervosas ao rubro. Faço advertências, ameaças, chantagem emocional, promessas mentirosas. Nada. Ninguém mexe um alfinete. Então resolvo cantar. Assomam à porta para saber se estou bem, o marido descola-se do sofá.
– Porque cantas? – perguntam-me.
– Porque a casa está muito desarrumada, não tenho tempo para a arrumar e estou nervosa.
E a casa “arrumou-se”. Ah, como é bom desafinar!

Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

Desafio Escritiva nº 6 – poderes mágicos no corpo

Tarde de mais

Num cruzamento, cruzei-me com alguém
levou-me à estação onde os comboios se cruzam
assim entendi que a vida é composta 
de vidas cruzadas, destinos traçados.
Encontrei o amor?
Não, não era isso que queria, 
só desejava olhá-lo nos olhos e dizer:
És tão bonito... mas não tinha coragem.
Nada mais importava.
Alguém grita "homem na linha".
O cruzamento ficou triste e vazio.
Porque não o abracei?
Porque não o amei?
Era tarde de mais

Madalena Carvalho, 65 anos, Peniche

Desafio Escritiva nº 5 – cruzar comboios

Que desforra!

O pensado, que sob uma pedra havia escondido um favo, foi confirmado pelo vaivém dos abelhões. Ora o achado, prometia ser uma guloseima.
Embora ao ursinho faltasse o conhecimento, tomaria início ligeiro de saquear com fogo aquela doçura. Os abelhões defenderam -se sem hesitação e a todo o pano, mas foi tarde, o ninho já estava aberto. Picando com o aguilhão foi a sua única desforra possível. Precipitadamente, o colossal saltou num estaque para aliviar a garganta inchada.

Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio nº 69 – lista de palavras, onde se inclui desforra

Suite para un idílico crimen

Ofelia prefirió esta cena al menú sofisticado: orégano, patata esparcida con algas muy salpimentadas, oca poco elaborada con ajo medio sofrito. Opté por encargar codornices asadas: más sabrosas. Ocurrente, pidió en copas altísimas malvasía selecta. Osé preferirte: estar contigo; ah, marido sedicioso. Organizados, pensamos en cómo asesinarlo. Muy sigilosos operamos para estar correctísimos. Ámame más, Samuel, o perderemos elegancia corporal; ámame; morirá solo. Órficos placeres, enormes caprichos abreviados. Mastícame suave; oceánica playa esta cama; así, matémosle, sátiro.

José Ignacio Martínez Gutiérrez, Valencia de Alcántara, Cáceres
Desafio nº 82 – letras impostas por ordem O P E C A M S

Sonho de princesa

Era um espanto a Sofia
Com o seu sorriso doce
a todos cativava.
Tinha sonhos.
Sonhava que um dia
iria ser princesa
e na sua inocência,
deixava entrar os sonhos,
que a levavam para mundos 
mágicos e de poesia.
Cresceu, tornou-se mulher, 
pensou que ser princesa 
era uma ilusão.
Já não se espantava com
palácios, nem rainhas ou
princesas.
Tinha aberto as portas do seu 
coração e uma bela menina
tinha dado à luz.
A sua linda princesa.

Madalena Carvalho, 65 anos, Peniche

Desafio RS nº 34 – frase de Mia Couto

29 março 2016

Programa Rádio Miúdos 20 – 29 Março 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
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Posso, mãe?
Mãe, posso comer um caramelo?
Não, pede por favor!
Mãe, chocolate?
Não, não queres ficar cheio de dores!
Mãe, posso comer um rebuçado?
Não, ao jantar vou fazer assado!
Mãe, posso beber um café?
Não, és muito jovem José!
Porque não posso comer nada?
Porque depois não comes ao jantar!
Não dizias que não a um bolinho!?
Não, não nem pensar!
Não para caramelo, não para chocolate, não para café.
Posso jantar?
Sim!

Beatriz Sousa, 12 anos 6º E - Escola Básica D. Pedro I - Canidelo - Vila Nova de Gaia, prof Arménia Madail
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

Programa Rádio Sim 729 – 29 Março 2016

Ouvir o programa em podcast na Rádio Sim

Nem perto...
Depois do fim ficam as memórias. Ainda aqui estás mas já nem dás por isso. Doloroso este fim que não encaixa na história da tua vida, mas que iremos percorrer juntos. Assim como nas milhares de vezes que me deste a mão nunca me ocorreu que um dia me caberia a missão de te conduzir. Tarefa árdua de dimensão titânica estar à altura do que fizeste por mim. E por certo, nem perto chegarei antes do fim.

Luís Miguel Reis, 43 anos, Cascais
Desafio nº 64 – texto começando por “Depois do fim…”

28 março 2016

Programa Rádio Miúdos 19 – 28 Março 2016

Esta foi a história que lemos na Rádio Miúdos neste dia!
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Farta!
Estou farta que digam que não posso fazer aquilo, mas não, eu posso fazer aquilo, só que os outros é que não querem que eu faça porque eu não demoro nada a fazer as coisas. Eles dizem:
Não, não podes fazer aquilo se não ficas sem telemóvel!
Eu começo a pensar por que é que não faço só por dizerem que não.
Não, não e não! Não volto a não fazer só porque me dizem tal coisa.

Mariana Filipe, 11 anos, Sobral de Monte Agraço
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não